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Tebet diz que orçamento secreto é o maior esquema de corrupção

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Simone Tebet durante a CPI da Covid
Reprodução: flickr – 23/05/2022

Simone Tebet durante a CPI da Covid

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata à presidência da República , afirmou que o orçamento secreto pode ser o maior esquema de corrupção do Brasil. Ela ainda disse que foi a maior vítima do orçamento secreto, porque perdeu eleição para a presidência do Senado pela distribuição desigual de verbas.

“O orçamento secreto, por ser secreto e não transparente e não vir um programa de planejamento programas metas e resultados, dá nisso: dá nesse esquema de corrupção”, afirmou na noite desta segunda-feira em entrevista ao Central das Eleições, da GloboNews.

Tebet citou os custos de outros escândalos de corrupção, especialmente das gestões petistas, como o Mensalão, com valor de R$ 160 milhões, e do Petrolão, com pelo menos R$ 2,3 bilhões em um dos esquemas.

“Quanto nós estamos falando do orçamento secreto? Nós estamos falando só agora de algo em torno de R$ 44 bilhões, sendo R$ 28 bilhões já executado. Então nós podemos estar diante do maior esquema de corrupção da história da república brasileira”, observou.

A senadora citou esquemas de cidades que fraudaram o número de procedimentos médicos realizados para receber mais recursos e alertou para o risco de trazer corrupção para dentro do parlamento. Apesar das críticas, ela minimizou a responsabilidade do Congresso, ao salientar que a gestão do orçamento secreto fica nas mãos de dois parlamentares:

“Não existe espaço vazio na política. O Congresso sequestrou esse orçamento e não é culpa do Congresso. É culpa de um governo que não sabe para onde vai e não sabe o que fazer com o dinheiro que tem”.

Para ela, a solução para acabar com esse problema é aumentar a transparência do mecanismo e mudar a alocação de recursos. A senadora, no entanto, não se diz contrária a impositividade das emendas, especialmente as individuais. Esse tipo de emenda, em que cada parlamentar tem o mesmo montante para distribuição, tem execução obrigatória: o governo precisa pagar.

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“Eu não sou contra as emendas impositivas, emendas individuais, em valor modesto e equilibrado ajuda o próprio executivo a distribuir recursos onde mais precisa. Mas é preciso ser transparente”.

Unificação do MDB Em relação à divisão do MDB em torno da sua candidatura, Tebet minimizou os atritos internos do partido:

“Nós estamos falando do maior partido do Brasil o mais democrático que sabe respeitar as regionalidades”.

Ela reafirmou que na convenção de quarta-feira estará clara a unidade do partido, em torno da sua candidatura, apesar das investidas de algumas alas que judicializaram a realização da convenção. Independentemente do resultado da convenção, afirmou que não sairá da sigla.

“Temos absoluta tranquilidade que mais do que 70% dos delegados vão votar conosco. A nossa candidatura é uma candidatura do maior partido do Brasil, que vai contar com maior número de filiados de prefeitos e vice-prefeitos. As pessoas muitas vezes se esquecem que o MDB não é um partido nacional, é um partido municipalista”, declarou.

Tebet ainda disse que parte da resistência em relação ao seu nome está sendo levantada por correligionários que têm ligação muio próxima ao ex-presidente Lula, inclusive ocupando ministérios em governos do petista.

Tebet afirmou que sua candidatura será oficializada e resolvida em “48 horas”, e que uma vez homologada a candidatura, ela não vai retirá-la, porque será candidata do MDB, do PSDB e do Cidadania, que formam uma federação partidária e fecharam apoio em torno de seu nome.

Questionada sobre se o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) será seu vice, ela disse que isso depende do PSDB, mas que ele mesmo já garantiu que estará com ela no palanque de alguma forma:

“Ou como vice, ou no palanque, ou como coordenador político da nossa campanha”.

Erradicar a fome A candidata também disse que o Brasil pode sair do mapa da fome e erradicar a miséria, desde que empregue melhor os recursos do orçamento. Para isso, aposta em um mix de ações, que passam por uma transferência de renda permanente, mas com porta efetiva de saída mirando a qualificação dos beneficiários para o mercado de trabalho, e a recriação do ministério do planejamento e orçamento, para que o Executivo volte a dominar o orçamento federal.

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Com um discurso bastante emocional, evocando sua condição de mulher e mãe, Tebet disse que não pode admitir que o país tenha voltado ao mapa da fome, e que para sair dessa realidade a única solução é uma transferência de renda permanente:

“Quem tem fome, tem pressa. Como medida de curto prazo, não tem saída: é transferência de renda permanente, e é possível mesmo com responsabilidade fiscal garantir essa transferência de renda permanente para todos os que precisam, com escala diferenciada. É preciso diferenciar os miseráveis dos pobres no Brasil e com isso com o piso nós podemos a partir daí garantir essa proporcionalidade dessa transferência de venda”.

Apesar de não fazer referência aos valores de pagamento, a senadora fala do Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família e foi criado sob medida para pretensões eleitorais do atual presidente Jair Bolsonaro.

O programa paga um benefício de R$ 400 para qualquer família, independentemente da composição. Recentemente, com a aprovação da PEC Eleitoral , que instituiu um estado de emergência para driblar regras fiscais e eleitorais e permitir ao governo gastar mais R$ 41,2 bilhões com benefícios a três meses da eleição, o valor do auxílio aumentou de R$ 400 para R$ 600.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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