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‘Apanho forte dos Bolsominions nas redes sociais’, diz Maia

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iG Economia

Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que é alvo de ataques de apoiadores do governo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira que tem “apanhado forte” nas redes sociais dos seguidores e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “bolsominions”. Maia disse que os ataques são mais frequentes quando critica o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

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“Eu apanho forte dos bolsominions nas redes sociais. Quando eu ‘elogio’ o ministro da Educação, aí é que apanho mesmo e falo ainda mais”, disse Maia, arrancando risadas de uma plateia formada por empresários, durante almoço na Associação Comercial do Rio (ACRJ).

Em sua palestra, Maia foi questionado sobre o fato de Bolsonaro ter o colocado como um dos pivôs da crise sobre a possível separação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Sergio Moro , em duas pastas, como foi na gestão Michel Temer.

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Enquanto explicava que ele apenas expressou a Bolsonaro que o tema da segurança pública é caro ao eleitorado do presidente e que precisaria de mais atenção, o presidente da Câmara interrompeu a fala para comentar as críticas que recebe nas redes sociais. Mais tarde, quando questionado por jornalistas se as críticas nas redes sociais poderiam contaminar o ambiente legislativo, Maia negou e disse que “faz parte da vida”.

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“Apanho de quem eu sei que não vai pensar como eu penso”, afirmou. Sobre Weintraub, o presidente da Câmara disse que tem feito críticas, pois não poderia concordar ou ficar em silêncio “sobre essas pessoas”. Em entrevista na semana passada, o presidente da Câmara disse que o chefe da pasta da educação estimula o ódio. “É claro que não vou elogiar nunca o ministro da Educação (Weintraub). Desses vou apanhar a vida inteira, não posso concordar com eles”, disse.

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PGR pede para STF arquivar investigação de deputados dos atos antidemocráticos

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Ministro Alexandre de Moraes (STF)
Carlos Moura/ SCO/ STF

Ministro Alexandre de Moraes (STF)

A Procuradoria-Geral da República ( PGR ) reforçou nesta quinta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de arquivamento das investigações de deputados no inquérito que investiga os chamados “atos antidemocráticos” — aberto em abril de 2020 para investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos com as manifestações que defendiam o fechamento do STF e do Congresso Nacional, além da volta da ditadura militar.

Em manifestação, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir” e informou que não há divergências entre a PGR e a Polícia Federal.

A PGR defende que as apurações sigam na primeira instância da Justiça porque não há conexão clara com pessoas com foro privilegiado e argumenta, por exemplo, que a suspeita de uso de verba pública para abastecer esses atos ou sites bolsonaristas não envolve pessoas com foro.

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“É o que já ocorre, por exemplo, com outro ponto extraído do relatório policial e destacado de forma ruidosa por veículos de imprensa: a hipótese de que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal tenha distribuído verba publicitária para determinados produtores de conteúdo na internet por meio de agências de publicidade. Essas suspeitas não envolvem autoridades com prerrogativa de foro no STF e já são alvo de inquérito civil em curso na Procuradoria da República no Distrito Federal.”

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O pedido de arquivamento foi apresentado pelo Ministério Público no último dia 4 de junho.

Na manifestação, o vice-procurador-geral da República afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados. Ao todo, 10 deputados federais são alvo das apurações.

Na manifestação apresentada nesta quinta-feira, Humberto Jacques de Medeiros diz que a manifestação pelo arquivamento em relação aos parlamentares com foro no STF, se ampara na certeza de que “não se pode prolongar investigações sabidamente infrutíferas, apenas por motivações como a de que, talvez, em algum momento indefinido no tempo possam vir a surgir indícios contra os investigados, ou, ainda, como forma de se evitar que esses mesmos agentes voltem a delinquir”.

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