conecte-se conosco


POLÍTICA

Pego de surpresa com julgamento, Nunes Marques estava com os pais com Covid-19

Publicado em

POLÍTICA

source
Ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi pego de surpresa com a decisão de última hora de Gilmar Mendes de colocar em pauta o julgamento do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele estava acompanhando os pais que estão com Covid-19 em São Paulo. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo .

Segundo Nunes Marques, seus filhos também tiveram que ficar isolados por causa da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Durante o julgamento desta terça-feira (9), o ministro pediu vista do caso , o que significa que ele quer mais tempo para fazer a sua análise. Aos colegas de Corte, Nunes Marques disse que nunca julgou esse caso.

“Preciso pedir vista para a analisar o conteúdo desse processo de extrema relevância e já adianto que não me causa nenhum constrangimento ouvir os votos dos demais”, afirmou.

Leia mais:  PCdoB vai usar nome fantasia em 2020 para evitar termo "comunista"

Ao ter ficado sabendo do julgamento de última hora, pessoas próximas ao ministro disseram que não seria simples elaborar um voto da importância da questão apresentada de um dia para o outro. O motivo principal seria a necessidade que ele tem dividir as atenções com a família.

A decisão de levar o processo a julgamento foi tomada pelo Gilmar Mendes na segunda-feira (8), depois que Fachin decidiu anular as condenações de Lula em Curitiba por avaliar que a 13ª Vara Federal seria incompetente para julgar o ex-presidente .

Ao contrário dos outros quatro ministros da 2ª Turma, que debatem o assunto há pelo menos um ano e já tinham seus votos prontos, Kassio Nunes teria que se debruçar sobre ele praticamente pela primeira vez.

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA

Congresso é “omisso” e “cúmplice” da atuação de Bolsonaro, dizem advogados

Publicados

em

Por

source
Advogados Kakay e Sheila de Carvalho falaram sobre a CPI da Covid-19 no Senado
Reprodução

Advogados Kakay e Sheila de Carvalho falaram sobre a CPI da Covid-19 no Senado

Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, e Sheila de Carvalho chamaram o Congresso Nacional de “omisso” e “cúmplice” das ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o combate à Covid-19 . As críticas foram feitas em conversa com iG nesta terça-feira (13) durante a live Em Cima do Fato , que discutiu a instauração da CPI da Covid-19 no Senado.

Ao falar sobre a tentativa de Bolsonaro de mudar objeto da CPI e de outros atos do presidente, como foi revelado em conversa entre ele e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Kakay afirmou que talvez seja esse o motivo pelo qual o Judiciário tenha sido muito acionado ultimamente. 

“Nesse caso da CPI, há uma previsão constitucional que a CPI é um direito da minoria. Quem foi bater às portas do STF foram os senadores. O STF não levantou de manhã e falou que ia abrir uma CPI, não é assim que funciona. Há omissão do Congresso Nacional porque estavam presentes os requisitos constitucionais das assinaturas mínimas e o objeto definido. O Congresso Nacional tem sido omisso, sim”, afirmou o advogado criminalista.

Leia mais:  Bolsonaro sobre decisão de Fachin: "Ótimo, chance de enterrar Lula de uma vez"

“Não existe vácuo de poder no Brasil. A partir do momento em que o Congresso Nacional não age, se alguém provocar o Judiciário, necessariamente o Supremo tem que agir”, completou.

Já para Sheila de Carvalho, o Congresso tem se comportado como cúmplice por conta da falta de medidas tomadas para evitar o aumento do número de mortes pela Covid-19.

Você viu?

Segundo a especialista, “a gente está vendo os crimes acontecendo, uma política de morte”, algo que, na avalição dele “não é natural”.

“A gente tem a responsabilidade sobre mais de 350 mil vidas perdidas que foram perdidas, estudos já demonstram, por conta de uma negligência da gestão dessa pandemia. Há estudos que mostram que 75% a 80% das vidas poderiam ter sido salvas se agente tivesse adotado políticas para a contenção da pandemia. Esse é o foco dessa CPI e ela deveria ter instaurada há muito mais tempo”, disse.

Ainda de acordo com Kakay, está sendo criada uma expectativa muito grande em relação ao órgão colegiado e que, nesse momento o foco maior deve ser o combate à pandemia.

“Ela é um instrumento poderosíssimo, mas nós temos que ter a consciência que ela demora, leva tempo para investigação, é necessário ampla defesa para o devido processo legal. A minha preocupação maior é que nós estamos no momento de 4 mil mortes diárias, nós temos um presidente absolutamente sádico que cultua a morte. Esse presidente tem feito cortinas de fumaça para tirar a atenção que tem que ser a única, que é o combate à pandemia”, afirmou.

Por conta disso, a visão de Sheila Carvalho é a de que falta vontade política para a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro. “Qualquer pessoa que pega a Lei do Impeachment para ler, fica claro a existência de crime de responsabilidade. Não precisa nem necessariamente ser jurista. Lendo a argumentação, fica evidente”, disse.

Comentários Facebook
Continue lendo

ITURAMA E REGIÃO

POLICIAL

POLÍTICA

ECONOMIA

Mais Lidas da Semana