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POLÍTICA

Registro desmente Daniel Silveira sobre ter matado “uns 12” quando era PM; veja

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Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ)
Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ)

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) , preso na semana passada por ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF ) , concedeu uma entrevista à revista Piauí em 2019, quando tomou posse. Na ocasião, Silveira disse que teria matado algumas pessoas enquanto era da Polícia Militar , no entanto, um levantamento feito pelo G1 e TV Globo mostrou que o deputado nunca matou ninguém.

Na entrevista, Silveira se gabava ao compartilhar memórias de quando atuou como soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, de 2012 a 2018, e chegou a dizer que não sabia ao certo quantas vezes “acionou o gatilho”.

“Não dá para contar quantas vezes acionei o gatilho. Mas não tive desvios de conduta, nunca matei ninguém. Não por erro”, disse rindo à revista. Ao ser questionado quantos matou, ele completou dizendo “devo ter o quê?! Uns 12, por aí. Mas dentro da legalidade. Em confronto policial. É sempre em confronto. Já fui alvejado também, patrulhando”, acrescentou Daniel Silveira .

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Registros policiais

No entanto, de acordo com um levantamento do G1 e da TV Globo, com base nos registros de ocorrência policial, o deputado não matou ninguém em confronto armado ao longo da carreira. Os documentos não mostram nenhum registro de auto resistência assinado por ele.

“Para ele ter atirado, tem que ter havido resistência de algum opositor. Se alguém atirou contra o policial, ele teria que ter feito um registro de ocorrência. Se não fez, oficialmente não existiu, ou ele prevaricou”, disse ao jornal um especialista em segurança pública.

Ainda segundo o levantamento, também não há registros oficiais de que o então soldado tenha disparado a arma uma vez sequer.

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POLÍTICA

STF arquiva denúncia contra Arthur Lira, que não será réu na Lava Jato

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Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou nesta terça-feira (2), uma denúncia contra o presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL) sobre suposto envolvimento em desvios de recursos na Petrobras, que era investigado pela Operação Lava Jato.

Lira, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outros dois deputados do Progressistas foram beneficiados em votação no Supremo . 3 ministros votaram a favor dos recursos da defesa, contra 2 votos pela continuação da investigação.

Votos pelo arquivamento da denúncia: 

  • Gilmar Mendes 
  • Ricardo Lewandowski
  • Kassio Nunes Marques

Votos a favor da denúncia:

  • Edson Fachin
  • Cármen Lúcia

A decisão do STF evita que o presidente da Câmara virasse réu. Contudo, ainda há outro inquérito no qual Lira irá ser julgado. O deputado é acusado de ter recebido R$ 106 mil em propina. 

Esta denúncia, recebida no ano passado, ainda precisa julgar o recurso da defesa, e ainda não tem data para ser realizada.

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Kassio Nunes, indicado por Bolsonaro , alegou que a denúncia contra os políticos foram feitas em base em outras investigações, que já foram arquivadas, para justificar seu voto:

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 “Essas investigações já foram arquivadas, rejeitadas ou sequer iniciadas, em virtude da fragilidade dos colaboradores e das provas produzidas. A denúncia se apoia basicamente nos depoimentos dos colaboradores premiados, sem indicar os indispensáveis elementos autônomos de colaboração que seriam necessários para verificação da viabilidade de acusação”.

Por outro lado, Cármen Lúcia , favorável ao recebimento da denúncia, alegou que o que mina a credibilidade do meio político é a corrupção, para justificar o voto:

“O que mina a credibilidade de instituições em uma democracia é exatamente a corrupção, que precisa ser combatida nos termos da lei, dentro da lei, sem nenhuma exorbitância ou exacerbação de quem quer que seja”, disse a ministra.

Os advogados de Arthur Lira e dos outros investigados divulgaram nota para comentar o arquivamento, e disseram que a delação premiada “só deve valer corroborada por provas”:

“Embora seja um importante instrumento de prova, só deve valer quando coerente e corroborada por provas. No caso, as declarações de Alberto Youssef, notório desafeto de Arthur Lira, eram contraditórias e inverídicas, e por isso não tinham condições de sustentar uma acusação”, afirmaram Pierpaolo Bottini e Marcio Palma.

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