conecte-se conosco


POLÍTICA

Bolsonaro chega nesta segunda-feira ao Japão para viagem por cinco países

Publicado em

POLÍTICA

source
Bolsonaro arrow-options
Tomaz Silva/Agência Brasil

Presidente fará roteiro por cinco países asiáticos nos próximos dias

Em meio à crise com o PSL, o presidente Jair Bolsonaro chega nesta segunda-feira a Tóquio para a primeira etapa de uma viagem a cinco países do leste asiático e do Oriente Médio, que se estenderá até próxima semana. O principal compromisso no país será a cerimônia de entronização do novo imperador do Japão, Nahurito, que ocorrerá amanhã. Bolsonaro ainda se reunirá com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Leia também: Deltan tem até esta segunda para decidir se tenta cargo de procurador regional

Depois o presidente irá, respectivamente, para China, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Arábia Saudita. Em todos os países, Bolsonaro fará reuniões com chefes de Estado e com empresários. Um dos principais compromissos da agenda econômica será o fórum de investimento da Arábia Saudita conhecido “Davos no deserto”.

Na sexta-feira, questionado se havia preocupação em fazer uma viagem de longa duração em meio ao imbróglio com seu partido, Bolsonaro retrucou perguntando se deveria cancelar a viagem.

Leia mais:  Maioria dos deputados diz apoiar uso do 'fundão' contra pandemia, diz jornal

O giro internacional servirá para aparar arestas da política externa. No ano passado, por exemplo, Bolsonaro chegou a afirmar que a China queria “comprar o Brasil “. Depois de tomar posse, no entanto, adotou um discurso mais conciliador. Já no Oriente Médio, houve insatisfação com a intenção de transferir a embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O presidente, contudo, recuou e a intenção no momento é abrir só um escritório de negócios.

Seis ministros fazem parte da comitiva: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Osmar Terra (Cidadania).

Leia também: Após 71 anos, descoberta reabre investigação do maior mistério da Austrália

Também acompanham Bolsonaro cinco parlamentares — sendo quatro deputados e um senador — e o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), entre outras autoridades.

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA

Popularidade de Bolsonaro é uma das mais baixas entre líderes mundiais; confira

Publicados

em

Por

source
Jair Popularidade de Bolsonaro é uma das mais baixas entre líderes mundiais
Alan Santos/PR

Jair Popularidade de Bolsonaro é uma das mais baixas entre líderes mundiais

A pandemia de Covid-19 tem sido um forte fator de influência na avaliação de líderes pelo mundo. Em mais de um ano de crise sanitária, chefes de Estado e de governo viram sua aprovação cair ou crescer conforme lidavam com o coronavírus. Com uma postura negacionista e dificuldade de implementar vacinação em massa, o presidente Jair Bolsonaro tem uma das mais baixas taxas de aprovação, entre os 12 líderes cujos índices de popularidades foram analisados pelo GLOBO. Sua aprovação só é maior do que a do presidente do Chile, Sebastián Piñera.

Na semana passada, Bolsonaro alcançou seu menor índice de aprovação desde o início de seu mandato: 24%, de acordo com o Datafolha. Para o cientista político Carlos Pereira, essa queda é uma resposta à conduta do presidente diante da pandemia.

“A população brasileira avalia mal o presidente por perceber que ele não respondeu ao receio da população de ficar doente ou de perder entes queridos”, pontua o especialista, que organizou pesquisas para medir o impacto político ao longo da crise sanitária — E a proximidade com o que chamei de “medo da morte” aumenta a rejeição. Isto é, quanto mais o eleitor tiver pessoas do seu círculo mais próximo padecendo da Covid, mais ele avaliará negativamente o presidente.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro se posicionou contrário às medidas restritivas e menosprezou a gravidade do vírus, além de ter demorado para fechar acordos para a compra da vacina contra o coronavírus.

Assim como Bolsonaro, outros três líderes mundiais têm um apoio menor agora do que em janeiro do ano passado, antes de o vírus se espalhar pelo planeta. Entre eles estão os presidentes Andrés Manuel López Obrador, do México, e o primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia.

Ao negarem inicialmente o impacto que o vírus causaria, Modi e López Obrador adotaram posturas similares ao do presidente brasileiro, permitindo — e causando — aglomerações nas ruas, além de subestimar a doença. Atualmente, os três países são os que mais somam mortes pelo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos — ao todo foram 432 mil mortes no Brasil, 262 mil na Índia e 219 mil no México.

Leia mais:  STF derruba restrições à Lei de Acesso à Informação

“Num momento de grande estresse e de grande incerteza, o que se espera é que exista uma liderança política capaz de pacificar e galvanizar energia para pacificar e dar tranquilidade à população. E quando isso não acontece, quando se vai na direção oposta e se aprofunda a incerteza, há uma falta de sincronia entre o que as pessoas estavam esperando e o que as autoridades fizeram”, afirma Pereira.

Você viu?

Queda expressiva

Ainda que os líderes indiano e mexicano mantenham uma popularidade alta, os dois tiveram uma queda expressiva na avaliação. Modi tinha, em janeiro do ano passado, uma aprovação de 77%, de acordo com pesquisa da Morning Consult. Neste mês, o percentual chegou a 65%, o menor patamar no período. Já López Obrador teve uma queda na popularidade de 14 pontos, indo de 71%, em janeiro de 2020, para 57%, no fim de abril, de acordo com o El Financiero.

“Modi é um líder ultranacionalista que conseguiu desmobilizar a oposição contra ele. López Obrador também. Sem uma voz forte para se opor diretamente ao líder, a aprovação dele tende a ser alta”, diz Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV.

O presidente argentino Alberto Fernández é o quarto líder cuja aprovação é menor agora do que em janeiro do ano passado. O mandatário começou 2020 com apoio de 50% da população e, em abril, chegou a 67%, segundo a pesquisa da Universidade de San Andrés. Porém, com o desgaste de uma longa quarentena, uma crise econômica causada pela pandemia e por uma série de medidas intervencionistas, a aprovação de Fernández caiu para 27%.

Leia mais:  'No Brasil, cloroquina tem 100% de cura', diz Bolsonaro a franceses; veja

Na direção oposta, líderes que seguiram as orientações das organizações de saúde se beneficiaram com um aumento na aprovação, ao menos em um primeiro momento.

Apesar da baixa taxa de popularidade, a aprovação do presidente do Chile cresceu na pandemia, em meio à vacinação acelerada naquele país. Com a crise sanitária, Piñera retomou o controle da agenda política nacional e os protestos contra as desigualdades sociais que convulsionavam o país foram reduzidos .

Nesse grupo, a chanceler alemã Angela Merkel, que já tinha uma avaliação positiva, chegou à casa dos 70% de aprovação em meados do ano passado, de acordo com o Infratest Dimap. O presidente francês Emmanuel Macron, que enfrentava uma série de revoltas sociais antes da crise sanitária, teve um aumento na popularidade de 13 pontos em três meses, de janeiro a março de 2020— indo de 30% de aprovação a 43%, segundo o instituto Ifop. O patamar se manteve até hoje, com oscilações no caminho.

Até o premier britânico Boris Johnson, que negou a gravidade da pandemia em um primeiro momento, teve um boom na popularidade ao ser internado na UTI com a Covid-19, em abril do ano passado, e, consequentemente, mudar sua postura diante da crise. Em maio passado, a aprovação do inglês subiu ao seu patamar mais alto, 62%, de acordo com a Morning Consult. Na época, sua rejeição caiu 12 pontos em comparação a janeiro.

Stuenkel, no entanto, pondera que a influência da pandemia na avaliação dos líderes passa por estágios diferentes. No início da crise, muitos governantes tiveram um aumento na popularidade. Porém, conforme a calamidade se prolonga, outros fatores afetam a forma que os eleitores veem seus representantes.

Comentários Facebook
Continue lendo

ITURAMA E REGIÃO

POLICIAL

POLÍTICA

ECONOMIA

Mais Lidas da Semana