conecte-se conosco


POLÍTICA

PSDB frustra plano de Doria e mantém Bruno Araújo na presidência do partido

Publicado

source
João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo

Em mais um revés para o governador de São Paulo, João Doria, a executiva nacional do PSDB aprovou nesta sexta-feira a permanência do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, no posto por pelo menos mais um ano. Doria também desejava o posto, segundo aliados. A decisão foi referendada numa reunião virtual.

A prorrogação do mandato de Araújo foi colocada à mesa após o grupo político de Doria aventar a possibilidade de assumir o comando do partido, postular sua candidatura a presidente em 2022 e afastar o deputado mineiro Aécio Neves, um antigo desafeto.

Você viu?

O movimento do governador de São Paulo deixou claro que ele está distante de obter apoio unânime no PSDB. A proposta de recondução de Araújo na chefia da sigla foi feita pelos diretórios regionais do partido —  inclusive com a chancela de São Paulo, na tentativa de acalmar os ânimos — , e teve o aval de parte da bancada federal e de todos os sete senadores da sigla.

Leia mais:  "Maior panelaço da quarentena" é marcado pela esquerda para 31 de março

A ofensiva de Doria aconteceu após uma crise atingir o PSDB desde a eleição da Câmara dos Deputados, na semana passada, quando parte da bancada contrariou o apoio formal do partido e votou em Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro. O movimento de Doria sofreu forte reação interna após o assunto vir à tona numa reunião na segunda-feira com alguns líderes da sigla, no Palácio dos Bandeirantes.

Além de ver o seu movimentado frustrado, Doria ainda viu surgir um contraponto à sua candidatura com uma ala adversária do partido que passou a incentivar Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, a entrar na disputa pelo posto de presidenciável.

Pelo menos 13 dos 31 deputados da bancada do PSDB e um senador foram almoçar com Leite nesta quinta-feira, em Porto Alegre, e pediram ao governador para que se coloque em campo como pré-candidato e passe a viajar outros estados. Leite aceitou o convite.

O nome de Leite costuma ser citado ao lado de Doria pelo presidente Fernando Henrique Cardoso como entre as candidaturas mais fortes do PSDB para 2022. Nesta quinta-feira, Doria se reuniu com o ex-presidente. Segundo aliados, o encontro foi uma tentativa de baixar a poeira, já que o ex-presidente costuma pregar unidade na sigla.

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA

Veja as críticas de Doria a Bolsonaro no dia que SP entrou na fase vermelha

Publicado

por

source
Governador chamou Bolsonaro de “negacionista”  e cita mansão do filho do presidente
Foto: Governo de SP

Governador chamou Bolsonaro de “negacionista” e cita mansão do filho do presidente


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante entrevista no Palácio dos Bandeirantes, na tarde desta quarta-feira (3), quando anunciou que todo o estado vai regredir para a fase vermelha do Plano São Paulo a partir deste sábado (6).

No início da entrevista coletiva, o tucano voltou a chamar Bolsonaro de “negacionista” e disse ainda que o momento da pandemia do novo coronavírus no Brasil é o mais grave.

“Há 41 dias, o Brasil tem mais de 1.000 mortes por dia. É como se 5 aviões caíssem todo dia matando todos seus ocupantes. Isso não é normal. Isso não é banal. Não é ‘gripezinha’. É uma tragédia que pode ser ainda pior se não tomarmos medidas. Não podemos banalizar a morte”, afirmou Doria.

“Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia desde o início, em fevereiro do ano passado. Essa é a triste realidade de um país comandando por um negacionista, que não tem Ministério da Saúde”, declarou o governador de São Paulo.

João Doria também culpou Bolsonaro pelas mortes na pandemia e chamou o presidente de “pária”. “A culpa é sua, por ser, além de incompetente, negacionista. O senhor é um pária no Brasil e um pária no mundo”, disse.

Leia mais:  Em nota, PSDB diz que soltura de Lula pode agravar intolerância

Você viu?

O governador lamentou os óbitos no Brasil e cobrou a defesa da vida e da ciência por parte do presidente do Brasil. “Muitos dos brasileiros que estão enterrados neste momento estão enterrados porque o senhor não teve capacidade de fazer aquilo que deveria fazer: liderar o Brasil contra a pandemia, defender a vida e a saúde dos brasileiros”, criticou Doria referindo-se ainda a Bolsonaro como o “mito da mentira, das inverdades, da incompetência, da displicência”.

Doria também fez referência à compra  de uma mansão em Brasília pelo filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). “Não disputo eleições para extrair vantagens pessoais, comprar imóveis, fazer ‘rachadinhas’ ou para proteger filhos. Fui eleito na decência e no respeito à democracia para proteger o que há de sagrado na Constituição e na vida. Enquanto for governador, vou me posicionar dessa maneira”, afirmou.

Leia mais:  Governo Bolsonaro critica ONU e diz que defende jornalistas e ativistas

Bolsonaro, após recorde de mortes por Covid-19: “Criaram pânico” Um dia depois de o país registrar novo recorde de mortes diárias causadas pela Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro falou a apoiadores sobre a pandemia. “Criaram pânico, né? O problema está aí, lamentamos. Mas você não pode entrar em pânico. Que nem a política, de novo, do fique em casa. O pessoal vai morrer de fome, de depressão?”, disse Bolsonaro. O vídeo com o diálogo foi divulgado em redes sociais.  “Para a mídia o vírus sou eu”, acrescentou o presidente.

Eleições em 2022

O tucano negou que as críticas direcionadas ao presidente visam às eleições presidenciais de 2022: “Não é hora de tratar de eleição, é hora de proteger vidas da nação. Isso que deve ser prioridade e isso que meus colegas governadores estão fazendo neste momento”.

“Não pauto a minha vida em popularidade ou necessidades eleitorais. Eu pauto a minha vida pela existência e pelo respeito às pessoas. Isso que me trouxe à vida pública. Não vivo as benesses do poder, não usufruo. A mim importa a credibilidade de alguém que, enquanto governador, lutou pela vida. Não tenho medo e ameaças que tenho recebidos nos últimos meses”, acrescentou Doria.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana