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CIÊNCIA E SAÚDE

Pesquisadora da UFU desenvolve método para diagnosticar câncer de mama pelo sangue

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Linha de pesquisa é desenvolvida desde 2012 por bolsista de doutorado em genética e bioquímica. Estudo visa detectar doença com rapidez e processo menos invasivo.

Visando um diagnóstico mais rápido do câncer de mama e menos invasivo, uma pesquisadora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) estuda forma de detectar a doença pelo sangue.

A linha de estudo, que é feita de 2012, utiliza um processo chamado biópsia líquida. Conforme a bolsista de doutorado pela Capes no Programa de Pós-Graduação de Genética e Bioquímica, Alinne Tatiane Faria, no lugar do tradicional método, coleta-se um tubo de sangue das pacientes.

Esse material passa por uma centrífuga, que separa as partes, e um citômetro de fluxo, que as conta e classifica. Então, é identificada a presença ou ausência de células tumorais, assim como diferenciar o câncer de mama de um tumor benigno.

“É possível verificar em diversos momentos, em tempo real, se a terapia está sendo eficaz, se o diagnóstico realmente é câncer de mama. E também se está respondendo à quimioterapia”, explicou.

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A doutoranda também disse que a metástase é uma das principais causas da mortalidade pelo câncer de mama. Se o diagnóstico ocorrer mais rapidamente e for detectada a presença das células no sangue, pode diminuir a mortalidade e morbidade dos pacientes.

O projeto é feito no Laboratório de Nanobiotecnologia da UFU e orientado por Yara Cristina de Paiva Maia, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFU.

“Nosso maior objetivo é fazer a diferença na vida das mulheres que sofrem dessa doença e também ajudar a comunidade médica”, disse a orientadora.

Por G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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CIÊNCIA E SAÚDE

Covid-19: Uberlândia tem 18 novas mortes até 12h e quase 200 pacientes aguardando vaga em UTI

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Em entrevista à TV Integração nesta terça (2), o coordenador da rede de urgência, Clauber Lourenço, deu um panorama da situação de Uberlândia, das filas de espera por leitos, de questionamentos sobre as UAIs e as medidas adotados pelo Município para tentar minimizar a pandemia.

Nesta terça-feira (2), em entrevista à TV Integração, o coordenador da rede de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Clauber Lourenço, informou que até 12h a cidade já tinha mais 18 mortes por Covid-19, somando assim 1.106 óbitos pela doença. Ele também falou sobre a situação de leitos na cidade, bem como respondeu questionamentos envolvendo as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs).

Há imagens de uma profissional da saúde ajoelhada na porta da UAI Luizote orando, além de familiares de pacientes que se ajoelharam em frente à unidade pedindo pela melhora (foto acima). A UAI Luizote está com atendimento direcionado para pacientes com Covid-19 e está lotada.

O boletim divulgado pela Prefeitura nesta segunda-feira (1º) apresenta 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade. Após as redes pública e privada de saúde de Uberlândia não terem mais vagas em UTI, a Prefeitura divulgou ações para conseguir dar assistência aos pacientes. Entre elas estão 100 novos capacetes para oxigenação não invasiva e pedido de ajuda ao Estado e à União.

Além disso, a iniciativa “Juntos por Uberlândia”, criada por empresários, entidades e comunidade, lançou a campanha ‘Respira Uberlândia’ para arrecadar dinheiro e abrir novos leitos de UTI exclusivos para Covid-19.

Famíliares fazem oração para pacientes Covid-19 em frente a UAI Luizote em Uberlândia — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Espera por leitos

Conforme Clauber Lourenço, Uberlândia tem atualmente mais de 330 pessoas aguardando por uma vaga em hospitais da cidade. São 184 pacientes na fila de espera por um leito de UTI e 152 pessoas esperam por vagas em enfermaria. Além disso, dos que estão na fila esperando por uma UTI, 60 pacientes já estão intubados por causa da gravidade dos casos. Atualmente, 250 pessoas estão em UTIs de Uberlândia.

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Ele explicou que a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em Uberlândia atualmente está com três perfis de pacientes: os que já procuravam atendimento no SUS; os que têm convênio, mas os hospitais privados estão lotados e procuraram o SUS; e pacientes da região que estão procurando Uberlândia. “São casos de emergência e não podemos negar atendimento”, afirmou.

Lourenço ainda afirmou que esta segunda onda do coronavírus em Uberlândia e região piorou a situação dos leitos públicos nas unidades hospitalares da cidade.

“Esse momento é diferente. Na primeira onda, Uberlândia teve um número grande de casos que a nossa rede segurou com superlotação, mas sem esse estrapolamento. Agora, a região como um todo explodiu o número de casos. Todas as cidades estão tentando vagas fora, algumas tiveram que transferir pacientes para fora. E essas cidades buscam Uberlândia, que é a principal cidade da região. Então, além dos nossos casos, estamos sendo muito procurados por toda macrorregião, que também demanda leitos, inclusive de UTI.

UAIs

Além da espera por vagas de UTI e enfermaria para pacientes com Covid-19 em Uberlândia, os familiares ainda vivem a angústia da falta de informações.

A autônoma Vânia Regina Dias Gonzaga quer informações sobre o estado e evolução do quadro da irmã, internada na UAI Luizote desde a última quarta-feira (24) e que precisou ser intubada no sábado (27). “Quando você tem uma pessoa doente, você quer saber o estado que ela está. Se está melhorando, piorando. É muito angustiante. Enquanto ela estava consciente, ela me passava tudo que estava acontecendo”, disse.

Agora, a situação da paciente é repassada por celular. “Fala se está estável, grave, a pressão caindo, saturação baixa, usando respirador no máximo. Quando consegue falar com o médico, o que eu pergunto ele me responde. Mas o difícil é falar com eles“, explicou Vânia Gonzaga.

Segundo o Clauber Lourenço, em situações em que o paciente está intubado, os profissionais da unidade fazer chamadas de áudio com a família para passar informações. E, quando é possível, são realizadas chamadas de vídeo, até mesmo para falar com o paciente. Esse método foi primeiro adotado no Hospital Santa Catarina, depois no Hopsital Municipal e agora as UAI também realizam esse processo.

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“Tanto mensagens quanto boletins informatvos são enviados para o celular cadastrado do familiar. Se alguém não tem o contato cadastrado, por favor, cadastre o celular de apenas um familiar, que vai receber as notícias e repassar para o restante da família. Isso é fundamental”, explicou Lourenço.

Medidas adotadas pelo Município

Uberlândia está, pela segunda semana seguida, na fase rígida (vermelha) do Plano Municipal de Funcionamento das Atividades Econômicas (PFAE). Dentro das normas rigorosas do momento estão a restrição de funcionamento do comércio, “toque de recolher” e lei seca. Contudo, há questionamentos de que os horários reduzidos provocam aglomeração.

“Vamos lembrar o Reino Unido, que fez esse fechamento no início de janeiro e agora que está fazendo a reabertura. Eles conseguiram reduzir bastante significativamente o número [de casos e mortes] deles. O nosso número de casos ainda não diminuiu porque nós temos o ciclo do vírus. São pelo menos 14 dias pra gente ter uma avaliação mais concreta. Temos uma semana do último decreto. Não deu tempo ainda de ter um aporte de número significativo”, explicou Clauber Lourenço.

De acordo com ele, há a expectativa de que os números comecem a abaixar a partir da próxima semana.

Além disso, ele lembrou dos capacetes para oxigenação recebidos por doação de empresário e da busca do prefeito Odelmo Leão (PP) pela vacina conitra a Covid-19. “Desde o início, o prefeito assinou um termo com o Butantã e ele está buscando a vacina com outros contatos, e é um dos prefeitos a frente do consórcio nacional para a compra do imunizante. A intenção é comprar, além do que o Ministério da Saúde está disponibilizando”, afirmou Lourenço.

Por:  MG1 e G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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