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“Quem não reza a cartilha do Amoêdo, ele boicota”, diz Salles sobre Partido Novo

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

‘Quem não reza a cartilha do Amoêdo, ele boicota’, diz Salles sobre Partido Novo

Suspenso pela Comissão de Ética do Partido Novo , o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticou nesta sexta-feira (1º) o presidente da sigla, João Amoêdo, e o chamou de “dono do partido”. Em entrevista ao Programa Pânico , ao qual ele compareceu vestindo a camiseta laranja da sigla para mostrar “que é membro do Novo e defende as ideias do partido”, Salles afirmou que o diretório nacional do partido é um “mero validador” dos desejos de Amoêdo e que a decisão por sua suspensão foi “monocrática” e “imperial”.

“Quem não reza a cartilha do Amoêdo, ele boicota. Você tem um presidente do partido que deixa a presidência para ser candidato, não se elege e volta para a presidência do partido, que vai querer ser candidato de novo, que tem um diretório nacional que é só composto por pessoas que são ligadas a ele e que fazem tudo o que ele quer. Ou seja, o diretório nacional é um mero validador daquilo que ele quer”, declarou Salles. “Não gosto de fingimento, não gosto de falsidade”, acrescentou.

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O ministro também rebateu a declaração da deputada Júlia Lucy (Novo-DF) de que ele “deveria ter solicitado seu afastamento do partido no momento em que foi chamado para o governo Bolsonaro”. O ministro afirmou que o dispositivo partidário que dispõe sobre o afastamento do filiado enquanto ocupar cargo público sem relação com a legenda foi criado após a sua nomeação, “justamente por conveniência.

“Tem ali uma esquerdização meio esquisita de algumas posições que são mero descontentamento pessoal. Estão forçando a barra para justificar a decisão monocrática e imperial que vem da direção do partido. Todo mundo que tem um pouco de opinião própria e brilho próprio vai sendo escanteado, porque ninguém pode brilhar mais que o sol”, disse.

Para a suspensão do ministro do Meio Ambiente , o Novo alegou que o estatuto prevê que a medida pode ser tomada em caráter liminar, antes mesmo do fim da análise do processo interno, em caso de “risco de dano grave e de difícil reparação à imagem e reputação” da sigla. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira em e-mail enviado aos filiados.

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A suspensão da filiação de Salles foi pedida em agosto por três integrantes da legenda no Rio: o deputado estadual Chicão Bulhões, o ex-candidato ao governo do Rio Marcelo Trindade e o ex-candidato a deputado federal Ricardo Rangel.

“Anote-se que o ministro Ricardo Salles tem atuado com grande convicção na adoção de condutas divergentes com os programas do Partido Novo no tema ambiental, demitindo profissionais qualificados, desdenhando de dados científicos e revogando políticas públicas sem qualquer debate prévio, aprofundado e responsável, reduzindo a capacidade de interlocução do país com seus pares internacionais e atuando com absoluta irresponsabilidade. Isto, por si só, já constituiu violação dos princípios e valores do Partido Novo, que prega a atuação profissionalizada, e não politicamente motivada, dos agentes públicos”, diz a representação.

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Queiroga deve ser o primeiro ouvido pela CPI da Covid, diz senador

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Senador Humberto Costa (PT-PE)
Agência Brasil

Senador Humberto Costa (PT-PE)

Humberto Costa (PT-PE), um dos senadores indicados para compor a CPI da Covid, disse em entrevista à CNN Brasil que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve ser o primeiro convidado a prestar esclarecimentos sobre as ações do governo federal durante a pandemia. 

Segundo o senador da oposição, a escolha pelo atual titular da Saúde se dá pelo motivo de que a CPI, em um primeiro momento, deve buscar respostas sobre as medidas de combate à Covid-19 que devem ser adotadas imediatamente.

“Acho que o primeiro convidado deve ser o próprio ministro da Saúde, para que ele possa nos dizer o que o governo pretende fazer daqui para frente para o controle da pandemia, como eles estão enfrentando e procurando resolver os problemas emergenciais, como a escassez de vacinas, como a crise de abastecimento de medicamentos para procedimentos complexos como as entubações. A CPI tem que exercer o papel de investigar, mas também exercer o papel para que o governo cumpra a sua missão, e nós vamos cobrar”, afirmou o senador, que foi ministro da Saúde por pouco mais de dois anos durante o primeiro mandato do governo Lula.

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O senador disse que a CPI deve começar o “mais urgente possível” e que a agilidade para o início dos trabalhos deveria ser um interesse também do governo federal, já que a investigação pode se alongar até próximo das eleições de 2022.

“Defendo que a CPI comece de imediato, temos que apresentar a proposta de um funcionamento misto, ouvir pessoas, fazer reuniões onde tenhamos um debate mais conceitual, ouvindo cientistas e professores, pode ser feito de forma remota. As audiências onde vamos escutar testemunhas e debater quebra de sigilos ou acesso a documentos sigilosos, essa podemos fazer de modo presencial ou semi presencial, um pouco mais para frente, dentro de 1 mês e meio, quando melhorar a situação da pandemia”, afirmou Costa. 

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