conecte-se conosco


Economia

Parada do Orgulho LGBT+: gasto médio do turista aumentou 15% em 2022

Publicado em

Economia

A 26ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, realizada no último domingo (19), levou uma multidão para a Avenida Paulista e movimentou a economia da capital nos dias que antecederam o evento.

De acordo com a pesquisa Perfil e Satisfação de Público Parada LGBT+ 2022, realizada pelo Observatório do Turismo da cidade de São Paulo, o gasto médio do turista na cidade, por pessoa, foi de R$ 1.881,84 – 15,1% a mais que em 2019 (R$ 1.634,20). Já o gasto médio no evento, por pessoa, foi de R$ 132,30 – 7,5% a mais que 2019 (R$ 123). A pesquisa ouviu 1.223 pessoas no dia do evento.

A festa, que contou com 19 trios elétricos e a participação das cantoras Pabllo Vittar, Luiza Sonza, Ludmilla, Jojo Todynho e Gretchen, entre outras, não contou com nenhum registro de incidente grave durante sua realização. O desfile seguiu da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt. 

A pesquisa mostrou que a porcentagem de turistas passou de 40% do total de participantes – 12,3% eram de cidades da região metropolitana de São Paulo e 14,5% do interior do estado. Turistas de outros estados totalizaram 13,6%, vindo a maioria de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Santa Catarina. O evento contou ainda com 0,7% de turistas estrangeiros. Segundo a pesquisa, 58,9% dos presentes eram moradores da capital paulista.

Leia mais:  Vice-presidente diz que adesão do Brasil à OCDE é prioridade

Quase 40% do público esteve no evento pela primeira vez este ano, 50,1% participaram da Parada em 2019 e 10,2%, nos anos anteriores. 

Perfil

Quanto à orientação sexual dos participantes, 37,4% se declararam gays, 19,1% heterossexuais, 18,6% lésbicas, 18,3% bissexuais, 4,7% panssexuais. Quanto à identidade de gênero 86,3% se disseram cisgênero, 5,4% não-binários, 3,6% homem trans, 2,4% mulher trans  e 2,3% travesti. 

A maior parte das pessoas tinha a faixa etária de 18 a 29 anos (59,2%), em seguida 30 a 39 anos (28%), 40 a 49 anos (9,1%), 50 a 59 anos (3%), 60 anos ou mais (0,7%). 

Edição: Lílian Beraldo

Comentários Facebook
Propaganda

Economia

Nova presidente da Caixa anuncia primeiras medidas à frente do banco

Publicados

em

Por

A economista Daniella Marques Consentino tomou posse nesta terça-feira (5) como presidente da Caixa Econômica Federal. Daniella já havia sido eleita pelo Comitê de Elegibilidade do banco estatal na semana passada. A cerimônia ocorreu na sede nacional da empresa, em Brasília, e contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e de diversas autoridades. 

Ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, a economista substituirá Pedro Guimarães, que pediu demissão na quarta-feira (29), após denúncias de assédio sexual que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Ele negou as acusações na carta de renúncia.

Diálogo

Em coletiva de imprensa, após assumir o cargo, a nova presidente da Caixa reforçou o compromisso de abrir um canal de diálogo com focos nas mulheres que trabalham na empresa. 

“Estou abrindo hoje um canal de diálogo com os empregados, o Diálogo Seguro Caixa. Vai ser um canal de diálogo aberto exclusivamente para as mulheres, nos próximos 30 dias, onde todas as mulheres – e são 35 mil que trabalham na Caixa – serão acolhidas, ouvidas, protegidas, para que eu entenda um pouco e me aprofunde em cima dos indícios que estão sendo apresentados”, afirmou. 

Além disso, a executiva destacou a aprovação, pelo Conselho de Administração do banco, de um plano de ação que envolve a revisão de todas as políticas de integridade, prevenção de assédio, assim como a estrutura de governança de risco, a Ouvidoria e Corregedoria da Caixa. “É natural que os processos sejam revisados, aprimorados e aprofundados e é isso que a gente vai fazer”. 

Daniella Consentino também confirmou que trocará todos os 26 cargos de consultoria estratégica que estão diretamente ligados à presidência da Caixa. Desses, seis já deixaram o cargo, incluindo o chefe de gabinete. Além destes postos, dois vice-presidentes também foram afastados nos últimos dias. Uma empresa de consultoria externa também será contratada para atuar na investigação das denúncias de assédio dentro da empresa. Daniella informou que ainda não há previsão de quando o trabalho de apuração será concluído. 

Leia mais:  Tesouro Direto registra R$ 3,19 bilhões em vendas em fevereiro

Crédito para mulheres

A nova presidente da Caixa anunciou que, além das medidas internas, deve promover um programa de combate e prevenção ao assédio e à violência doméstica e de estímulo ao empreendedorismo feminino para os 148 milhões de clientes do banco, que é o principal operador dos programas sociais do governo federal, como o Auxílio Brasil.

“A gente vai bancar a causa das mulheres, queremos ser o grande promoter desta causa, atuar com afinco para proteger e promover mulheres. Hoje, a mulher é dona de 80% das decisões de consumo e só 20% do crédito, e a gente quer dar conta, com toda nossa estrutura de rede, apoiando e protegendo as mulheres em todas as dimensões”, observou. Terceira maior instituição financeira do país, a Caixa está presente em mais de 5 mil municípios, com 14 mil agências e cerca de 27 mil postos físicos de atendimento. 

Pequenos negócios

Daniella Consentino afirmou que pretende seguir desenvolvendo a plataforma de microcrédito da Caixa, com foco em financiamento de pequenas empresas e microempreendedores. 

“Esse é um foco estratégico nosso, estar perto dos micro e pequenos empresários, dos microempreendedores individuais. Está vindo agora a renovação dos fundos garantidores da União, de até R$ 90 bilhões em crédito, não para micro e pequenas empresas, mas também para MEIs [microempreendedores individuais], e a gente pretende fazer um trabalho muito forte de difusão e operação desse fundos.” 

Leia mais:  Nascidos a partir de 1984 podem agendar saque de valores esquecidos

Privatização

Questionada, a presidente do banco afirmou que não há nenhuma orientação de privatização da Caixa, e que isso não é objeto nem de discussão neste momento. A venda de ativos, incluindo a plataforma de bancarização digital Caixa TEM, também não está no radar da economista. 

“Ao longo desse processo de ‘bancarização’, de tanta gente no pagamento e operação do Auxílio Emergência, foi desenvolvido junto um banco digital, que obviamente tem muito valor, mas ainda preciso me reunir com a governança do banco, vou respeitar os ritos de governança do banco para saber se gera valor para Caixa ou não estar desinvestindo, mas não é algo que está em discussão neste momento. Nem a privatização da Caixa nem a venda de algum ativo”, assegurou. 

Perfil

No governo desde janeiro de 2019, Danielle Consentino foi chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Uma das principais auxiliares do ministro Paulo Guedes, ela assumiu a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade no início do ano.

Com formação em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a nova presidente da Caixa tem MBA em finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) e uma carreira no mercado financeiro. Foi diretora-executiva da Oren Investimentos e diretora de Risco e Compliance, sócia e gestora de Renda Variável da Mercatto Investimentos. Antes de entrar no governo, foi sócia do ministro Guedes na Bozano Investimentos, onde foi diretora de Compliance e Operações e Financeiras.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Economia

Comentários Facebook
Continue lendo

ITURAMA E REGIÃO

POLICIAL

POLÍTICA

ECONOMIA

Mais Lidas da Semana