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Planalto apaga foto de condenado no Mensalão durante posse de nova ministra

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Valdemar da Costa Neto participou da cerimônia de posse da deputada Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo
Marcos Corrêa/PR

Valdemar da Costa Neto participou da cerimônia de posse da deputada Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo

O Palácio do Planalto apagou uma foto em que o  presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, aparece sentado próximo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a cerimônia de posse da deputada Flávia Arruda (PL-DF) como nova ministra da Secretaria de Governo. Costa Neto é condenado no caso de Mensalão. As informações são do jornal Folha de S.Paulo .

De acordo com as informações que estavam disponíveis no histórico da imagem, ela foi feita às 11h16m42s desta terça-feira (6). A foto estava disponível no Flickr do Planalto ao menos até as 16h40m.

Já na noite desta terça-feira, no endereço que correspondia à foto, aparece a mensagem: “Parece que a foto ou o vídeo que você está procurando não existe mais”.

No álbum do governo no site de fotografias, há 81 imagens das transmissões de cargo realizadas pela manhã, nenhuma com Costa Neto, condenado em 2012 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema do mensalão. As únicas que ainda estão disponíveis estão com um enquadramento que não mostra o presidente nacional do PL.

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A foto removida mostrava Costa Neto, uma cadeira vazia, o vice-presidente  Hamilton Mourão (PRTB), o presidente  Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente da Câmara,  Arthur Lira (PP-AL), e o general Luiz Eduardo Ramos , que deixou a Secretaria de Governo e assumiu a Casa Civil.

Todos estavam sentados e de máscara, enquanto Flávia Arruda discursava, também de máscara, no púlpito.

Ao contrário do que costuma acontecer em posses e cerimônias do tipo, a desta terça-feira ocorreu a portas fechadas e sem transmissão ao vivo pela TV Brasil. Fotos e vídeos foram disponibilizadas à imprensa apenas no início da tarde.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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