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Técnica ‘origami de DNA’ desenhada há quase 15 anos é testada para design de vacinas contra HIV e Covid-19

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Em 2006, o bioengenheiro Paul Rothemund assinava um estudo na “Nature” com sequências de DNA moldadas em triângulos, estrelas, emoji de sorriso. O artigo mostrava a maleabilidade da molécula e como ela poderia carregar informações em formatos diferentes. Nesta segunda-feira (29), cientistas apresentam um novo artigo com a mesma técnica para testes em vacinas – uma forte resposta imune foi observada com o HIV, e a mesma estratégia é prevista contra o Sars-Cov-2.

O método de criar formas e padrões em nanoescala usando DNA ficou conhecido como “origami de DNA” – em seu site, Rothemund chega a se desculpar com os japoneses pela apropriação do termo. Talvez, o melhor seja usar “dobrar o DNA”, disse.

Pesquisadores do MIT, Mark Bathe e Darrell Irvine resolveram então dobrar o DNA em uma estrutura semelhante a um vírus em partículas do HIV. O resultado é apresentado na “Nature Nanotechnology” quase 15 anos após o artigo de Rothemund, com uma forte resposta imune de células humanas cultivadas em laboratório.

Ou seja: Bathe e Irvine imitaram o tamanho e a forma do vírus HIV em partículas de DNA, que são revestidas com proteínas e antígenos em padrões precisos em busca de uma resposta imune das células humanas. Em laboratório, funcionou, de acordo com o artigo desta segunda-feira.

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“As regras ainda rudimentares de design que começaram a sair deste trabalho devem ser aplicáveis de forma genérica em antígenos para doenças”, explicou Darrel Irvine.

Desde a década de 1980

Mesmo que a técnica tenha sido inventada em 2006 por Paul Rothemund, a molécula de DNA é alvo de projetos para entrega de medicamentos e outras aplicações desde a década de 1980.

O laboratório de Mark Bathe, em 2016, desenvolveu um algoritmo capaz de projetar automaticamente as formas tridimensionais semelhantes aos vírus com a técnica “origami de DNA”. O método oferece um controle maior à ideia de Rothemund, com a possibilidade de anexar uma série de moléculas em lugares específicos da fita dobrada.

“A estrutura de DNA é como um quadro em que os antígenos podem ser conectados em qualquer posição”, disse Bathe. “Essas partículas são semelhantes aos vírus e nos permitiram revelar princípios moleculares para o reconhecimento de células imunes pela primeira vez”.

Teoricamente, a ideia de Bathe funciona porque os vírus têm proteínas em sua superfície. Nosso sistema imunológico evoluiu para conseguir detectá-las e desenvolver respostas imunes. No caso da Covid-19, as pesquisas mostram a superfície do Sars CoV-2 tem a Spike, uma proteína em forma de espinho que se liga a receptores em busca de acesso às células humanas.

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Por isso, nos últimos meses, o laboratório de Bathe fez uma parceria com o Instituto Ragon para adaptar o projeto do HIV publicado em artigo nesta segunda-feira para a estrutura do Sars CoV-2. Eles estão testando se o uso do “origami de DNA” apresentará uma resposta imune eficaz contra a Covid-19 em células em laboratório e em camundongos.

Por: G1

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Capacitação para agentes de endemias em Carneirinho

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Na manhã de hoje (22), os Agentes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Carneirinho participaram de uma capacitação de como usar como usar veneno pra matar as larvas em reservatórios e recipientes.

De acordo com o Diretor de Vigilância Sanitária e Epidemiologia, Fábio Souza Ribeiro (Fabio Caixeta), antes o produto utilizado era em pó e agora é em comprimido.

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