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Bolsonaro acusa Witzel de manipular investigação do assassinato de Marielle

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José Dias/PR – 19.11.19

“A minha vida virou um inferno depois da eleição do senhor Wilson Witzel”, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), está manipulando as investigações do caso Marielle para envolver a família Bolsonaro na morte da vereadora e de seu motorista. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (21), durante o lançamento do partido Aliança pelo Brasil, que Bolsonaro deseja criar, após sua saída do PSL.

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“Ele botou na cabeça que quer ser presidente. Direito dele e de qualquer um de vocês. Mas ele também botou na cabeça destruir a reputação da família Bolsonaro “, disse Bolsonaro no evento. Para o presidente, Witzel estaria intervindo na investigação do caso Marielle por meio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Bolsonaro cita o relato do porteiro como exemplo da intervenção de Witzel. O porteiro do condomínio onde o presidente possui imóvel no Rio é o mesmo de um dos suspeitos de assassinar Marielle e, segundo relato do porteiro à Polícia Civil fluminense, outro suspeito do crime teria visitado presidente na noite anterior à morte da vereadora. No entanto, ao ser interrogado pela polícia federal nesta semana, o porteiro afirmou ter errado a menção a Bolsonaro.

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Segundo Bolsonaro, Witzel sabia que a menção ao presidente estava sendo investigada. O caso, porém, estava correndo em segredo de Justiça. O governador do Rio nega ter acesso ao caso, assim como ter vazado qualquer informação.

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Para o presidente, parte dos brasileiros quer acusá-lo de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle . “Parece que não interessa à esquerda chegar aos mandantes do crime, mas usar esse crime bárbaro, que todos nós repudiamos, para atingir a reputação de pessoas outras”.

“Se eu tivesse um plano eu ia receber os assassinos na minha casa à noite?”, afirma Bolsonaro, que diz lamentar a morte da vereadora. A menção de Bolsonaro chegou a ser informada ao Supremo Tribunal Federal, contudo segundo o procurador-geral da República, Augusto Aras, o caso foi arquivado. 

“Não deu certo com o porteiro, agora jogam para cima do Carlos”, disse. O filho de Bolsonaro e vereador carioca teria tido uma discussão com o assessor de Marielle em 2017, na qual a vereadora teria interferido. O episódio já era de conhecimento da polícia do Rio , mas está sendo investigado com mais intensidade nas últimas semanas.

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“A minha vida virou um inferno depois da eleição do senhor Wilson Witzel , lamentavelmente”, relata Bolsonaro, afirmando que o governador deveria ser grato ao apoio que seus filhos, Carlos e Flávio, deram a ele, pois sem isso ele não teria sido eleito.

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PGR pede para STF arquivar investigação de deputados dos atos antidemocráticos

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Ministro Alexandre de Moraes (STF)
Carlos Moura/ SCO/ STF

Ministro Alexandre de Moraes (STF)

A Procuradoria-Geral da República ( PGR ) reforçou nesta quinta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de arquivamento das investigações de deputados no inquérito que investiga os chamados “atos antidemocráticos” — aberto em abril de 2020 para investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos com as manifestações que defendiam o fechamento do STF e do Congresso Nacional, além da volta da ditadura militar.

Em manifestação, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir” e informou que não há divergências entre a PGR e a Polícia Federal.

A PGR defende que as apurações sigam na primeira instância da Justiça porque não há conexão clara com pessoas com foro privilegiado e argumenta, por exemplo, que a suspeita de uso de verba pública para abastecer esses atos ou sites bolsonaristas não envolve pessoas com foro.

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“É o que já ocorre, por exemplo, com outro ponto extraído do relatório policial e destacado de forma ruidosa por veículos de imprensa: a hipótese de que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal tenha distribuído verba publicitária para determinados produtores de conteúdo na internet por meio de agências de publicidade. Essas suspeitas não envolvem autoridades com prerrogativa de foro no STF e já são alvo de inquérito civil em curso na Procuradoria da República no Distrito Federal.”

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O pedido de arquivamento foi apresentado pelo Ministério Público no último dia 4 de junho.

Na manifestação, o vice-procurador-geral da República afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados. Ao todo, 10 deputados federais são alvo das apurações.

Na manifestação apresentada nesta quinta-feira, Humberto Jacques de Medeiros diz que a manifestação pelo arquivamento em relação aos parlamentares com foro no STF, se ampara na certeza de que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir”.

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