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Trapalhadas dos filhos colocam governo de Bolsonaro em xeque no Congresso

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Rafael Carvalho/Governo de Transição/Divulgação

Jair Bolsonaro com seus três filhos, Flávio, Eduardo e Carlos

O governo Bolsonaro ainda não completou um ano e já vive uma crise de tal monta que os próprios aliados do PSL começam a sussurrar pelas tavernas que o atual presidente tem cometido desmandos políticos que podem levá-lo a flertar com o impeachment. E, por trás de todos os inúmeros conflitos que envolveram seu tenro governo, estão, nada mais, nada menos, do que seus três filhos políticos. Os três patetas da sessão da tarde jogam a administração do pai literalmente em um beco sem saída: o isolamento político. Até os mais fieis colaboradores estão abandonando o barco do capitão reformado, que a essa altura está à deriva.

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Basta relatar como os três filhos estimularam o pai a detonar a luta fratricida pelo poder no PSL. Seus 53 deputados votaram, até aqui, em 100% dos projetos governamentais, como a Reforma da Previdência.

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Os demais votos necessários para a aprovação da mudança nas aposentadorias vieram do “centrão”, ou seja, do DEM, PR, PP, PSD, PTB – partidos sob influência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia . Não fosse ele, a reforma não teria sido aprovada. Até porque, o esforço de Bolsonaro nesse sentido foi zero. Os poucos lideres do PSL que se empenharam no projeto foram a deputada Joice Hasselmann, o Delegado Waldir e o senador Major Olímpio.

E o que fizeram os filhos do presidente? Confusões. Primeiro, o deputado Eduardo detonou Joice, derrubando-a da liderança do governo no Congresso. Ele achincalhou-a com memes nas redes sociais, comparando-a a uma porca. Nessa baixaria, Eduardo usou sua rede de perfis fakes na Internet, operados por seus assessores, pagos com dinheiro público. Para quem não sabe, fake news é crime. Depois, Eduardo tomou o lugar do Delegado Waldir na liderança do PSL na Câmara, com o pai presidente oferecendo cargos no governo aos deputados do PSL que votaram no nome do 03. Isso, de acordo com o próprio Delegado Waldir, configura desrespeito à Constituição. E comprar votos, afinal, também é improbidade administrativa. O deputado Waldir, que era um dos maiores amigos de Jair, virou inimigo.

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Na mesma balada, o outro filho, o vereador Carlos , chamou o senador Major Olímpio de “canalha”, “bobo da Corte” e outras coisas piores. Olímpio sempre foi o maior defensor de Bolsonaro no Senado e, certamente, não merecia esse tratamento. É a filhocracia minando o pai. Nem os filhos de Lula atrapalharam tanto um governo, como declarou em julho à ISTOÉ o advogado Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria de Governo que foi defenestrado por Bolsonaro, a pedido de Carluxo . De molecagem em molecagem, os filhos fragilizam politicamente o pai. E ainda faltam três anos para terminar o governo.

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Deputado quer que professores e médicos usem armas durante serviço

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Na justificativa do projeto, Knoploch cita dois artigos do Código penal que legislam sobre a legítima defesa e o Excludente de ilicitude


O deputado Alexandre Knoploch (PSL) protocolou, nesta quinta-feira (14), um projeto de lei que, se aprovado, concede direito a porte de arma funcional a professores e médicos concursados da rede pública estadual. Segundo a proposta, o profissional teria que declarar a necessidade do uso da arma e caberia as secretarias de Saúde e Educação realizar convênios com as autoridades policiais para o treinamento dos médicos e professores.


Na justificativa do projeto, Knoploch cita dois artigos do Código penal que legislam sobre a legítima defesa e o Excludente de ilicitude. Ao longo do texto o deputado ainda cita o depoimento de dois professores da rede pública. Um do Rio e outro da cidade de Lins, interior de São Paulo, que sofreram agressões de alunos.

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“Diante de evidências das agressões que acometem essas duas classes profissionais tão relevantes é que esse Projeto autoriza que esses bravos profissionais possam ter porte de arma em seus locais de trabalho, com o único intuito de legítima defesa, jamais de ataque “, diz Knoploch no projeto, pedindo em seguida a provação desta “imortante matéria” para o Rio.

O projeto agora precisa ser avaliado por cinco comissões dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), entre elas pela Constituição e Justiça.

Para o advogado Antônio Galvão, presidente da Comissão Especial para Estudos Sobre Legislação do Porte de Armas da OAB- Rio, o projeto é inconstitucional porque apenas a União pode legislar sobre o tema.

“O artigo 22 da Constituição diz que apenas a União pode legislar sobre normas que envolvam material bélico. O estado não pode autorizar outras categorias a ter o porte de armas”.

A antropóloga e professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz também critica a proposta.

“Este projeto frágil se trata de um oportunismo de mercado , um marketing pessoal em buscas de doações para a próxima campanha. Não é uma projeto para contribuir com a segurança”, afirma.

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Procurado, o deputado Alexandre Knoploch não respondeu o contato da reportagem.

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