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POLÍTICA

Simone Tebet recebe o apoio de Cidadania e Podemos para presidência do Senado

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Senadora Simone Tebet (MDB-MS)
Pedro França/Agência Senado

Senadora Simone Tebet (MDB-MS)

As bancadas do Cidadania e do Podemos decidiram apoiar nesta quarta-feira (13) a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado . A decisão foi tomada em reuniões feitas internamente pelas legendas. As informações são da CNN Brasil .

O Cidadania decidiu apoiar Tebet por unanimidade. Para isso, o senador Jorge Kajuru (GO) desistiu da disputa para apoiar a colega no Senado.

“A decisão é da bancada. Kajuru abriu mão da candidatura para apoiar a Simone”, disse o senador Alessandro Vieira (ES), vice-líder do Cidadania no Senado.

Já o Podemos tomou a decisão após “sabatina” com Tebet na manhã desta quarta. Segundo o líder da sigla na Casa, a decisão foi por maioria, mas não por unanimidade.

“Decidimos apoiar a Simone, mas sem desrespeitar eventuais compromissos assumidos por outros senadores com outros candidatos”, afirmou Dias.

Sois dos nove senadores do Podemos anunciaram aos colegas de bancada que votarão em Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Foram eles Romário (RJ) e Marcos do Val (ES).

Há ainda um terceiro senador que se disse indeciso, que é Styvenson Valentim (RN). A expectativa de Pacheco, que é o candidato de Davi Alcolumbre (DEM-AP), é contar com o voto do parlamentar.

De acordo com o senador Álvaro Dias, o Podemos só deve fazer o anúncio oficial após reunião com a bancada do PSDB, prevista para a tarde de hoje. A expectativa é de que os tucanos também apoiem Tebet.

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POLÍTICA

Auxiliares de Bolsonaro culpam Ernesto Araújo por clima ruim com China e Índia

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Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores
Marcelo Carmargo/Agência Brasil

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores

O atraso na operação de envio de um avião para recolher vacinas na Índia  e a demora na liberação da exportação por parte da China dos insumos para a produção de vacinas no Brasil fez aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) responsabilizarem o chanceler Ernesto Araújo por essas duas derrotas para o governo. A informação é do jornal Folha de S.Paulo .

Segundo essas pessoas próximas ao presidente, a área de relações exteriores, que é comandada por Ernesto, contribuiu para a derrota política de peso sofrida pelo Palácio do Planalto no fim de semana. O revés foi tão grande que permitiu que o governador de São Paulo João Doria, ficasse com todo o protagonismo do início da vacinação no Brasil.

O governo vinha tentando antecipar desde dezembro um lote de 2 milhões de doses da vacina de Oxford com a AstraZeneca produzidas no laboratório indiano Serum. O objetivo era que as doses fossem usadas para dar o pontapé na campanha imunização no Brasil. Uma cerimônia no Planalto estava sendo preparada para a ocasião.

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Ao longo de semanas, Araújo coordenou esforços para conseguir a liberação da carga a tempo de garantir o cronograma desejado pelo Planalto, mas não houve êxito e, até o momento, não há prazo para que isso ocorra.

A principal crítica contra o chanceler é que ele deveria ter sido claro sobre as dificuldades políticas para que a Índia desse luz verde para a venda, uma vez que Nova Déli não quis possibilitar a venda antes de iniciar a sua própria campanha de vacinação.

O ministro do Itamaraty também virou vidraça de membros do governo que querem por uma menor carga ideológica na condução da política externa brasileira. Eles se queixam que os constantes embates com a China criaram dificuldades de interlocução num momento em que o país depende da boa vontade de Pequim.

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