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POLÍTICA

“Tamanho” de João Doria gera crise e rivais internos no PSDB para 2022; entenda

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Ala do partido não vê
Reprodução/EBC

Ala do partido não vê “com bons olhos” nome do governador de São Paulo na disputa pela presidência em 2022

Não é de hoje que o nome de  João Doria surge sempre quando a lista de possíveis adversários do presidente Jair Bolsonaro no pleito presidencial de 2022 é citada. Novo personagem forte dentro do PSDB , o governador de São Paulo aproveitou espaço deixado pela ausência de alternativas no partido para crescer e se firmar como uma das principais vozes da sigla.

Porém, é exatamente este “crescimento” que tem feito surgir dissidências dentro do PSDB . Nomes como o do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) – que perdeu espaço no partido após derrota para Dilma em 2014 e se ver envolvido em escândalos de corrpução – e do  governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já trabalham internamente para criar uma “frente de oposição” a Doriaoferecer uma alternativa aos apoiadores.

Leite já confirmou que deverá ser pré-candidato do partido  para o pleito de 2022 e conta com o apoio de um grupo de deputados que apoiam tal decisão e pretendem fortalecê-lo no embate. Nesta sexta-feira (12), inclusive, ele teve uma vitória pessoal contra Doria com a confirmação da permanência de Bruno Araújo no cargo de presidente nacional do PSDB , cargo que era almejado pelo governador de São Paulo.

Por outro lado, a ala ” pró-Doria ” segue firme e conta com o peso de Marco Vinholi, presidente estadual do PSDB em São Paulo, que já afirmou que o governador paulista tem “estatura e responsabilidade para governar o país”  e será importante para o processo de “retomada do Brasil”.

A queda e ressurgimento do PSDB

Derrota de Aécio em 2014
George Gianni / PSDB

Derrota de Aécio em 2014 “abriu caminho” para o surgimento de Doria; entenda

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Para entender o cenário, é necessário voltar “algumas casas” na linha do tempo do Partido da Social Democracia Brasileira. Com a aproximação das eleições municipais de 2016, dois anos após amargar derrota de Aécio Neves , então um dos expoentes do partido, para a presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de 2014, o partido se via com problemas de renovação.

Nomes como o do ex-governador Geraldo Alckmin e do senador José Serra, vindos na “esteira” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não gozavam de forte apelo nacional e se mantinham com a força obtida no estado de São Paulo. É neste momento que surge João Doria , homem vindo do mundo dos negócios e que buscava dar outra cara para a política brasileira.

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No pleito, o agora governador foi eleito com votação expressiva para Prefeitura de São Paulo ao vencer o petista Fernando Haddad ainda no primeiro turno com mais de 53% dos votos, recolocando o PSDB no comando de um dos principais redutos tucanos no país. Naquele ano, o partido obteve também maior crescimento nas eleições, atingindo quase 18 milhões de votos em todo o país.

Confira o ranking realizado na época pelo blog ‘Eleição em Números’

  • PSDB – aumento de 25,1% (17,6 milhões de votos)
  • PT – queda de 60,1% (6,8 milhões de votos)
  • PMDB – queda de 12,5% (14,8 milhões de votos)
  • PSD – aumento de 32% (8 milhões de votos)
  • PRB – aumento de 48,4% (3,8 milhões de votos)
  • PSOL – queda de 12,6% (2 milhões de votos)
  • PSL – aumento de 50,2% (487 mil votos)
  • PSTU – queda de 56,4% (77 mil votos)

Dois anos depois, surfando na onda do “BolsoDoria” , ele deixaria o posto na prefeitura para vencer Márcio França, candidato do PSB que tentava a reeleição, e assumir o Governo do Estado de São Paulo , confirmando assim seu ganho de prestígio junto ao eleitorado paulistano e paulista. E a queda de Alckmin, que não chegou nem ao segundo turno no pleito que elegeu Jair Bolsonaro.

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Farpas com o presidente, CoronaVac e “trunfo” para 2022

Vitória da CoronaVac: Doria posa ao lado da primeira pessoa vacinada no Brasil
Reprodução/Governo do Estado de SP

Vitória da CoronaVac: Doria posa ao lado da primeira pessoa vacinada no Brasil

A lua de mel acabou durando pouco tempo. Ao perceber a queda no prestígio de Bolsonaro , Doria fez de tudo para desvincular as duas figuras e entrou em atritos com presidente, em temas que envolveram desde a Ditadura Militar até a definição da casa da Fórmula 1 no Brasil, chegando a ser chamado pelo rival de “ejaculação precoce da política” .

Com o início e expansão da pandemia, o antagonismo entre eles só aumentou. Transformaram a busca por  vacinas contra a Covid-19 em uma pré-campanha eleitoral para 2022. Ao apoiar o desenvolvimento da CoronaVac no Brasil, e posar ao lado da primeira pessoa vacinada no país, Doria acabou ganhando força e obrigou o Bolsonaro a se mexer, gerando ainda mais tensão entre eles.

Por fim, outro ponto de atrito entre ambos – e que fez ressurgir a figura de Aécio Neves nas discussões do PSDB  – foi a eleição presidencial na Câmara dos Deputados. A vitória de Arthur Lira (PP-AL), nome apoiado por Bolsonaro, gerou críticas de Doria ao posicionamento “quebrado” do partido no pleito, o que teria enfraquecido a chapa de Baleia Rossi, e até pedido de afastamento de Aécio, que foi considerado um “traidor” .

O episódio criou nova rusga interna no partido e, também, pode acabar sendo apontado como responsável pelo surgimento de um possível “trunfo” de Doria para 2022. Após ver seu candidato derrotado, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia disse que não pretende seguir no DEM por ter se sentido traído por ACM Neto e outros colegas.

Assim, surge a possibilidade de ele migrar para o PSDB , o que fortaleceria a campanha do governador de São Paulo e o aproximaria do bloco do Centrão, onde Maia goza de prestígio e poder. Caso Doria conquiste o apoio de Maia, terá nova “carta na manga” para bater de frente com Bolsonaro e evitar sua reeleição.

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Câmara dos Deputados vota esta semana a PEC Emergencial

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Câmara dos Deputados
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados marcou para esta semana a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/2019, a PEC Emergencial . O presidente da Casa, Arthur Lira, anunciou que pautará a PEC para apreciação diretamente no plenário, sem passar por comissões.

A expectativa é aprovar a admissibilidade do texto na terça-feira (9) e, no dia seguinte, a votação em plenário em dois turnos. Na avaliação de Lira, é importante aprovar logo a PEC para possibilitar o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial à população ainda em março. O relator da proposta na Câmara é o deputado Daniel Freitas (PSL-SC).

O texto cria mecanismos de ajuste fiscal, caso as operações de crédito da União excedam as despesas. Entre as medidas, estão barreiras para que a União, os estados e os municípios criem despesas obrigatórias ou benefícios tributários. A PEC também possibilita o pagamento do auxílio emergencial com créditos extraordinários sem ferir o teto de gastos públicos .

No Senado, o texto sofreu mudanças importantes. O relatório do senador Márcio Bittar (MDB-AC) teve que ceder à resistência de vários colegas e foi retirado o trecho mais polêmico do seu parecer, o fim da vinculação obrigatória de parte do orçamento a investimentos com saúde e educação. Bittar também retirou a redução de salário e jornada de trabalho dos servidores públicos, como expediente de ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas.

Bittar adicionou uma “trava” a mais para evitar um gasto excessivo com o auxílio emergencial. O relator limitou a R$ 44 bilhões o valor disponível para pagamento do auxílio emergencial. O governo estima retornar com o auxílio emergencial em forma de quatro parcelas de R$ 250 ainda este mês.

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