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Bolsonaro volta a pautar o voto impresso no Congresso alegando que o “povo quer”

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jair bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Presidente Jair Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o voto impresso e diz que está pautando o tema no Congresso Nacional para que o recurso seja utilizado nas próximas eleições.


O presidente da República questiona o sistema eleitoral dizendo que a urna eletrônica seria suscetível a fraudes, portanto, fazendo-se necessária a comprovação em papel.

Já estou conversando com lideranças no Parlamento. Quem decide o voto impresso somos nós, o Executivo, e o Parlamento. Ponto final. E, acima de nós, o povo, que quer o voto impresso”, disse Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada. Desde as eleições municipais Bolsonaro encampa o voto impresso como uma bandeira do governo e vem ganhando apoio nas redes socias entre o núcleo do presidente.

O Congresso aguarda a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que pede o voto impresso. Em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) viu inconstitucionalidade no tema.

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PGR pede para STF arquivar investigação de deputados dos atos antidemocráticos

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Ministro Alexandre de Moraes (STF)
Carlos Moura/ SCO/ STF

Ministro Alexandre de Moraes (STF)

A Procuradoria-Geral da República ( PGR ) reforçou nesta quinta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de arquivamento das investigações de deputados no inquérito que investiga os chamados “atos antidemocráticos” — aberto em abril de 2020 para investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos com as manifestações que defendiam o fechamento do STF e do Congresso Nacional, além da volta da ditadura militar.

Em manifestação, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir” e informou que não há divergências entre a PGR e a Polícia Federal.

A PGR defende que as apurações sigam na primeira instância da Justiça porque não há conexão clara com pessoas com foro privilegiado e argumenta, por exemplo, que a suspeita de uso de verba pública para abastecer esses atos ou sites bolsonaristas não envolve pessoas com foro.

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“É o que já ocorre, por exemplo, com outro ponto extraído do relatório policial e destacado de forma ruidosa por veículos de imprensa: a hipótese de que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal tenha distribuído verba publicitária para determinados produtores de conteúdo na internet por meio de agências de publicidade. Essas suspeitas não envolvem autoridades com prerrogativa de foro no STF e já são alvo de inquérito civil em curso na Procuradoria da República no Distrito Federal.”

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O pedido de arquivamento foi apresentado pelo Ministério Público no último dia 4 de junho.

Na manifestação, o vice-procurador-geral da República afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados. Ao todo, 10 deputados federais são alvo das apurações.

Na manifestação apresentada nesta quinta-feira, Humberto Jacques de Medeiros diz que a manifestação pelo arquivamento em relação aos parlamentares com foro no STF, se ampara na certeza de que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir”.

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