conecte-se conosco

CIÊNCIA E SAÚDE

Primeira morte em investigação por dengue de 2020 no Triângulo Mineiro é registrada em Iturama

Publicado

O Triângulo Mineiro registrou os primeiros casos de dengue com sinais de alerta e grave em 2020. A região tem ainda a primeira morte investigada por dengue em 2020. As informações são do Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (28) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

O primeiro óbito em investigação por dengue na região ocorreu em Iturama. O município também registrou o primeiro caso grave da doença no Triângulo em 2020. A cidade tem 18 casos prováveis de dengue, com incidência baixa, conforme o relatório da SES-MG.

G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Iturama, mas as ligações não foram atendidas. Segundo a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba, que gerencia Iturama, os casos são distintos, ou seja, a morte investigada não se refere ao paciente que teve registro de dengue grave.

A região tem três casos de dengue com sinais de alerta. Dois estão em Uberlândia e o outro em Uberaba. O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Uberlândia e aguarda retorno.

Já a prefeitura de Uberaba informou que, frente aos resultados do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2020, a Secretaria Municipal de Saúde segue com o Mutirão de Limpeza pelos bairros de Uberaba. A pasta também afirmou que já solicitou ao Estado a liberação e a aplicação de inseticida (fumacê).

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde de Uberaba, Robert Boaventura, apesar de ainda não aparecer no boletim da SES-MG, a cidade investiga um caso de morte suspeita por dengue. Ele esclareceu que, independente do resultado, os agentes de endemias da Zoonoses já fizeram o bloqueio na residência da paciente.

Sinais de alarme

Segundo a SES-MG, é classificado como dengue com sinais de alarme todo caso de dengue que, no período após a febre, apresenta um ou mais sinais de alarme, que são dor abdominal intensa e contínua, ou dor a palpação do abdômen; vômitos persistentes; acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico); sangramento de mucosas; letargia ou irritabilidade; hipotensão postural (lipotímia); hepatomegalia maior do que 2 cm; e aumento progressivo do hematócrito.

Leia mais:  Criança de 1 anos e 9 meses morre após engasgar com pirulito em MG

Incidência

As cidades das regiões Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste têm incidência silenciosa, baixa ou média, segundo o boletim da SES-MG. Os municípios que já registram incidência média são Carneirinho, Centralina, Grupiara, Ipiaçu, Monte Alegre de Minas, Pirajuba e Veríssimo.

Uberlândia

Uberlândia é a cidade com maior número de casos prováveis de dengue da região. São 196. São quase 80 novos casos, já que no último boletim o município estava com 119 casos da doença. Apesar disso, a incidência é considerada baixa.

Uberaba

Já Uberaba, com 97 casos prováveis, tem a terceira maior quantidade da área. São 75 novos casos no município, que apresentava 22 casos no último boletim divulgada. A cidade também está com incidência baixa.

Ituiutaba

Ituiutaba apresenta 41 casos prováveis de dengue. São 34 novos registros, já que a cidade tinha sete casos na última semana. A incidência da doença é baixa.

Patos de Minas

A cidade do Alto Paranaíba é a segundo com maior casos prováveis da doença entre as regiões: 112. São 14 casos novos em relação ao último boletim, quando Patos de Minas registrou 98 casos. O município também apresenta incidência baixa de dengue.

Araxá

Em Araxá, no Alto Paranaíba, há 15 casos prováveis de dengue, três novos em relação à última semana. A cidade está com incidência baixa da doença.

Paracatu

O município do Noroeste de Minas registou 12 casos prováveis de dengue a incidência é baixa. Na última semana, a cidade não tinha nenhum caso e a incidência era silenciosa.

Leia mais:  REPRESENTANTES 74ª SUBSEÇÃO DA OAB E DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE ITURAMA PARTICIPAM DE AUDIÊNCIA PARA REIVINDICAR INSTALAÇÃO DE MAIS DUAS VARAS NA COMARCA

Óbitos por dengue

Em 2020, nenhuma morte por dengue foi confirmada no Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de MG. Já ao logo do ano passado, 17 cidades tiveram óbitos pela doença confirmados, totalizando 56 ocorrências.

As cidades são: Uberlândia (21), Patos de Minas (6), João Pinheiro (6), Uberaba (2), Araguari (3), Patrocínio (3), Frutal (2), São Gotardo (2), Vazante (2), Estrela do Sul (1), Ibiá (1), Ituiutaba (1), Monte Carmelo (1), Rio Paranaíba (1), Sacramento (1), Tupaciguara (1), Carneirinho (1) e Paracatu (1).

Minas Gerais

Até o momento, os dados da SES-MG indicam que Minas Gerais tem 4671 casos prováveis de dengue em 2020. No estado, neste ano, há quatro óbitos por dengue em investigação: um em Iturama, no Triângulo Mineiro; um em Campo Belo, no Sul de Minas; um em Além Paraíba, na Zona da Mata; e um em Medina, no Vale do Jequitinhonha. Nenhuma morte foi registrada neste ano em MG.

Chikungunya e zika

Sobre a Febre Chikungunya, foram registrados no estado 82 casos prováveis de chikungunya em 2020, sendo um caso em gestante. No ano passado, 2.823 casos prováveis de chikungunya foram registrados e houve um óbito pela doença em Patos de Minas.

Com relação à Zika, neste ano, registrados 34 casos, sendo três em gestantes. Em 2019, foram 705 casos prováveis, sendo 163 em gestantes.

Por: G1

Comentários Facebook
publicidade

CIÊNCIA E SAÚDE

Está tomando remédio e vai consumir álcool no carnaval? Veja possíveis efeitos da mistura

Publicado

Álcool e carnaval têm uma relação próxima e de longa data. Nem sempre com consequências positivas, ainda mais para quem está tomando alguma medicação. A interação entre bebidas alcoólicas com remédios, e também com substâncias estimulantes como cafeína e energéticos, pode produzir diversos efeitos nocivos no organismo, que vão de vômitos à intoxicação.

No caso dos medicamentos, o psiquiatra e presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), Arthur Guerra de Andrade, explica que “o álcool dificulta o efeito da medicação”, enquanto que “o medicamento acentua os efeitos da bebida alcoólica, podendo causar intoxicação com uma quantidade menor de álcool.”

Entre os efeitos adversos ocasionados da mistura de remédios com bebida alcoólica, o mais grave é conhecido como “efeito antabuse”, que pode causar até a morte. Consumir álcool durante um tratamento com antibióticos é um dos exemplos que pode causar esse efeito.

O “efeito antabuse” causa:

  • Náusea e vômito
  • Palpitação
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Hipotensão (pressão baixa)
  • Dificuldade respiratória
  • Morte

Tais misturas ficam mais perigosas durante o carnaval, quando o consumo de álcool costuma ser mais abusivo.

Leia mais:  Esquenta Carnaval de Limeira do Oeste começa hoje

Mesmo quando se trata de medicamentos que não precisam de prescrição médica, o psiquiatra alerta que não há mistura segura. “Alguns medicamentos, incluindo muitos analgésicos populares e remédios para tosse, resfriado e alergia, contêm mais de um ingrediente que pode reagir com o álcool.”

Para não estragar o seu carnaval, saiba quais são as combinações mais comuns entre álcool e remédio/substâncias estimulantes e seus possíveis efeitos:

1- Bebida energética

“A cafeína [presente no energético] aumenta a euforia causada pela bebida alcoólica e reduz a sensação de embriaguez, fazendo a pessoa sentir e pensar que está menos alcoolizada do que está. Desse modo, a pessoa tende a beber além do seu limite. Além disso, a cafeína e o álcool são ambos diuréticos, aumentando a vontade de urinar e levando à desidratação”, alerta Andrade.

2- Cafeína

Além dos efeitos descritos acima, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF–SP) explica que a cafeína pode piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte. Vale lembrar que a substância está presente não somente em energéticos, mas também em alguns tipos de refrigerantes, no chocolate e no café.

3- Anticoncepcional

Leia mais:  Criança de 1 anos e 9 meses morre após engasgar com pirulito em MG

O álcool pode diminuir o efeito do anticoncepcional? Segundo Andrade, “a perda da eficácia está mais relacionada ao esquecimento e atraso na hora de tomar a medicação.”

4- Antialérgicos

Segundo o CRF–SP, misturar bebida alcoólica com antialérgicos aumenta o efeito sedativo e pode causar tonturas, sonolência, dificuldade de concentração e desequilíbrio.

5- Antidepressivos

Andrade explica que existem diferentes tipos de antidepressivos que podem reagir de diversas maneiras com o álcool. De modo geral, contudo, não é seguro misturar antidepressivos com bebida alcoólica porque “pode aumentar as reações adversas do medicamento e diminuir a sua eficácia.”

6- Ansiolíticos

Misturar álcool e ansiolíticos pode causar diversos efeitos, sendo os mais frequentes o efeito sedativo, a insuficiência respiratória e o risco de coma. Além disso, “as chances de desenvolver dependência do medicamento aumentam quando há o consumo de álcool”, complementa o psiquiatra.

7- Antibióticos

Alguns tipos de antibióticos, segundo o CRF – SP, pode causar o efeito antabuse. De acordo com o Conselho, a atenção deve ser redobra quando há tratamento com eritromicina (que atua em infecções do trato respiratório), rifampicina (tuberculose e hanseníase), nitrofurantoína (infecção urinária).

8- Anticonvulsivantes

De acordo com o CRF–SP, há risco de intoxicação e de diminuição na eficácia contra as crises de epilepsia.

Por: G1

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana