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PF prende homem que ameaçou políticos de esquerda e ministros do STF

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Ivan Pinto, preso por ameaçar políticos de esquerda e ministros do STF
Reprodução: YouTube / @TVPapoRetoOficial

Ivan Pinto, preso por ameaçar políticos de esquerda e ministros do STF

A PF (Polícia Federal) prendeu temporariamente, nesta sexta-feira (22), em Belo Horizonte, um homem que fez ameaças e xingamentos a políticos de esquerda e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em um vídeo que circula nas redes sociais. A ordem de prisão contra Ivan Rejane Boa Pinto foi decretada na quarta-feira (20) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado também determinou busca e apreensão de armas, munições, computadores e dispositivos eletrônicos de Pinto e o bloqueio de suas páginas no Facebook, Twitter e YouTube.

O homem pode ser acusado pelos crimes de associação criminosa e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

“Eu vou dar um recado para a esquerda brasileira, principalmente para o Lula: ô desgraçado, põe o pé na rua, que nós vamos te mostrar o que nós vamos fazer com você”, diz. “Seu vagabundo do c…, picareta, filho da p…. Anda com segurança até o talo, que nós, da direita, vamos começar a caçar você.” 

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Na sequência, Pinto faz ameaças a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ao deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e aos ministros do STF Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Rosa Weber. “Sumam do Brasil. Nós vamos pendurar vocês de cabeça para baixo”, ameaça.

“Essa agenda mundial, gay, escrot*, de ideologia de gênero, não vai ser aplicada no Brasil. Nós, brasileiros, cidadãos de ‘bens’ (sic), não toleramos gente escr*ta como vocês”, completa. 

Ao final, o homem volta a ameaçar Lula e os ministros do STF: “Lula, sua batata está assando. Se eu te encontrar na rua, corre, que o bicho vai pegar para o seu lado. Vocês do STF, fica o recado, muito claro: sumam do país.”

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O vídeo que virou viral nas redes sociais é apenas um trecho de um vídeo maior, de 4 minutos, publicado na íntegra no canal TV Papo Reto, do qual Pinto é dono. Atualmente, o perfil conta com mais de 7,5 mil inscritos. O vídeo, por sua vez, tem mais de 30 mil visualizações.

Na decisão de Moraes, o ministro afirmou que a Constituição não permite a utilização da liberdade de expressão como “escudo protetivo para a prática de discursos de ódio, antidemocráticos, agressões, infrações penais e toda a sorte de atividades ilícitas. Ressaltou, ainda, que “manifestações, discursos de ódio e incitação à violência” visam corroer as estruturas do regime democrático e a estrutura do Estado de Direito.

“Liberdade de expressão não é liberdade de agressão! Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, das instituições e da dignidade e honra alheias. Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos”, escreveu.

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Fonte: IG Política

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Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

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Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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