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PGR recorre ao STF sobre decisão de Fachin que anula as condenações de Lula

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Ministro do STF, Edson Fachin
O Antagonista

Ministro do STF, Edson Fachin

A Procuradoria-Geral da República ( PGR ), recorreu da decisão de Edson Fachin , ministro do Supremo Tribunal Federal, que suspende as condenações do ex-presidente Lula. Caso era julgado pela Justiça do Paraná e com pedido da PGR, é solicitado que processo continue sendo administrado pela Justiça Federal do Paraná e que as condenações sejam mantidas. As informações foram apuradas pelo G1. 

Dessa maneira, caso deve ser levado e julgado pelo plenário do STF. Julgamento ainda não tem data e caberá a Fachin determinar se libera o processo para analise ou não. Luiz Fux, presidente do Supremo, declarou que dará agilidade a audiência.

Na segunda-feira (08), Fachin decidiu em anular todas as condenações de Luiz Inácio Lula da Silva, impostas pela Justiça Federal do Paraná ao petista na Operação Lava Jato . Por meio disso, Lula além de se tornar livre das condenações, passa a garantir seus direitos políticos e se tornar elegível novamente. Ministro designou caso para a Justiça Federal do Distrito Federal, que ficará responsável por analisar se é possível ou não aproveitar as provas do caso. 

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O ministro Fachin chegou a tal decisão após analisar a base que o STF teve em outros casos, vindos de diferentes partidos, que a Justiça de Curitiba não poderia julgar esse caso, pois já estava envolvida em outros desdobramentos do caso, como os desvios de recursos da Petrobras , situação principal da operação Lava Jato e tinham ligações também com outros órgãos da administração pública. 

Em documento de recurso, a PGR ressalta que o direito do STF em relação a decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba , é de que é preciso analisar todos os crimes cometidos, tanto aqueles diretamente ligados a Petrobras quanto os casos que são conectados de alguma forma. 

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“Ele aproveitou conversa para passar recado ao STF”, diz Kajuru sobre Bolsonaro

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Kajuru deve deixar o Cidadania e se filiar ao Podemos
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Kajuru deve deixar o Cidadania e se filiar ao Podemos

Responsável por gravar e divulgar uma conversa telefônica com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desencadeou nova crise institucional no governo, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou que deixou claro que o conteúdo seria divulgado. Segundo Kajuru, Bolsonaro “aproveitou a conversa para passar recado para o Supremo Tribunal Federal (STF)” e pedir o impeachment de ministros da Corte.

“Ele aproveitou o momento. É evidente. Deixei claro para ele que iria colocar o nosso papo no ar. Ele disse que não tinha nada para esconder. Ele queria que divulgasse. Ele só mudou de opinião porque alguém chegou nele e disse que tinha que sair dessa”, afirmou Kajuru em entrevista ao jornal O Globo .

Confira os principais trechos da entrevista:

Por que o senhor gravou o presidente?

No dia 1º de fevereiro, na eleição do Pacheco, eu subi na tribuna e falei que, pelo que convivi até agora no Senado nesses dois anos, tomei uma decisão, senhores e senhoras: toda conversa que eu tiver com político agora, vou gravar. Ou no meu telefone ou nessa caneta aqui que ganhei de presente. Estão avisados?

E o senhor gravou os seus colegas?

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Gravo conversa com todo mundo da política. O político me liga….Sabe por quê? Porque eu aprendi nos dois anos que eles falam uma coisa para você no telefone e, depois, vão na tribuna e apresentam um discurso diferente. Então, eu aprendi. Comigo, não. Não vou cair nessa, não. Comigo, se o cara for amanhã na tribuna e falar uma coisa diferente do que ele falou pra mim, vou mostrar a gravação. Porque eu avise. Ninguém me respondeu na tribuna. Ou seja, todo mundo ouviu calado que eu iria fazer isso.

Você viu?

Então, o senhor grava todas as conversas com os senadores?

Todas. E o presidente da República sabia disso.

Quem o senhor já gravou?

Todos que conversaram comigo, desde os bons aos ruins. O Pacheco já falou comigo. Conversa muito boa e tranquila. Foi quando pedi para ele me receber e receber o pedido de impeachment. Ele foi muito gentil. Gravei, porque poderia falar uma coisa diferentes depois.

Além do Pacheco, quem mais o senhor gravou?

Muitos. Um senador que é meu amigo, que brinca comigo, é o Álvaro Dias e sabe disso. Eliziane Gama. O Alessandro. Todos sabem. Depois que avisei que gravaria, diminuíram as ligações para mim, falei em fevereiro. Nos dois primeiros anos, eu recebia até 25 ligações de senadores por dia. Agora, recebo cinco por dia.

O presidente sabia disso?

É claro que ele sabia. Ele falou tudo aquilo sabendo que eu estava gravando. É evidente. Tanto é que ele quis aproveitar aquela conversa para fazer os desabafos dele. Ele aproveitou aquele momento. Foi uma conversa republicana, mas uma conversa que parecia para ele ser importantíssima. Tipo assim: estou conversando com um doido que vai vazar essa conversa. Ele aproveitou a conversa para passar recado para o STF, para pedir impeachment de ministro. Com certeza, ele fez isso. Ele aproveitou o momento. É evidente. Deixei claro para ele que iria colocar o nosso papo no ar. Ele disse que não tinha nada para esconder. Ele queria que divulgasse. Ele só mudou de opinião porque alguém chegou nele e disse que tinha que sair dessa.

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