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São Paulo perde da LDU em Quito e se complica na Libertadores

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A LDU goleou o São Paulo por 4 a 2 na noite desta terça-feira (22), no estádio Casa Blanca, em Quito, e complicou a vida dos são-paulinos na Copa Libertadores.

Os equatorianos chegaram a abrir 3 a 0 no placar ainda no primeiro tempo, com Martínez Borja e Jhojan Julio (2). Brenner e Tréllez descontaram para o time tricolor na etapa final, mas os donos da casa seguiram em cima dos brasileiros e fecharam tranquilamente o triunfo no segundo tempo.

Com a derrota, a equipe do técnico Fernando Diniz permanece na terceira colocação do Grupo D, com 4 pontos, mas vê os dois principais concorrentes se distanciarem -a LDU, líder do grupo, foi a 9, e o River Plate (ARG), com o triunfo sobre o Binacional (PER) também nesta terça, ocupa a vice-liderança com 7.

Na próxima quarta-feira (30), o São Paulo terá seu compromisso mais difícil até aqui na competição. Visita o River, finalista das duas últimas edições da Libertadores, em Avellaneda.

Caso seja derrotado pelos argentinos no estádio Libertadores de América, dará adeus ao torneio.

A queda na fase de grupos é algo que não acontece com o clube do Morumbi desde 1987. No ano passado, já teve sua pior campanha na história do torneio, caindo precocemente na segunda fase para o Talleres (ARG), causando a demissão do então técnico André Jardine.

À medida que esta edição da Copa Libertadores avança, é inevitável relembrar o tropeço tricolor na estreia, diante do fraco Binacional, no Peru.

Após sair na frente do placar, levou a virada nos 3.800 metros de altitude da cidade de Juliaca e arrancou mal na competição com a derrota por 2 a 1.
Perder pontos contra os peruanos é algo que LDU e River Plate não fizeram. Ambos somaram seis pontos nos dois confrontos com o Binacional -o River, em Buenos Aires, aplicou um 8 a 0 ainda antes da paralisação causada pela pandemia.

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É verdade que os dois concorrentes do São Paulo ganharam uma facilidade: não foram a Juliaca enfrentar os peruanos nos 3.800m. O novo protocolo de jogos no Peru, formulado para a retomada das competições internacionais como a Libertadores, determinou que todas as partidas fossem disputadas na capital Lima, que fica ao nível do mar.

De qualquer forma, LDU e River sabiam que o estreante no torneio era a presa mais fácil e encararam as vitórias como uma obrigação no grupo.

Nesta terça, o São Paulo começou melhor a partida e teve a chance de abrir o placar logo no início, com Pablo, de cabeça. Mas o camisa 9, que não marca há um mês, desperdiçou a oportunidade.

A equipe de Fernando Diniz conseguia sair rápido no contra-ataque até que a estratégia desmoronou com o gol marcado por Martínez Borja, aos 20 minutos do primeiro tempo, após completar de cabeça um cruzamento que veio da esquerda.

Depois de abrir o placar, a LDU passou a controlar o jogo e encontrou facilidade para chegar à meta de Tiago Volpi, contando com os erros defensivos do time tricolor.
Em uma tentativa de sair jogando dentro da área, Igor Gomes tocou para Hernanes na meia-lua. O capitão são-paulino vacilou e perdeu a bola. Jhojan Julio recebeu de costas, tirou Igor Gomes com um drible e bateu cruzado para ampliar.

O mesmo Jhojan Julio fechou a conta ainda antes do intervalo. Aos 45 minutos, no lance seguinte a mais uma oportunidade perdida por Pablo no ataque do São Paulo, a LDU invadiu a área são-paulina trocando passes e Julio recebeu assistência de Piovi para marcar o terceiro.

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Na etapa final, Diniz colocou Paulinho Boia e Brenner para tentar dar mais poder ofensivo à equipe. Brenner descontou após cruzamento de Boia, mas a LDU chegou ao quarto gol com Billy Arce, que mandou no ângulo de fora da área.

Santiago Tréllez, que não jogava pelo São Paulo desde março deste ano, entrou no segundo tempo e anotou o seu, deixando o placar em 4 a 2, insuficiente para a improvável reação são-paulina em Quito.

Além da situação complicada na Copa Libertadores, o São Paulo somou sua quarta partida consecutiva sem vencer na temporada (três empates e uma derrota). O próximo compromisso do clube é o Internacional, vice-líder do Campeonato Brasileiro, no sábado (26), em Porto Alegre.

LDU
Adrian Gabbarini; Pedro Perlaza, Franklin Guerra, Moisés Corozo, Christian Cruz (Ayala); Lucas Piovi (Alcivar), Lucas Villarruel, Paulo Zunino (Billy Arce), Jhojan Julio, Muñoz (Quintero), Martínez Borja (Medina). T.: Pablo Repetto

SÃO PAULO
Tiago Volpi; Igor Vinícius (Paulinho Boia), Diego Costa, Léo Pelé e Reinaldo; Tchê Tchê (Nestor), Hernanes (Helinho), Gabriel Sara, Igor Gomes; Pablo (Tréllez) e Vítor Bueno (Brenner). T.: Fernando Diniz

Estádio: Casa Blanca, em Quito, no Equador
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Wilmar Navarro e Miguel Roldán (ambos da COL)
Cartões amarelos: Paulo Zunino e Lucas Piovi (LDU); Nestor (SP)
Gols: Martínez Borja aos 20min, Jhojan Julio, aos 35min e aos 45min do primeiro tempo; Brenner, aos 14min, Billy Arce, aos 30min, Tréllez, aos 37min do 2º

 

 

 

Por: Regiaonoroeste.

 

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Esportes

Após 39 anos, polo aquático retornará a Jogos Escolares

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Fora dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) desde 1982, o polo aquático é uma das novidades da próxima edição do evento, confirmado para outubro do ano que vem, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A competição abrange 17 modalidades, e o polo é uma das cinco que serão disputadas como demonstração, assim como skate, escalada, dança e curling. A edição de 2021 dos JEBs – a competição não ocorria desde 2004 – deve reunir cerca de 7,5 mil participantes entre 12 e 14 anos.

“É uma bela motivação para a criançada praticar e a gente poder começar a garimpar quem tem o dom”, avalia Alessandro Checchinato, presidente da Polo Aquático Brasil (PAB), liga nacional da modalidade. “A criança, para se manter motivada no esporte, tem que ter perspectiva de competir, viajar. Os JEBs ajudam muito nesse sentido”, completa.

O retorno do polo à competição infanto-juvenil é um bom sinal, segundo João Santos, diretor da modalidade na Confederação Brasileira de Desporto Aquáticos (CBDA). “O polo, infelizmente, ainda não participará efetivamente dos JEBs, pois, para isso, precisa ter uma participação mais efetiva de times jovens em todas as regiões. A boa notícia é que já teremos uma demonstração, e isso pode ser um começo”, afirmou o dirigente em depoimento ao site oficial da entidade.

A volta dos JEBs em 2021 foi divulgada em agosto, antes do polo aquático ser incluído na previsão. Na ocasião, Checchinato explicou que foi feito um contato, via ofício, com a CBDE. “Claro que a gente gostaria que fosse incluído no ano que vem, mas não acredito que será implementado de imediato. O que estamos querendo é conversar e tentar implementar o polo aquático de forma gradual em alguns estados, e começar a ver a viabilidade e a dificuldade que a gente terá para isso”, explicou o dirigente há dois meses.

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Formação
Atualmente, o acesso à modalidade se dá, principalmente, por clubes ou projetos – como o da Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA), em Bauru (SP). A introdução na escola ainda é exceção. Um exemplo é a iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), que apresenta o esporte, em forma de vivência, a nove unidades escolares da instituição, como atividade pós-grade curricular.

“Hoje, basicamente, nosso time adulto de polo é montado com 80% dos atletas vindos da escola do Sesi-SP. Estamos totalmente alinhados com a base”, afirma André Avallone, técnico da agremiação paulista e que também é responsável pela análise, avaliação e sequência pedagógica da formação.

O estudo Suplemento de Esporte do Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros 2016, divulgado no ano seguinte pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que apenas 27% dos municípios tinham escolas com alguma estrutura esportiva. Entre as instalações presentes na rede pública municipal, somente 6,3% incluíam pisicinas.

“Entretanto, quando o polo aquático esteve inserido nos JEBs, na década de 80, desenvolveu muito nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Os estudantes não tinham piscina nas escolas, mas treinavam em centros esportivos das cidades. Como tinha a possibilidade de se jogar fora do estado e, mais adiante, em um Sul-Americano ou um Mundial, o pessoal se empolgava e tinha interesse”, pondera Checchinato.

Técnico de polo aquático no Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo (SP), Leonardo Vergara – ou Léo Paraíba, como é conhecido, em referência ao estado onde nasceu – esteve em seis edições do evento infanto-juvenil, uma delas como árbitro. A competição foi o pontapé inicial na carreira dele, que ainda atleta defendeu clubes tradicionais como Flamengo, Fluminense e Pinheiros, chegando à seleção brasileira.

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“Passávamos o ano inteiro treinando para os JEBs, esperando aquela viagem, de dois dias e meio de ônibus. Era uma grande festa. Meninos e meninas do Brasil inteiro, jogando na piscina fria, mas era um grande barato. Joguei cinco JEBs pela Paraíba. Ganhamos uma vez e, seguramente, é um dos títulos dos quais mais me orgulho”, recorda Léo, que antes mesmo da confirmação do polo aquático na retomada da competição, já defendia a presença da modalidade. “É o primeiro esporte olímpico coletivo. Hoje, 14 estados praticam o polo no país. Tem muita tradição, não pode ficar fora”, destacou.

JEBs
Segundo a organização, além dos alunos, a edição 2021 dos JEBs reunirá aproximadamente 1,5 mil professores, técnicos e 400 árbitros em sete dias de competições. Serão distribuídos 140 troféus e duas mil medalhas. Das 17 modalidades, 10 são classificatórias para os Jogos Sul-Americanos Escolares, que também ocorrerão no próximo ano, em Brasília (DF).

Com exceção do atletismo, as demais disputas dos JEBs serão no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). A estrutura foi vistoriada, há duas semanas, por dirigentes da CBDE e profissionais do Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO), além de representantes dos governos municipal e estadual. O evento ainda não tem data definida, mas a estimativa é que ocorra em outubro, após a desmontagem da estrutura do Rock in Rio – que também será no local.

 

 

 

 

 

Por: Regiaonoroeste.

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