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Unicamp abre inscrições para vestibular 2021 nesta quinta-feira; mais 2 cidades recebem provas

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Unicamp abre, na manhã desta quinta-feira (30), as inscrições para o vestibular 2021, que será aplicado em 38 cidades do país — duas a mais do que a edição 2020. Os candidatos vão concorrer a 3.254 vagas, todas por meio do vestibular, já que a universidade de Campinas (SP) cancelou, excepcionalmente, o processo seletivo vinculado ao Enem.

A previsão da comissão organizadora do vestibular (Comvest) é disponibilizar o link para cadastro no site a partir de 9h. O processo de inscrição não teve mudança por conta da pandemia, pois já é on-line. A entrega de documentos por candidatos com deficiência ou para quem requisitou meia-taxa também será de forma virtual.

Diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, avalia que o processo seletivo vai considerar as dificuldades educacionais impostas pela pandemia. Uma das medidas foi a redução do número de questões de 90 para 72, além da mudança na lista de livros, que ficou menor.

“Se houve uma mudança na realidade dos estudantes, também tem de haver uma alteração no procedimento de seleção, que são as provas. Então reduzir a lista de obras e adequar os conteúdos é também um desafio para nós no sentido de continuar a fazer uma prova criteriosa e seletiva, mas adequada à realidade para que os candidatos não se sintam intimidados em um ano tão atípico”.

As 3,2 mil vagas estão distribuídas em 69 cursos de graduação da universidade, que tem campi em Campinas, Limeira (SP) e Piracicaba (SP). A taxa de inscrição é de R$ 170. Os candidatos isentos do pagamento também devem fazer a inscrição para o vestibular.

Novas cidades com provas

Além das 36 cidades que receberam provas no vestibular anterior, a Comvest incluiu outras duas do estado de São Paulo na lista deste ano — Barueri Fernandópolis. A mudança ocorre também para reduzir os impactos da pandemia.

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O diretor da Comvest explicou que Barueri foi escolhida para atender a região metropolitana da capital, enquanto Fernandópolis ampliará a oferta no noroeste paulista para evitar que algum candidato fique muito longe dos locais de provas.

“Em Osasco, onde o pessoal de Barueri e a região fazia provas, tinha muita gente. A gente quer evitar aglomeração. O resto a gente analisou o estado de São Paulo e queremos uma cobertura em que as pessoas não viajem mais de 100 km até um local de prova”, afirmou Freitas Neto.

No vestibular 2020, as provas foram aplicadas em 31 cidades do estado de São Paulo e cinco capitais de outras unidades da federação: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).

Números

Freitas Neto prevê que o número de candidatos inscritos para o vestibular atual seja menor do que os 72.859 estudantes do ano passado. O diretor pondera, no entanto, que a Unicamp atingiu o maior índice de estudantes que pediram e obtiveram a isenção da taxa do vestibular.

“Tudo é uma grande incógnita, mas nós trabalhamos com um cenário de uma prova com menos candidatos neste ano. Isso se deve à própria condição econômica das pessoas e principalmente, talvez, porque alunos que tenham se sentido desestimulados pela ausência de aulas presencial. Talvez não puderam se preparar da maneira que gostariam”.

Sobre o cancelamento do uso do Enem, o diretor avalia que o maior número de vagas ofertadas pelo vestibular deve reduzir a relação de candidatos por vaga, o que pode estimular os estudantes.

“O fato de termos mais vagas disponíveis pelo vestibular tende a diminuir a relação candidato/vaga e, ao mesmo tempo, termos mais candidatos aprovados na segunda fase. Isso contribuirá para que os candidatos se sintam mais confiantes”, disse.

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Inclusão

José Alves de Freitas Neto, diretor da Comvest — Foto: Miguel Von Zuben/G1/Arquivo

José Alves de Freitas Neto, diretor da Comvest — Foto: Miguel Von Zuben/G1/Arquivo

A comissão que organiza o vestibular decidiu não abrir o sistema de ingresso pelo Enem por conta do calendário do exame nacional, incompatível com o processo do vestibular. Ao usar o Enem, a universidade permite que candidatos que não têm acesso ao vestibular possam concorrer.

Mesmo sem o ingresso pelo Enem, Freitas Neto afirma que o processo deste ano garante as políticas de inclusão de estudantes de baixa renda, além de candidatos pretos.

Segundo ele, o Programa de Ação Afirmativa para Inclusão Social (Paais), tradicionalmente, representa cerca de 30% dos aprovados vindos de escola pública. “Com os 15% de vagas adicionais que eram reservadas ao Enem, mais o ProFIS, vagas olímpicas e o grupo de indígenas esperamos cumprir a meta de 50% ou chegar muito próximo a esse número”.

“Estamos também atentos com a questão das disparidades educacionais e essas vagas [Enem] migram como reserva para estudantes de escola pública e auto-declarados pretos e pardos”.

Já em relação às cotas étnico-raciais, o diretor explicou que os percentuais do vestibular e do Enem serão agrupados e vão totalizar 25% das vagas, sendo que parte é também para alunos de escola pública.

Dos cerca de 17 mil candidatos que concorrem a uma vaga na universidade pelo Enem, quase 12 mil também estavam inscritos para o vestibular da Unicamp, o que representa 70%. “Por essa perspectiva, consideramos que não haverá um prejuízo para os estudantes que venham de escola pública e outras partes”.

“O principal prejuízo será sim com aqueles que estão em regiões muito remotas, porém, por essa correspondência de 70%, estamos falando em quase cinco mil estudantes. Nós tivemos que fazer uma escolha difícil, mas necessária e responsável”, define o diretor da Comvest.

Por: G1

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Presos de Minas conquistam vagas em instituições públicas de ensino superior

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Inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) contam com a ajuda dos profissionais de educação das unidades para vencer as dificuldades.

Jovens que abandonaram os estudos e concluíram os ensinos fundamental e médio em um presídio ou penitenciária. Esse é o perfil de vários detentos, em cumprimento de pena nas unidades do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). E, agora, quinze deles, de um total de 288 inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, estão aptos a estudar em instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

No caso destes jovens e adultos presos, eles fizeram o Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL), que tem o mesmo nível de dificuldade e exigências do Enem realizado fora das prisões. A prova, organizada pela Diretoria de Ensino e Profissionalização do Depen-MG e realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é gratuita e de participação voluntária.

No último Enem PPL participaram 4.210 detentos, de 156 unidades prisionais de todas as regiões do estado. Na lista de selecionados no Sisu há unidades prisionais de municípios de quase todas as regiões mineiras: Barbacena (Campo das Vertentes); Juiz de Fora e Muriaé (Zona da Mata); Botelhos (Sul de Minas); Canápolis e Uberlândia (Triângulo); Contagem, Lagoa Santa e Matozinhos (Central); Januária e Montes Claros (Norte de Minas); e Unaí (Noroeste).

Cursos de diferentes áreas do conhecimento foram escolhidos pelos detentos/alunos: Ciências Sociais, Administração, Hotelaria, Agroecologia, Matemática, Letras, Ciências Biológicas, Engenharia Agrícola e Ambiental, Física e Ciências da Religião.

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Classificados 

Um dos destaques na conquista de uma vaga em uma instituição de ensino superior federal é Charles Henrique da Silva, 33 anos. Ele obteve 880 pontos na redação, a segunda maior pontuação no Enem Prisional em Minas Gerais, que teve como tema “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Charles já está com a pré-matrícula feita na UFJF, no curso de Administração.

Ele relata ter se esforçado muito, pois durante o dia trabalha em uma fábrica de bolsas na Penitenciária de Juiz de Fora II (Ariosvaldo Campos Pires). “Tive muita ajuda da Leilane — pedagoga da penitenciária — que me orientou nos estudos, me ajudou na produção de textos e conseguiu livros para eu estudar na cela”, ressalta.

Charles é um dos muitos detentos que conseguiram concluir os estudos na penitenciária. Apesar de estar no regime fechado, ele já vai iniciar a graduação, pois as primeiras disciplinas serão na modalidade de educação a distância. Para isso, já foram providenciadas uma sala e um computador na penitenciária.

A diretora de Ensino e Profissionalização, Regina Dias Duarte, chama a atenção para a importância de um trabalho multidisciplinar, realizado nas unidades, de modo a despertar os indivíduos para o mundo do conhecimento. “Os pedagogos, psicólogos e assistentes sociais, juntamente com todos os outros profissionais da área de atendimento e segurança, têm conseguido sensibilizar grande parte da população carcerária para o estudo e o trabalho”, lembra a diretora.

Lucas Marcone, 30 anos, do Presídio de Lagoa Santa, é outro dos detentos da lista do Sisu. Ele passou no Instituto Federal de Educação de Rio Pomba para cursar EcoAgricultura no próximo semestre. Por ser um curso presencial e ainda estar no regime fechado, ainda terá de aguardar. No entanto, vai continuar no curso de graduação a distância em Marketing, pela faculdade UniCesumar.

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“Vejo no estudo uma oportunidade de mudar de vida e dar exemplo aos meus familiares. Serei o primeiro da família a poder ter um diploma de curso superior’’, conta. Feliz com o resultado, Lucas ainda pretende utilizar a nota do Enem para conseguir uma bolsa de estudos, via Programa Universidade para Todos (Prouni).

Apoio

Elisângela Marcondes é policial penal e responsável pelo Núcleo de Ensino do Presídio de Botelhos. Sua experiência profissional como professora de Química, durante 12 anos, nas redes pública e privada de ensino, faz toda a diferença no trabalho de estímulo ao estudo e conhecimento na vida dos detentos da unidade.

Ela conseguiu montar uma biblioteca no presídio, com ajuda de doações de pessoas do município e região. Os livros chegam às mãos dos detentos, com orientação da policial penal, que também incentiva o estudo de uma forma geral e tira dúvidas na área de ciências exatas.

A policial penal/professora tem orgulho em falar do detento Igor Silva Costa, 22 anos, que já assiste pré-aulas on-line do curso Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia da Universidade Federal de Alfenas (Unifal). “Ele é um exemplo de que a possibilidade de mudança é real, apesar de todas as dificuldades.”

Por: Agência Minas

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