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Transfobia: Bolsonaro afirma que ‘minorias têm que se adequar’

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Jair Bolsonaro durante discurso em Juiz de Fora (MG) nesta sexta-feira (15)
Reprodução – 15/07/2022

Jair Bolsonaro durante discurso em Juiz de Fora (MG) nesta sexta-feira (15)

Durante um discurso em Juiz de Fora (MG) , o presidente Jair Bolsonaro (PL) reclamou que a sociedade tem cedido às vontades da minoria. “Onde nós iremos? Cedendo para as minorias…As minorias têm que se adequar”, disse o chefe do Executivo nesta sexta-feira (15).

Bolsonaro tenta se defender de críticas homofóbicas e transfóbicas que tem recebido. No entanto, ele reafirma a visão discriminatória que tem. 

“Outro dia eu falei… A mãe quer que o Joãozinho continue sendo Joãozinho . Ah, declaração homofóbica… Meu Deus do céu. Porra… Onde nós iremos? Cedendo para as minorias… As leis existem, no meu entender, para proteger as maiorias. As minorias têm que se adequar”, declarou o presidente.

A tentativa de defesa ocorreu em um culto evangélico da igreja Assembleia de Deus em Juiz de Fora, cidade onde o mandatário sofreu uma facada durante campanha eleitoral em 2018.

Bolsonaro esteve cercado por pastores e apoiadores do governo. Ele discursou por mais de uma hora e abordou temas como: economia, pandemia da Covid-19, teceu críticas ao ex-presidente Lula (PT) e o retorno da esquerda ao poder nos países sul-americanos.

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Após o culto evangélico, Bolsonaro foi ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, onde ele recebeu o atendimento médico depois da facada durante atividade de campanha, no centro de Juiz de Fora.

“Depois de quase quatro anos, eu retorno a Juiz de Fora. Os médicos diziam que: a cada cem pessoas que levam facada, uma tinha chance de sobreviver. Alguns acham que é sorte, eu acho que é outra coisa. É a mão de Deus. Eu tenho certeza”, comentou.

Falas homofóbicas de Bolsonaro

Além da declaração homofóbica de hoje, no passado, o presidente do Brasil teve a mesma postura em relação ao tema.

“O que nós queremos é que o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda. A Mariazinha seja Maria a vida toda, que constituam família, que seu caráter não seja deturpado em sala de aula”, declaração de ontem, durante evento evangélico em Imperatriz (MA).

Em 2011, ainda como deputado, Bolsonaro disse: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.”

Em 2019, em conversa com jornalistas, afirmou: “Quem quiser vir aqui [ao Brasil] fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. O Brasil não pode ser um país de turismo gay. Temos famílias”.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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