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Prefeito de São Paulo Bruno Covas morre vítima de câncer

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Bruno Covas lutava contra o câncer desde outubro de 2019
André Bueno/Câmara Municipal da São Paulo

Bruno Covas lutava contra o câncer desde outubro de 2019

O prefeito de São Paulo , Bruno Covas (PSDB), morreu, nesta domingo (16),  vítima de câncer . O tucano lutava contra a doença desde outubro de 2019, quando foi internado para tratar o que os médicos diagnosticaram como erisipela, uma doença infecciosa da pele. Covas deixa o filho Tomás Covas, de 15 anos, fruto do casamento com sua ex-mulher Karen Ichida.

De acordo com boletim divulgado pela equipe médica na noite desta sexta-feira (14), Covas teve piora em seu quadro clínico e chegou a um “estado irreversível”. 

Na última segunda-feira (10), o prefeito havia iniciado uma nova etapa do tratamento de combate ao câncer que combinava imunoterapia com terapia-alvo para reforçar o sistema imunológico e também identificar uma proteína que existe em células cancerígenas e atacá-las.

Nesse mesmo dia, Covas recebeu a visita do governador, João Doria (PSDB). Em postagem nas redes sociais, o prefeito licenciado disse que ambos “colocaram o papo em dia”.

Covas foi internado no dia 2 de maio, após ter um sangramento no estômago . Na ocasião, o prefeito precisou passar por intubação oro-traqueal e teve a hemorragia controlada com medidas de hemostasia, procedimento que consiste na diminuição do fluxo sanguíneo e início do processo de coagulação.

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De acordo com boletim médico divulgado pela equipe que cuidava do prefeito de São Paulo no dia 3 de maio, o sangramento foi encontrado por endoscopia. O foco foi o mesmo onde Covas teve seu primeiro tumor.

Um dia antes, nota da Prefeitura informou que  Covas tiraria licença de 30 dias “diante da necessidade de dedicação exclusiva ao tratamento médico” contra o câncer.

“Com o surgimento de novos focos, o Prefeito de São Paulo precisará de dedicação integral ao tratamento e entende que não será compatível com as suas responsabilidades e compromisso com a cidade e os paulistanos”, disse o comunicado.

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Cerca de quinze dias antes, o prefeito já tinha passado por outra internação depois da realização de exames de controle. Os diagnósticos mostraram novos focos de tumor nos ossos da coluna vertebral e do fígado. Durante a internação, ele apresentou uma piora no quadro de saúde e foi diagnosticado com líquido no abdômen e nas pleuras , tecidos que revestem os pulmões.

No tratamento, os médicos colocaram drenos no prefeito para a retirada do líquido e Covas ainda recebeu suplementação alimentar venosa durante à noite. Após melhora, ele recebeu alta em 27 de abril. No boletim médico, os profissionais que cuidavam do prefeito disseram à época que o “quadro evoluiu com sucesso, com redução do líquido e melhora clínica”, o que permitiu que ele retomasse atividades pessoais e profissionais.

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Primeiro diagnóstico 

Covas foi internado pela primeira vez em outubro de 2019, quando chegou ao hospital com erisipela, que acabou evoluindo para uma trombose venosa profunda na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia.

Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.

Covas passou por oito sessões de quimioterapia que fizeram com que o tumor regredisse. Mas, segundo a equipe médica, elas não foram suficientes para vencer o câncer. Após novos exames, o prefeito iniciou o tratamento com imunoterapia.

Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais e continuar no cargo, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença. Ele tirou uma licença de 10 dias, quando passou a ser submetido a sessões de radioterapia. Na época, estavam previstas 24 sessões de radioterapia complementares para o tratamento.

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PGR pede para STF arquivar investigação de deputados dos atos antidemocráticos

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Ministro Alexandre de Moraes (STF)
Carlos Moura/ SCO/ STF

Ministro Alexandre de Moraes (STF)

A Procuradoria-Geral da República ( PGR ) reforçou nesta quinta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de arquivamento das investigações de deputados no inquérito que investiga os chamados “atos antidemocráticos” — aberto em abril de 2020 para investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos com as manifestações que defendiam o fechamento do STF e do Congresso Nacional, além da volta da ditadura militar.

Em manifestação, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir” e informou que não há divergências entre a PGR e a Polícia Federal.

A PGR defende que as apurações sigam na primeira instância da Justiça porque não há conexão clara com pessoas com foro privilegiado e argumenta, por exemplo, que a suspeita de uso de verba pública para abastecer esses atos ou sites bolsonaristas não envolve pessoas com foro.

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“É o que já ocorre, por exemplo, com outro ponto extraído do relatório policial e destacado de forma ruidosa por veículos de imprensa: a hipótese de que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal tenha distribuído verba publicitária para determinados produtores de conteúdo na internet por meio de agências de publicidade. Essas suspeitas não envolvem autoridades com prerrogativa de foro no STF e já são alvo de inquérito civil em curso na Procuradoria da República no Distrito Federal.”

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O pedido de arquivamento foi apresentado pelo Ministério Público no último dia 4 de junho.

Na manifestação, o vice-procurador-geral da República afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados. Ao todo, 10 deputados federais são alvo das apurações.

Na manifestação apresentada nesta quinta-feira, Humberto Jacques de Medeiros diz que a manifestação pelo arquivamento em relação aos parlamentares com foro no STF, se ampara na certeza de que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir”.

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