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Por Zema, PL pode deixar Bolsonaro sem palanque em MG

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Governador de Minas Gerais, Romeu Zema
Agência Brasil

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema

Sob pressão do diretório de Minas Gerais para apoiar a reeleição do atual governador, Romeu Zema (Novo) , o PL adiou a decisão de lançar o senador Carlos Viana (MG) na disputa estadual, o que pode deixar o presidente Jair Bolsonaro (PL) sem um palanque no segundo maior colégio eleitoral do país. A campanha do presidente aposta na candidatura do parlamentar após tentativas frustradas de conseguir o apoio do governador mineiro.

Viana seria confirmado como candidato na disputa na semana passada, durante convenção estadual da sigla. Em uma última tentativa de se aproximar de Zema, o diretório local do PL decidiu adiar o anúncio e delegou à Executiva nacional, comandada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, a decisão se mantém ou não o parlamentar na disputa ao Palácio Tiradentes.

Dois motivos serviram como base para a decisão do PL mineiro. Primeiro é que Viana ainda não conseguiu atrair nenhuma outra sigla para sua candidatura, embora converse com siglas do Centrão e aliadas de Bolsonaro, como Republicanos, PTB e PSC. Sem coligação, correligionários do senador acreditam que dificilmente ele conseguiria crescer nas pesquisas e ajudar na campanha do presidente no estado. Hoje, Viana aparece em terceiro lugar nas intenções de voto, com apenas 4% de acordo com o último  Datafolha — 17 pontos percentuais atrás do segundo colocado nas sondagens, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), com 21%. Já Zema, por sua vez, lidera com 48%.

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O segundo motivo é que os deputados federais e estaduais do PL em Minas são aliados do governador e não escondem a preferência por manter a sigla na alçada de Zema em vez de uma candidatura própria. Além disso, acreditam que Viana, uma vez na disputa, dividiria os votos conservadores e evangélicos, o que poderia favorecer Kalil, candidato apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

“Hoje o partido está dividido. Há uma grande parte que prefere o Zema, e outra que prefere Viana. Mas nós caminharemos de acordo com a preferência do presidente Bolsonaro”, disse ao GLOBO o vice-presidente do PL em Minas, deputado federal Lincoln Portela.

O deputado federal Domingos Sávio, tesoureiro do PL mineiro, ressalta que Zema ainda não escolheu quem será seu vice, o que deixa espaço para a vaga ser oferecida ao partido de Bolsonaro.

“Vamos ver se conseguimos ampliar as alianças em Minas”, afirmou Sávio.

O problema é que Zema tem evitado se vincular ao bolsonarismo, pois pesquisas internas do Novo já identificaram que a associação com o presidente puxa seu desempenho para baixo. As sondagens mostram que o governador conta, hoje, com o voto de eleitores de Lula, principal adversário de Bolsonaro na corrida presidencial. Um aceno direto ao titular do Planalto, na avaliação de aliados, poderia afugentar esse eleitorado. Apesar de terem participado de eventos juntos nos últimos meses, o mineiro evita fazer menções a Bolsonaro nas redes sociais e em seus discursos.

Coordenador da campanha de Zema, Mateus Simões, afirmou que a posição do governador será ficar longe da polarização nacional, sem estender mãos e palanque a Bolsonaro. Ele, no entanto, pondera que o PL segue na base do governo estadual.

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“A posição do Novo e do governador é fazer uma campanha fora da polarização”, afirma Simões, que completa: “Mas os deputados do PL fazem parte da base do governador em Minas.”

Simões afirma também que, apesar do desejo do PL mineiro, a vaga de vice na chapa do governador já foi oferecida ao jornalista Eduardo Costa, filiado ao Cidadania, que está hoje federado ao PSDB. Os tucanos, porém, já têm candidato ao governo do estado, o ex-deputado Marcus Pestana.

Em um encontro em Brasília no início de julho, Zema disse a Bolsonaro que não iria fazer campanha direta ao presidente e reafirmou que apoiará o candidato do Novo ao Planalto, Luiz Felipe D’Avila.

Sem um caminho para se aproximar de Zema, a expectativa é que a Executiva nacional do PL formalize Viana como candidato na disputa até o dia 5 de agosto, último dia do prazo das convenções partidárias.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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