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Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, é diagnosticado com Covid-19

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Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
Carolina Antunes/PR

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

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Nesta terça-feira (16), o ministro do Meio Ambiente , Ricardo Salles , foi diagnosticado com Covid-19 , segundo a assessoria. De acordo com as informações da pasta, Salles “apresentou leve febre, mas passa bem” e manterá isolamento em Brasília.

“O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , testou positivo para a Covid-19 nesta terça-feira (16). Apresentou leve febre, mas passa bem. Manterá isolamento, conforme orientação médica”, informou a assessoria do ministro por meio de nota.

Salles é o 15º ministro do governo a ser diagnosticado com a doença. No entanto, dois deles não fazem mais parte do Executivo: Marcelo Álvaro Antônio, então chefe da pasta do Turismo, e Jorge Oliveira, que comandava a Secretaria-Geral:

  • André Mendonça, ministro da Justiça e Segurança Pública

  • Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

  • Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia

  • Eduardo Pazuello, ministro da Saúde

  • Fábio Faria, ministro das Comunicações

  • Jorge Antônio de Oliveira Francisco, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência

  • Marcelo Álvaro Antônio, ex-ministro do Turismo

  • Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações

  • Milton Ribeiro, ministro da Educação

  • Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo

  • Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura

  • Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria-Geral da Presidência

  • Wagner Rosário, controlador geral da União

  • Walter Souza Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil

Além dos ministros, o presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) também foi diagnosticado com Covid-19, em julho de 2020, e seu vice, Hamilton Mourão

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POLÍTICA

Lira rebate críticas à proposta de imunidade parlamentar: “Não é PEC impunidade”

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PEC sobre imunidade parlamentar foi desenvolvida por grupo indicado pelo presidente da Câmara
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

PEC sobre imunidade parlamentar foi desenvolvida por grupo indicado pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quarta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da imunidade parlamentar “não é a PEC da impunidade”.

Pouco antes de o plenário iniciar sessão sobre o assunto, Lira reagiu às críticas de que o texto seria elaborado para evitar qualquer punição a deputados e senadores.

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que comanda o início do debate, afirmou que apenas a “admissibilidade” da proposta seria votada nesta quarta-feira.

Apresentada na terça-feira, a PEC gerou polêmica e provocou reações de partidos como PSOL, Novo, Cidadania, Rede e Podemos. Essas legendas tentam barra a deliberação do tema a toque de caixa.

Se a PEC já estivesse em vigor, o deputado Daniel Silveira não poderia ter sido preso em flagrante, assim como Flordelis não poderia ser afastada do mandato.

Após rechaçar a jornalistas a possibilidade de ser uma “proposta da impunidade”, Lira também recorreu ao Twitter para falar sobre o assunto. A medida foi acordada pela maioria dos líderes após a manutenção da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Lira defende uma tramitação rápida, enquanto a temperatura do assunto favorece a mudança de regras.

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“Quando se contrapõe à democracia, a ‘inviolabilidade” do mandato parlamentar não é absoluta, como bem demarcou o STF e, com 364 votos, a Câmara. Mas a inviolabilidade não foi revogada e sua autoria é dos mesmos que inscreveram as atribuições da Suprema Corte na mesma Constituição”, escreveu Lira. Ele continuou a argumentar: “Não sou a favor nem contra qualquer solução legislativa específica sobre a proteção do mandato, que não protege o parlamentar, mas a Democracia. Sou a favor, sim, que o Congresso faça sua autocrítica e defina um roteiro claro e preciso para o atual vácuo legal para lidar com situações desse tipo”.

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Durante a sessão, o líder do Cidadania, Alex Manente (SP), criticou a forma apressada como a PEC estava sendo deliberada.

— Não podemos fazer isso como se fosse um pastel numa feira, da maneira como estamos fazendo. Podemos transformar essa limitação numa impunidade. Esse é o risco que pode se correr se não debatermos uma mudança constitucional – discursou o deputado.

Vice-líder do PSOl, Fernanda Melchionna, afirmou que a votação causa “estranhamento” e parece uma reação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão de Silveira.

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— Quero alertar a todos: se a PEC que está sendo apresentada fosse votada antes, o deputado Daniel Silveira não teria sido preso. Porque crimes de ódio e da extrema-direita estariam impunes. A deputada Flordelis também não seria afastada do mandato – discursou a deputada do PSOL.

Deputado do Novo, Gilson Marques (SC) também criticou a redação do texto.

— Uma PEC às vezes demora anos para ser votada. Essa PEC serve para a blindagem, turbinar o foro privilegiado, autobenefício, não tem nem relatório pronto. Coletou em tempo recorde as assinaturas. E ontem o texto ficou pronto – atacou o deputado.

Ex-líder do governo Jair Bolsonaro e hoje adversária do presidente da República, Joice Hasselmann (PSL-SP) também se posicionou contrária à proposta.

— Esse projeto é um escárnio. É estender tapete vermelho para corrupto cometer crime.

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