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PSDB e Cidadania aprovam apoio a Tebet, mas não definem vice

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Simone Tebet (MDB-MS)
Jefferson Rudy/Agência Senado

Simone Tebet (MDB-MS)


Nesta quarta-feira (27), o PSDB e o Cidadania realizaram a convenção que oficializou o apoio da federalização dos dois partidos para a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República. As duas siglas ainda vão definir quem será o vice da chapa.

Em maio, as agremiações se uniram em uma federação para tomar todas as decisões em conjunto. Na ocasião, João Doria (PSDB-SP) era o pré-candidato do grupo, abrindo mão da candidatura em junho . A aliança havia decidido apoiar o nome de Tebet como representante da coligação entre PSDB, Cidadania e MDB.

A convenção ocorreu em formato híbrido (virtual e presencial) na sede do partido tucano, em Brasília. A senadora participou de forma virtual, já que o MDB também realizava a convenção para aprovar a candidatura dela.

O nome de Simone foi aprovado por unanimidade, recebendo o apoio dos 19 representantes da federação PSDB-Cidadania. O grupo agora tenta fazer com que Tebet consiga rivalizar com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lideram as pesquisas de intenções de votos.

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“Simone Tebet é parte integrante desta luta histórica […] Ela ainda tem muito o que fazer”, afirmou Roberto Freire, presidente do Cidadania, ao defender a candidatura da senadora.

PSDB e Cidadania ainda procuram um vice

O PSDB e o Cidadania serão responsáveis por indicar o nome do vice. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é o preferido da federação, mas as duas siglas afirmam que ele precisa conversar com Simone Tebet para que a definição seja realizada.

Eliziane Gama (Cidadania-MA) também está na disputa para ocupar o cargo. “Nós estamos conversando com o senador Tasso e com lideranças do PSDB […] Vamos cumprir o prazo legal, mas vamos esperar da forma mais rápida possível, tendo consenso dentro da coligação e da federalização”, explicou Bruno Araújo, presidente do PSDB.

Tanto Freire quanto Araújo informaram na coletiva de imprensa que há outros políticos correndo por fora. “Não podemos falar apenas nos nomes mais cotados. Temos aí muitas alternativas que foram postas, que estão surgindo internamente dentro do partido”, comentou o líder dos tucanos. “Eu e o presidente Roberto Freire vamos afunilar essas alternativas”.


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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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