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Vacina russa diz que teste no Brasil começa na quarta, mas Anvisa afirma que não recebeu pedido de pesquisa ou registro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta terça-feira (11) que o laboratório russo que desenvolve uma candidata à vacina contra Covid-19 anunciada pela Rússia não pediu registro no Brasil. Não há solicitação de qualquer entidade ou parceiro a respeito dessa vacina no país.

Segundo o site da nova vacina, o Brasil irá participar da fase 3 dos estudos clínicos, que tem previsão para começar na quarta-feira (12). Serão 2 mil participantes; além dos brasileiros, deve haver voluntários da própria Rússia, dos Emirados Árabes, da Arábia Saudita e do México.

Os responsáveis pela vacina não divulgaram eventuais parceiros na condução dos testes no Brasil ou cidades onde os testes serão conduzidos.

Nesta terça (11), o governo do Paraná anunciou que vai assinar, na quarta, um acordo para fabricar a imunização russa. A produção, entretanto, não tem previsão de início, pois depende de aprovação da Anvisa.

A Anvisa só começa a avaliar um produto médico a partir da solicitação do laboratório farmacêutico. “Desta forma, não é possível para a agência fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação a segurança e eficácia deste produto antes que tenha acesso a dados oficiais apresentados pelo laboratório”, afirmou o órgão, em uma nota.

A Anvisa é o órgão do governo que avalia os pedidos de registro e autorizações de estudos apresentados pelos laboratórios farmacêuticos que pretendem colocar no mercado brasileiro seus medicamentos e vacinas.

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Três fases

A agência adotou protocolos de aprovação mais rápida para medicamentos que combatem a Covid-19. Os pedidos têm sido avaliados em até 72 horas, de acordo com a nota. Para aprovar o registro de uma vacina, a Anvisa vai observar o cumprimento das três fases dos ensaios clínicos. São eles:

  • Fase 1: desenvolvimento exploratório;
  • Fase 2: pesquisa pré-clínica;
  • Fase 3: pesquisa clínica (uso em humanos)

Anúncio de Vladimir Putin

No começo da manhã, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que a Rússia é o primeiro país do mundo a registrar uma vacina contra o novo coronavírus. Apesar do anúncio, sabe-se pouco sobre a eficácia dessa vacina, e ela vem sendo questionada por especialistas internacionais.

“Esta manhã uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada pela primeira vez no mundo”, disse o chefe do Kremlin em reunião com o Gabinete de Ministros.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) monitora em um painel o estágio de desenvolvimento das pesquisas de vacinas ao redor do mundo. A última atualização foi feita em 10 de julho. Nela, consta que a vacina russa do Instituto Gamelaya está na fase 1 do processo – seria necessário observar três fases completas para começar a vacinar em massa.

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Mais de 100 vacinas estão desenvolvidas em todo o mundo, e pelo menos 6 delas estão na fase 3, a final, de acordo com a OMS.

Governo do Paraná

O governo do Paraná anunciou que vai assinar um convênio com a Rússia para produzir a vacina, que foi batizada como Sputnik V.

O convênio deverá ser assinado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e pelo embaixador da Rússia, Sergey Akopov, na tarde desta quarta-feira (12).

O passo seguinte à assinatura do acordo é o compartilhamento do protocolo russo com a Anvisa, para que a agência brasileira libere a realização dos procedimentos necessários para os testes.

Por: G1

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Capacitação para agentes de endemias em Carneirinho

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Na manhã de hoje (22), os Agentes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Carneirinho participaram de uma capacitação de como usar como usar veneno pra matar as larvas em reservatórios e recipientes.

De acordo com o Diretor de Vigilância Sanitária e Epidemiologia, Fábio Souza Ribeiro (Fabio Caixeta), antes o produto utilizado era em pó e agora é em comprimido.

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