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ITURAMA E REGIÃO

Triângulo do Sul regride no Minas Consciente pela segunda semana seguida e é classificada na Onda Vermelha

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macrorregião do Triângulo do Sul regrediu no plano Minas Consciente pela segunda semana seguida e foi classificada na Onda Vermelha. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10) após reunião do Comitê Extraordinário Covid-19 do Governo de Minas.

Na semana passada, a região havia regredido para a Onda Amarela. Já as macrorregiões Triângulo do Norte e Noroeste permaneceram na Onda Vermelha.

As novas ondas são válidas por uma semana a partir do próximo sábado (13). As classificações das microrregiões não foram divulgadas e a atualização deve ser anunciada nesta quinta-feira (11).

Segundo o governo estadual, até esta quarta-feira, 665 municípios já haviam aderido ao Minas Consciente, o que representa 78% do território. Uberlândia e Uberaba saíram do “Minas Consciente” e, por isso, não seguem mais as determinações do Estado.

Entenda a classificação das ondas

As cores funcionam como um semáforo: Onda Vermelha, quando é permitido abrir somente serviços essenciais; Amarela, quando serviços não essenciais também são autorizados; e Verde, que incluem serviços não essenciais com alto risco de contágio. Confira mais abaixo o que é permitido abrir em cada onda.

O Comitê define em qual onda a cidade ficará levando em consideração a incidência da Covid-19 na localidade, na capacidade de atendimento e na velocidade de avanço da doença.

Veja as cidades do Triângulo do Norte, Triângulo do Sul e Noroeste que estão no programa até o momento:

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Triângulo do Norte

  • Abadia dos Dourados
  • Araguari
  • Cachoeira Dourada
  • Canápolis
  • Capinópolis
  • Cascalho Rico
  • Coromandel
  • Douradoquara
  • Estrela do Sul
  • Grupiara
  • Gurinhatã
  • Indianópolis
  • Ipiaçu
  • Iraí de Minas
  • Ituiutaba
  • Monte Carmelo
  • Nova Ponte
  • Prata
  • Romaria
  • Santa Vitória
  • Tupaciguara

Triângulo do Sul

  • Água Comprida
  • Campo Florido
  • Campos Altos
  • Carneirinho
  • Comendador Gomes
  • Conceição das Alagoas
  • Conquista
  • Delta
  • Fronteira
  • Frutal
  • Ibiá
  • Itapagipe
  • Iturama
  • Limeira do Oeste
  • Pedrinópolis
  • Perdizes
  • Pirajuba
  • Planura
  • Pratinha
  • Sacramento
  • Santa Juliana
  • São Francisco de Sales
  • Tapira
  • União de Minas
  • Veríssimo

Noroeste

  • Arapuá
  • Arinos
  • Bonfinópolis de Minas
  • Brasilândia de Minas
  • Buritis
  • Cabeceira Grande
  • Carmo do Paranaíba
  • Guarda-Mor
  • Guimarânia
  • Lagamar
  • Lagoa Formosa
  • Lagoa Grande
  • Matutina
  • Paracatu
  • Patos de Minas
  • Presidente Olegário
  • Rio Paranaíba
  • Santa Rosa da Serra
  • São Gonçalo do Abaeté
  • São Gotardo
  • Tiros
  • Varjão de Minas
  • Vazante

Ondas

Veja abaixo detalhadamente quais serviços podem funcionar em cada categoria, segundo o governo de Minas Gerais.

Onda Vermelha

Está autorizada a abertura dos seguintes serviços:

  • Supermercados, padarias, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência;
  • Bares (somente para delivery ou retirada no balcão);
  • Açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros;
  • Serviços de ambulantes de alimentação;
  • Farmácias, drogarias, lojas de cosméticos, lavanderias, pet shop;
  • Bancos, casas lotéricas, cooperativas de crédito;
  • Vigilância e segurança privada;
  • Serviços de reparo e manutenção;
  • Lojas de informática e aparelhos de comunicação;
  • Hotéis, motéis, campings, alojamentos e pensões;
  • Construção civil e obras de infraestrutura;
  • Comércio de veículos, peças e acessórios automotores; e
  • Cursos de saúde com atendimento direto à população.
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Onda Amarela

Nesta fase, são contemplados serviços não essenciais. São permitidos:

  • Bares (consumo no local);
  • Autoescola e cursos de pilotagem;
  • Salão de beleza e atividades de estética;
  • Comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo;
  • Papelaria, lojas de livros, discos e revistas;
  • Lojas de roupas, bijuterias, joias, calçados, e artigos de viagem;
  • Comércio de itens de cama, mesa e banho;
  • Lojas de móveis e lustres;
  • Imobiliárias;
  • Lojas de departamento e duty free;
  • Lojas de brinquedos;
  • Academias (com restrições);
  • Agência de viagem; e
  • Atividades culturais e parques estaduais.

Onda Verde

Permite a abertura de serviços não essenciais com alto risco de contágio. São eles:

  • Atividades artísticas, como produção teatral, musical e de dança e circo
  • Cinemas, bibliotecas, museus, arquivos
  • Parques, zoológicos e jardins
  • Feiras, congressos, exposições, filmagens de festas, casas de festas, bufê
  • Parques de diversão, discotecas, boliches, sinuca
  • Bares com entretenimento (shows e espetáculos)
  • Serviços de colocação de piercings e tatuagens

Para avançar para a onda verde, as cidades precisam estar há 28 dias consecutivos na Onda Amarela, sem sofrer retrocessos durante esse período.

Por: G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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CIÊNCIA E SAÚDE

Covid-19: Uberlândia tem 18 novas mortes até 12h e quase 200 pacientes aguardando vaga em UTI

Publicado

Em entrevista à TV Integração nesta terça (2), o coordenador da rede de urgência, Clauber Lourenço, deu um panorama da situação de Uberlândia, das filas de espera por leitos, de questionamentos sobre as UAIs e as medidas adotados pelo Município para tentar minimizar a pandemia.

Nesta terça-feira (2), em entrevista à TV Integração, o coordenador da rede de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Clauber Lourenço, informou que até 12h a cidade já tinha mais 18 mortes por Covid-19, somando assim 1.106 óbitos pela doença. Ele também falou sobre a situação de leitos na cidade, bem como respondeu questionamentos envolvendo as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs).

Há imagens de uma profissional da saúde ajoelhada na porta da UAI Luizote orando, além de familiares de pacientes que se ajoelharam em frente à unidade pedindo pela melhora (foto acima). A UAI Luizote está com atendimento direcionado para pacientes com Covid-19 e está lotada.

O boletim divulgado pela Prefeitura nesta segunda-feira (1º) apresenta 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade. Após as redes pública e privada de saúde de Uberlândia não terem mais vagas em UTI, a Prefeitura divulgou ações para conseguir dar assistência aos pacientes. Entre elas estão 100 novos capacetes para oxigenação não invasiva e pedido de ajuda ao Estado e à União.

Além disso, a iniciativa “Juntos por Uberlândia”, criada por empresários, entidades e comunidade, lançou a campanha ‘Respira Uberlândia’ para arrecadar dinheiro e abrir novos leitos de UTI exclusivos para Covid-19.

Famíliares fazem oração para pacientes Covid-19 em frente a UAI Luizote em Uberlândia — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Espera por leitos

Conforme Clauber Lourenço, Uberlândia tem atualmente mais de 330 pessoas aguardando por uma vaga em hospitais da cidade. São 184 pacientes na fila de espera por um leito de UTI e 152 pessoas esperam por vagas em enfermaria. Além disso, dos que estão na fila esperando por uma UTI, 60 pacientes já estão intubados por causa da gravidade dos casos. Atualmente, 250 pessoas estão em UTIs de Uberlândia.

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Ele explicou que a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em Uberlândia atualmente está com três perfis de pacientes: os que já procuravam atendimento no SUS; os que têm convênio, mas os hospitais privados estão lotados e procuraram o SUS; e pacientes da região que estão procurando Uberlândia. “São casos de emergência e não podemos negar atendimento”, afirmou.

Lourenço ainda afirmou que esta segunda onda do coronavírus em Uberlândia e região piorou a situação dos leitos públicos nas unidades hospitalares da cidade.

“Esse momento é diferente. Na primeira onda, Uberlândia teve um número grande de casos que a nossa rede segurou com superlotação, mas sem esse estrapolamento. Agora, a região como um todo explodiu o número de casos. Todas as cidades estão tentando vagas fora, algumas tiveram que transferir pacientes para fora. E essas cidades buscam Uberlândia, que é a principal cidade da região. Então, além dos nossos casos, estamos sendo muito procurados por toda macrorregião, que também demanda leitos, inclusive de UTI.

UAIs

Além da espera por vagas de UTI e enfermaria para pacientes com Covid-19 em Uberlândia, os familiares ainda vivem a angústia da falta de informações.

A autônoma Vânia Regina Dias Gonzaga quer informações sobre o estado e evolução do quadro da irmã, internada na UAI Luizote desde a última quarta-feira (24) e que precisou ser intubada no sábado (27). “Quando você tem uma pessoa doente, você quer saber o estado que ela está. Se está melhorando, piorando. É muito angustiante. Enquanto ela estava consciente, ela me passava tudo que estava acontecendo”, disse.

Agora, a situação da paciente é repassada por celular. “Fala se está estável, grave, a pressão caindo, saturação baixa, usando respirador no máximo. Quando consegue falar com o médico, o que eu pergunto ele me responde. Mas o difícil é falar com eles“, explicou Vânia Gonzaga.

Segundo o Clauber Lourenço, em situações em que o paciente está intubado, os profissionais da unidade fazer chamadas de áudio com a família para passar informações. E, quando é possível, são realizadas chamadas de vídeo, até mesmo para falar com o paciente. Esse método foi primeiro adotado no Hospital Santa Catarina, depois no Hopsital Municipal e agora as UAI também realizam esse processo.

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“Tanto mensagens quanto boletins informatvos são enviados para o celular cadastrado do familiar. Se alguém não tem o contato cadastrado, por favor, cadastre o celular de apenas um familiar, que vai receber as notícias e repassar para o restante da família. Isso é fundamental”, explicou Lourenço.

Medidas adotadas pelo Município

Uberlândia está, pela segunda semana seguida, na fase rígida (vermelha) do Plano Municipal de Funcionamento das Atividades Econômicas (PFAE). Dentro das normas rigorosas do momento estão a restrição de funcionamento do comércio, “toque de recolher” e lei seca. Contudo, há questionamentos de que os horários reduzidos provocam aglomeração.

“Vamos lembrar o Reino Unido, que fez esse fechamento no início de janeiro e agora que está fazendo a reabertura. Eles conseguiram reduzir bastante significativamente o número [de casos e mortes] deles. O nosso número de casos ainda não diminuiu porque nós temos o ciclo do vírus. São pelo menos 14 dias pra gente ter uma avaliação mais concreta. Temos uma semana do último decreto. Não deu tempo ainda de ter um aporte de número significativo”, explicou Clauber Lourenço.

De acordo com ele, há a expectativa de que os números comecem a abaixar a partir da próxima semana.

Além disso, ele lembrou dos capacetes para oxigenação recebidos por doação de empresário e da busca do prefeito Odelmo Leão (PP) pela vacina conitra a Covid-19. “Desde o início, o prefeito assinou um termo com o Butantã e ele está buscando a vacina com outros contatos, e é um dos prefeitos a frente do consórcio nacional para a compra do imunizante. A intenção é comprar, além do que o Ministério da Saúde está disponibilizando”, afirmou Lourenço.

Por:  MG1 e G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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