conecte-se conosco


POLÍTICA

Victor Godoy diz que postura de Ribeiro nunca despertou ‘desconfiança’

Publicado em

POLÍTICA

source
Ministro da Educação, Victor Godoy, fala sobre a prisão de Milton Ribeiro
Reprodução / CNN Brasil – 22.06.2022

Ministro da Educação, Victor Godoy, fala sobre a prisão de Milton Ribeiro

O ministro da Educação, Victor Godoy , disse que caso qualquer pessoa tenha praticado alguma irregularidade, que seja punida, ao comentar a prisão do ex-chefe da pasta Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22). Godoy afirmou que a postura de Ribeiro nunca causou “desconfiança”.

“Caso qualquer pessoa tenha praticado qualquer irregularidade, que seja comprovada a sua culpa, isso tem que ser objeto de responsabilização. Nosso governo não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio, ainda mais recursos da educação”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas.

Na ocasião, Godoy disse que nunca teve conhecimento de qualquer postura de Ribeiro que pudesse causar algum tipo de desconfiança de sua parte, mas que os órgãos de investigação têm “mecanismos mais robustos” para apurar o caso.

“Todos sabem que sou servidor de carreira da Controladoria Geral da União, trabalhei mais 14 anos investigando e combatendo recursos públicos e também por essa experiência, a gente sabe que essas coisas acontecem sempre de maneira velada, né? Então nunca tive conhecimento ou qualquer tipo de postura do ex-ministro na minha frente que pudesse me levar a qualquer tipo de desconfiança”, disse ele.

Leia mais:  Bolsonaro diz que fala de Arthur do Val sobre ucranianas é 'asquerosa'

“Naturalmente, os órgãos de investigação têm mecanismos de investigação mais robustos e a gente espera que se alguém for culpado, se for comprovada, de fato, a culpa, de quem quer que seja, que seja responsabilizado.”

Nesta quarta, a Polícia Federal prendeu  Milton Ribeiro por suspeitas de envolvimento em corrupção e tráfico de influência durante sua gestão à frente do MEC. Também cumpre mandados de busca e apreensão e prisão contra os  pastores-lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos, por  suspeitas de crimes na liberação de recursos do MEC para prefeituras.

A operação foi autorizada pela 15ª Vara Federal do Distrito Federal e apura crimes como corrupção e tráfico de influência durante a gestão do ex-ministro. A investigação teve início no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi enviada à primeira instância depois que  Milton deixou o cargo de ministro da Educação do governo Bolsonaro.

Leia mais:  Câmara defende liberação de recursos da cota parlamentar de Silveira

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA

Corrupção no MEC: Milton Ribeiro pede ao STF anulação de inquérito

Publicados

em

Por

Ex-ministro da Educação foi preso na quarta-feira (22) e solto por habeas corpus na quinta (23)
Valter Campanato/Agência Brasil – 29/11/2021

Ex-ministro da Educação foi preso na quarta-feira (22) e solto por habeas corpus na quinta (23)

A defesa do  ex-ministro da Educação Milton Ribeiro pediu nesta terça-feira que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça como ilícito um áudio no qual o antigo titular do MEC disse atender a um pedido do  presidente Jair Bolsonaro (PL) ao priorizar prefeituras de amigos de pastores evangélicos na liberação de verbas da pasta.

O pedido foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia, relatora do inquérito que tramita no STF contra Ribeiro. Mesmo com o recesso da Corte, a ministra segue despachando em relação aos inquéritos, às ações penais e às petições criminais.

A gravação deu origem à investigação que culminou com a prisão de Ribeiro há duas semanas. Segundo os advogados, o áudio é uma prova ilícita “com propósito de vazamento à mídia”. Por isso, pedem que toda a apuração seja anulada.

O ex-ministro da Educação disse, em uma conversa gravada, que prioriza a liberação de verbas prefeituras cujos pedidos foram negociados por dois pastores, segundo reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. No áudio, o ministro afirmou que atendeu a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro. Sem cargos públicos, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura atuam como assessores informais do Ministério da Educação, intermediando reuniões com gestores municipais, conforme revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Leia mais:  'Ele não me entende', diz Bolsonaro após encontro com Moraes

Foi com base nesses áudios que o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu pedir ao Supremo a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de crimes envolvendo Ribeiro na liberação de verbas para prefeituras indicadas por dois pastores com trânsito no ministério.

Além de Milton Ribeiro, que foi exonerado do MEC em 28 de março, também são alvo do inquérito que tramita no STF os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

No pedido de abertura de inquérito, a PGR apontou que a posição ocupada por Milton Ribeiro naquela época lhe dava a possibilidade de direcionar a alocação de recursos do Fundo de Desenvolvimento Nacional da Educação (FNDE) em determinado município, o que permitiria o favorecimento a aliados.

O pedido de investigação cita “a existência de uma uma potencial contrapartida à prioridade concedida na liberação dessas verbas” em troca da construção de igrejas nos municípios, o que poderia caracterizar os potenciais crimes.

Leia mais:  Ministro que tentou proibir manifestações no Lolla é condecorado

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Continue lendo

ITURAMA E REGIÃO

POLICIAL

POLÍTICA

ECONOMIA

Mais Lidas da Semana