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EDUCAÇÃO

Unesco: metade dos estudantes do mundo sem aulas por conta da Covid-19

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Metade dos estudantes do mundo, ou seja, mais de 850 milhões de crianças e adolescentes, estão sem aulas devido à pandemia de coronavírus, anunciou nesta quarta-feira (18) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Com o fechamento total de escolas e universidades em 102 países e o fechamento parcial em outros 11 em consequência da pandemia da Covid-19, o número de estudantes sem aulas dobrou em quatro dias e deve continuar aumentando, destacou a organização em um comunicado.

“Isto impõe aos países desafios imensos para poder proporcionar um aprendizado ininterrupto a todas as crianças e jovens de maneira equitativa”, afirmou a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

Como resposta imediata ao fechamento das escolas, a Unesco criou um grupo de trabalho para proporcionar assessoria e assistência técnica aos governos, anunciou a instituição, que tem sede em Paris.

A organização também destacou que está organizando reuniões virtuais periódicas com os ministros da Educação de todo o mundo para compartilhar experiências e avaliar as necessidades prioritárias.

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Por: G1

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EDUCAÇÃO

Enem em tempos de pandemia: o que muda na preparação dos jovens para a prova de 2020

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta terça-feira (31), as regras para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Nesta edição, a prova será aplicada nas versões impressa e digital.

Em meio à pandemia do coronavírus, o Inep dobrou o número de candidatos que poderão participar da versão digital da prova – agora, serão 100 mil participantes. A escolha é voluntária e deve ser feita no ato da inscrição.

As inscrições para as provas impressa e digital ocorrem de 11 a 22 de maio. O edital mantém a data de aplicação da prova impressa divulgada anteriormente: 1º e 8 de novembro.A data do Enem digital também está mantida: será em 11 e 18 de outubro.

O que muda?

João Pedro Panza, co-fundador e diretor de comunicação do projeto de educação Face Educa, da faculdade de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diz que esse momento pode ter reflexos positivos no futuro. Panza afirma que criar horários de estudo, fazer revisão e ter momentos de descanso é extremamente importante. “E sempre ressaltando que cada estudante tem sua limitação, não adianta estudar o dia inteiro sem algum tipo de planejamento e sem intervalos de descanso”.

“Não existe mais um horário de início e término das aulas, a internet facilita muito o estudo, mas é importante não deixar a produtividade cair. A procrastinação, tão citada nas salas dos pré-vestibulares, está mais perto de nós do que nunca” – João Pedro Panza, co-fundador e Diretor de Comunicação do Face Educa da UFMG.

O diretor do Cursinho da Poli, Gilberto Alvarez, diz que neste momento de quarentena é importante que o candidato seja organizado e faça uma boa rotina de estudo.

“Para além das ansiedades familiares, das preocupações cotidianas e das dúvidas atuais sobre a quarentena e a economia, o candidato deve colocar junto dessas preocupações a necessidade de estudar todos os dias” –Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli.

Alvarez recomenda que o estudante divida a sua rotina em três:

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  • momento com a familia
  • estudo
  • lazer

Rotina de estudo

Alvarez recomenda que as rotinas de estudo sejam feitas em um calendário e que ocupem o tempo desde segunda até sexta-feira. Para sábado e domingo, a sugestão é de que sejam dias exclusivos para a família e para o lazer.

Para os dias de estudo, é recomendado reservar de 4 a 6 horas, que devem ser dividas entre as disciplinas que são obrigatórias no Enem. O professor sugere que cada disciplina tenha 1 hora de estudo e 10 minutos de intervalo, sem esquecer os horários de almoço, lanche e jantar. “Durante essa uma hora de estudo é importante se concentrar e só se levantar da cadeira na hora dos intervalos”.

Fellipe Rossi, vice diretor acadêmico do colégio e curso de A a Z, afirma que, para não ficar para trás, os alunos precisam ter foco na disciplina: fazer e seguir a rotina que costumavam ter antes da quarentena.

“Por exemplo: se na segunda pela manhã tinha aulas de história e matemática no colégio e à tarde estudava o que aprendeu, vale repetir e fazer a mesma coisa atualmente. O perigo é que alunos possam acumular dúvidas e estudo nesse tempo” – Fellipe Rossi, vice diretor acadêmico do colégio e curso de A a Z.

Imagem mostra página do site do Enem — Foto: Reprodução site do EnemImagem mostra página do site do Enem — Foto: Reprodução site do Enem

Imagem mostra página do site do Enem — Foto: Reprodução site do Enem

Rotina de lazer e com a família:

Alvarez sugere que essa rotina seja programada para conviver com a familia. “Conversar, almoçar, jantar. Ter momentos de conversa é muito importante, porque ajudam a diminuir o estresse e as ansiedades”, diz.

“Compartilhamos com a família os medos, os dilemas e os conflitos. Nesses momentos de troca é onde o estudante ouve a família e a família ouve o estudante.”

Para a rotina de lazer, Alvarez recomenda que os estudantes vejam um filme, tenham um momento no celular – não precisa ser o tempo passado necessariamente com a família. As atividades devem ajudar a diminuir a ansiedade.

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Rossi indica que os candidatos tenha um plano que defina, também, os momentos de distração. Ele diz que os alunos podem sentir dificuldade na gestão e organização do tempo de estudo, tendo que ter mais disciplina e concentração.

Segundo ele é preciso, também, controlar o tempo no computador e nas redes sociais, que podem tirar o foco. “Outro fator que pode dificultar o estudo é o fato de que, na quarentena, a família inteira está em casa. Então, a presença de pais e irmãos também pode dificultar o ambiente de estudo”.

“Outra dica importante é definir horários para distração. Escolher alguns momentos do dia e acessar redes sociais, ler algo ou assistir a um capítulo de série. Ter horário de início e fim, tanto para o estudo quanto para a distração, é o ideal” – Fellipe Rossi, vice diretor acadêmico do colégio e curso de A a Z.

Mudanças nos cursinhos

Segundo Rossi, vice-diretor acadêmico do colégio e curso de A a Z, para os cursos e colégios, a maior dificuldade está em transportar a sala de aula para o computador. Mesmo para aqueles que já disponibilizam aulas e conteúdos online, este momento é desafiador, considerando que há um período mais extenso sem aulas presenciais.

Gilberto Alvarez afirma que o cursinho da Poli também teve que fazer algumas adaptações e ampliar os serviços on-line. Alvarez cita, por exemplo os cadernos dos estudantes que passaram a estar na plataforma digital, e a ampliação de diversas plataformas de apoio, como uma sala de orientação para ajudar o estudante na sua organização e, também, uma que ensina o aluno a estudar.

“A palavra de ordem para professores, monitores e gestores do preparatórios para o Enem é uma só: adaptação. Adaptar para desenvolver novas formas de fazer contato com os alunos, adaptar para aprender a estudar sem um tutor” – João Pedro Panza,co-fundador e Diretor de Comunicação do Face Educa da UFMG.

Por: G1

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