conecte-se conosco


ITURAMA E REGIÃO

Vice-prefeito de Uberaba morre vítima da Covid-19

Publicado

O vice-prefeito de Uberaba João Gilberto Ripposati, de 59 anos, morreu nesta sexta-feira (11), devido à Covid-19. O político estava internado há duas semanas na UTI do Hospital São Domingos, respirava por ventilação mecânica e tinha um quadro delicado de saúde.

O velório está sendo organizado e seguirá os protocolos exigidos pela pandemia. A Prefeitura de Uberaba decretou luto oficial de três dias.

Ripposati começou a sentir os primeiros sintomas da Covid-19 em 18 de agosto. No dia seguinte, esteve em um pronto socorro particular, onde passou por exames e foi medicado. No dia 22 recebeu a confirmação da doença. Uma semana depois, com dores no estômago e dificuldades para respirar, ele foi internado na UTI onde permaneceu até esta sexta-feira.

João Gilberto Ripposati era casado com Marilene Fernandes de Freitas Ripposati e deixa três filhos e três netos.

Prefeito se pronuncia

O prefeito de Uberaba Paulo Piau (MDB) divulgou vídeo (veja abaixo) lamentando a morte do seu vice. “Um grande companheiro. Fizemos uma eleição juntos, mas o meu relacionamento com João Gilberto Ripposati, com a sua família, vem de muito tempo. O nosso abraço de consternação à Marilene, representando toda a família. Uberaba está de luto. Luto muito sincero, porque João Gilberto Ripposati foi uma pessoa maravilhosa. Uma pessoa reta, uma pessoa digna, uma pessoa de caráter excepcional. Portanto, Uberaba hoje perde um grande filho. Mas que Deus o tenha e que a gente continue aqui, fazendo as orações pela família do João Gilberto Ripposati. Vai com Deus, amigo.”

Leia mais:  Ação conjunta da Polícia Civil e Militar resulta na prisão de suspeitos de homicídio em Frutal

Por: G1.

Comentários Facebook
publicidade

ITURAMA E REGIÃO

Desdobramentos da ‘Malebolge’: Polícia Civil investiga associação em Araxá após conclusão de inquérito

Publicado

Após o encerramento da primeira fase da Operação “Malebolge”, que apurou o desvio de R$ 5.646.551 do Município de Araxá, desde o ano de 2015, a Polícia Civil informou nesta segunda-feira (21) que trabalha com os desdobramentos da investigação envolvendo desvio de recursos públicos. As ações, neste momento, se concentram em investigar a Associação de Assistência a Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada).

Ao MG2, a Procuradoria Geral do município informou que o inquérito é sigiloso e que portanto, a Prefeitura não tem acesso ao conteúdo. Disse também que tem cooperado sempre que é demandada pela polícia.

O delegado responsável pelas apurações, Renato Alcino, disse que policiais civis estão empenhados em investigar a entidade do 3º setor que, pelos levantamentos iniciais, pode ter recebido notas fiscais fraudadas de uma das empresas investigadas na operação. A investigação aponta ainda o desvio de recursos que seriam destinados à assistência à idosos e pessoas com deficiências.

Novas oitivas

A Polícia Civil iniciou as oitivas de pessoas ligadas à entidade como o presidente e funcionários do quadro social. O objetivo é apurar informações relacionadas à utilização das notas fiscais para acobertar eventuais desvios de recursos de fundos do município.

A Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência de Araxá, já foi alvo de apurações iniciais da polícia.

Entre os investigados na ocasião da Operação “Malebolge” estiveram a coordenadora da entidade e duas funcionárias administrativas, que foram ouvidas e liberadas no mesmo dia. Apenas a coordenadora foi presa na ocasião, mas também foi liberada dias seguintes.

“Identificamos que essa empresa, além de estar envolvida em desvios de recursos do município, também o fazia por meio do terceiro setor, por meio de entidades assistenciais. Com esses levantamentos identificamos valores que foram repassados às empresas e depois essa empresa repassava esses valores para três pessoas da entidade”, destacou o delegado na época.
— Renato Alcino, delegado

A oitiva da coordenadora da Fada foi realizada na sede da Delegacia Regional de Araxá e durou cerca de três horas. Para o delegado responsável pelas investigações, o depoimento confirmou os atos ilícitos de desvio de dinheiro público por meio de projetos sociais.

“O interrogatório revelou e confirmou o procedimento ilícito que era adotado pela empresa, por meio das pessoas que estão presas preventivamente. Também revelou que além de recursos que foram desviados do fundo municipal do idoso, também ocorreram desvios do fundo da criança e do adolescente do município de Araxá”, destacou Renato.

A coordenadora esteve presa em Sacramento e agora está em liberdade. O advogado da coordenadora da Fada disse na ocasião que não iria se manifestar. A reportagem também tentou contato com o advogado da entidade, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Operação “Malebolge”

Operação “Malebolge”, foi finalizada no dia 14 deste mês após ser iniciada em agosto para apurar um suposto esquema criminoso entre empresas e a Prefeitura do município. As apurações deram conta de que foram desviados R$ 5.646.551 do município, desde o ano de 2015. Seis pessoas seguem presas, preventivamente, pelos crimes no Presídio de Sacramento.

Leia mais:  PM inicia operações para inibir crimes durante o carnaval no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba

G1 tentou novamente contato com os advogados dos envolvidos nesta segunda-feira (21), mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Em uma coletiva com a imprensa realizada no dia 15 deste mês, o delegado Renato Alcino detalhou como os esquemas de corrupção eram realizados entre empresas e agentes políticos na cidade. O inquérito contém 16 mil páginas com diversas provas levantadas ao longo da operação.

O inquérito já foi remetido à Justiça, que agora segue com as providências cabíveis referentes aos suspeitos presos.

Indiciados

Segundo o que consta no inquérito, foram indiciados a ex-secretária de governo do município e o marido dela, ex-assessor municipal que atuava na tesouraria. Além deles, um casal sócio de uma empresa de transportes que atuava na cidade e o filho deles, também foram indiciados por compor a organização criminosa. Eles devem responder por peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ainda durante a coletiva do dia 15 de setembro, o delegado ressaltou a complexidade das apurações realizadas pela Polícia desde o início dos levantamentos. Ele definiu os suspeitos como uma associação inescrupulosa que atuava na administração pública.

“Trata-se de investigação que descortinou a existência de uma associação inescrupulosa na administração pública municipal, cujos membros desviaram recursos públicos e se enriqueceram, valendo-se de estratégia de infiltração na sociedade civil e instituições públicas”
— delegado Renato Alcino

Investigações

As investigações começaram no dia 11 de agosto, data do início da primeira fase realizada com o objetivo de apurar crimes de lavagem de dinheiro, em razão dos recursos desviados da Prefeitura e por favorecimento e ocultamento dos valores desviados por meio da alienação de imóveis.

Na data foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão de veículos. Na ocasião cinco pessoas foram presas temporariamente, entre elas a ex-secretária de governo, dois assessores e sócios da empresa investigada. Além das prisões, foram apreendidos diversos documentos contábeis, equipamentos eletrônicos, dinheiro e joias nas residências.

Já no dia 20 de agosto, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão preventiva. Ocorreu ainda nesta data o bloqueio de bens e apreensão de veículos.

Desdobramentos

Diante das apurações, surgiram alguns desdobramentos, e diante dos fatos o delegado pediu o afastamento das funções públicas de três servidores do município, além do pedido de proibição de se aproximarem de órgãos públicos municipais e de terem contato com outros servidores públicos.

Ainda, durante análise dos documentos apreendidos na operação, foram identificados indícios da utilização ilícita da máquina pública municipal, por pessoas ligadas à prefeitura, para fins de promoção pessoal de pré-candidatos, além de outros crimes envolvendo empresas da cidade. Também foi investigada a possível distribuição de cestas básicas para fins de obtenção de apoio político e votos.

Exonerações

Leia mais:  Começou o cadastramento para renda emergencial da Lei Aldir Blanc

O decreto contendo as exonerações de três assessores e do secretário municipal em Araxá, foi publicado no dia 13 de agosto.

Foram exonerados: Lucimary de Fátima da Silva Ávila, assessora executiva do gabinete do prefeito e ex-secretária de Governo, Leovander Gomes de Ávila, assessor para projetos habitacionais na Secretaria de Ação e Promoção Social, Zeceli Campos Ribeiro, assessor de Administração na Secretaria de Fazenda, Planejamento e Gestão e o secretário de Ação e Promoção Social, Moisés Pereira da Cunha.

Segundo o Executivo, a exoneração do secretário Moisés Pereira da Cunha ocorreu à pedido. Ele estava em exercício na ocasião em que o delegado solicitou o afastamento. O secretário emitiu uma nota sobre o pedido de exoneração e reforçou que ocorreu espontaneamente. Veja um trecho:

“No exercício da função, sempre atuou de forma ética e dentro da legalidade, e diante dos últimos acontecimentos, comunica a decisão de espontaneamente exonerar do cargo de secretário de Promoção e Ação Social, com intuito de colaborar com as investigações e manter-se de forma imparcial”.

Atuação dos suspeitos

O delegado relatou que o grupo suspeito foi estruturado entre 2014 e 2015, pela ex-secretária de governo e pelo marido dela, ex-assessor municipal que atuava na tesouraria. O casal teria aliciado outro ex-assessor que atuava no setor de compras da Prefeitura.

Após se associarem, os três foram nomeados para ocupar cargos estratégicos no serviço municipal, de modo a possibilitar a operacionalização do esquema e atuarem diretamente no desvio de recursos do município.

Inicialmente, o grupo articulou os desvios por meio da contratação de serviços de transportes por van, que não eram executados. Para tanto, o primo da ex-assessora de governo e a esposa dele, sócios de uma empresa de transportes, se associaram ao grupo para atuar no esquema criminoso.

Posteriormente, o filho deles também passou a integrar o grupo, recebendo valores por serviços não prestados à Prefeitura. O nome dele também era usado pelo pai para abertura de uma empresa para concorrer a licitações públicas. As investigações apontam, contudo, que o filho tinha envolvimento voluntário com o esquema.

“Os crimes cometidos pelo filho do casal investigado na Operação ‘Malebolge’ tira recursos municipais que poderiam proporcionar aos filhos das famílias menos abastadas, melhores condições de educação, saúde, assistência social, enfim, condições mais dignas como preconiza a nossa Constituição”, afirmou.
— Renato Alcino

A Polícia apurou também o envolvimento de um contador no grupo. Ele era responsável por intermediar as operações ilegais da família proprietária da empresa de transportes, de modo a dar aparência de legitimidade aos recursos que eram desviados da Prefeitura.

“Existem provas que revelam que a chefe da quadrilha estava utilizando a estrutura da Prefeitura, além de servidores que aderiram ao projeto, para angariar apoio político e conseguir votos para o próximo pleito eleitoral. É lamentável o que tem sido descoberto em detrimento da comunidade araxaense, em matérias sensíveis, como saúde e assistência social”.
— Renato Alcino
Por: G1.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana