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CIÊNCIA E SAÚDE

Sul e Sudeste voltam a ter mortes de macacos com febre amarela, diz ministério

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Ao menos 38 macacos morreram por febre amarela de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano e mais de 1 mil mortes suspeitas de primatas foram investigadas, de acordo com um boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde.

A maior parte das mortes (89,5%) foi registrada no Paraná, que teve 34 casos. São Paulo registrou 7,9% dos casos e Santa Catarina 2,6%.

A morte dos animais serve como alerta de que a doença pode voltar a afetar os moradores da região Sul e Sudeste.

Segundo o ministério, os três estados tiveram baixa cobertura vacinal, o que pode facilitar o surgimento de novos casos após a temporada de chuvas.

 https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/video/febre-amarela-tudo-o-que-voce-precisa-saber-6428741.ghtml

Febre amarela: tudo o que você precisa saber

Febre amarela em humanos

De julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano, 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos foram notificados ao ministério, mas apenas um foi confirmado, no Pará.

Entre janeiro e junho de 2019, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil. Doze delas estavam no estado de São Paulo.

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Atualmente, o Brasil tem apenas registros de febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos que vivem no campo e florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.

A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.

Vacinação

Desde março de 2018 o governo passou a recomendar a vacina da febre amarela para todo o território brasileiro. A dose é única, fornecida de graça no Sistema Único de Saúde (SUS) e é válida para toda a vida.

Neste ano o calendário de vacinação passará por alterações. Segundo o ministério, as crianças passarão a ter um reforço da vacina aos quatro anos de idade, isso porque há uma redução na resposta imunológica daquelas que foram vacinadas aos nove meses, como previa o Calendário Nacional de Vacinação da criança.

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CIÊNCIA E SAÚDE

Testes da vacina contra Covid-19 começam sexta-feira em Rio Preto, diz governador

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Os testes da vacina contra o novo coronavírus começam a ser realizados pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP) nesta sexta-feira (7). A informação foi divulgada pelo governador estadual João Doria (PSDB).

“Nós trouxemos 20 mil doses dessa vacina produzidas pelo laboratório Sinovac, em Pequin, na China. É o maior laboratório privado chinês que tem um acordo de cooperação com o Instituto Butantan, que vai produzir a vacina aqui, em São Paulo, muito provavelmente a partir de outubro deste ano”, diz em um vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (4).

Dória afirma que a terceira fase da vacina está sendo realizada exclusivamente com médicos e paramédicos, profissionais da saúde que estão mais expostos ao risco de contaminação por coronavírus.

“Até o final de setembro e início de outubro, nove mil pessoas terão feito a testagem e a avaliação durante o período de 90 dias, sob acompanhamento de cientistas, especialista e médicos do Instituto Butantan e também de uma comissão internacional de supervisores”, diz.

O governador do Estado de São Paulo informou que, se não ocorrer nenhuma interferência, o Instituto Butantan poderá produzir a vacina a partir do mês de outubro.

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“O Butatan tem tecnologia, capacitação, pessoal, estrutura e tradição na produção em massa de vacinas, aliás já é o maior produtor de vacina do hemisfério sul. A vacina será disponibilizada para o Ministério da Saúde que, por sua vez, fará a vacinação dos brasileiros contra o coronavírus”, diz.

Famerp

De acordo com chefe do Laboratório de Virologia da Famerp, Maurício Lacerda Nogueira, serão escolhidos entre 500 e 700 profissionais da saúde em Rio Preto. Uma das vagas pode ser da enfermeira Luciana da Silva Longhi.

A inscrição dos voluntários está sendo realizada pela internet. O candidato preenche um formulário e passa por uma triagem antes de ser convocado para o estudo.

Durante o período de um ano, uma equipe formada por mais ou menos 15 profissionais acompanhará os participantes e coletará informações.

Entre os recrutados, metade receberá duas doses do imunizante em um intervalo de 14 dias e a outra receberá duas doses de placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito.

Os profissionais de saúde serão monitorados pelos centros de pesquisa por meio de exames entre aqueles que tiverem sintomas compatíveis à Covid-19.

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Assim, poderá ser verificado posteriormente se quem tomou a vacina ficou de fato protegido em comparação a quem recebeu o placebo.

CoronaVac

A vacina da Sinovac já foi aprovada para testes clínicos na China. Ela usa uma versão do vírus inativado. Isso quer dizer que não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.

Vacinas inativadas são compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a influenza (gripe).

Sendo assim, a vacina implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é imunizado. Quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune.

Cientistas chineses chegaram à fase clínica de testes – ensaios em humanos – em outras três vacinas. Uma produzida por militares em colaboração com a CanSino Biologics, e mais duas desenvolvidas pela estatal China National Biotec.

Por: G1

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