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CIÊNCIA E SAÚDE

Para enfrentar pico da epidemia, Brasil precisa ter até 7 vezes mais testes de coronavírus do que o número atual, diz Ministério da Saúde

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O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse nesta terça-feira (24) que o Brasil precisa aumentar a capacidade de testagem diária dos atuais 6,7 mil testes para até 50 mil para “enfrentar o pico da epidemia”.

Para alcançar os números, a capacidade precisa ser ampliada em pouco mais de 7 vezes. Nesta tarde, o Ministério detalhou estratégias e parcerias para alcançar esse número. Uma das medidas anunciadas é a compra de 22,9 milhões de testes da Covid-19. Além disso, a pasta busca parcerias para processamento das amostras.

“”Para que a gente possa enfrentar o pico da epidemia, temos que ter a capacidade de produção de testes da ordem de 30 a 50 mil teste por dia. Esta é a escala que nós temos que chegar. (…) Nós vamos chegar nas próximas semanas o máximo possível (perto) desses valores, que são valores de referência. Lembrando que nós já temos instalado uma capacidade de 6,7 mil testes por dia”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

O secretário de Vigilância em Saúde ressaltou que o enfrentamento da pandemia é um esforço “hercúleo” e que todo o processo para ampliar a oferta de testes está “em produção”.

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22,9 milhões de testes previstos

De imediato, nesta terça-feira o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta de testes para profissionais das áreas de saúde e da segurança. Isso será possível com as primeiras entregas dentro do pacote previsto de 22,9 milhões de testes. O lote de testes tem dois tipos de exames: um é do tipo rápido, com resultado em minutos, e o outro depende de análise em laboratório, é o chamado teste RT-PCR.

Segundo o Secretário de Vigilância em Saúde, do tipo RT-PCR, foram comprados ou doados 14,9 milhões de testes, sendo 3 milhões adquiridos por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 1,3 milhão comprado de empresas privadas, 600 mil de doação da Petrobrás e 10 milhões, que ainda estão em negociação e deverão ser adquiridos no mercado nacional e internacional.

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Já no caso dos testes rápidos, 5 milhões foram doados pela Vale do Rio Doce e outros 3 milhões comprados por meio da Fiocruz. Eles serão utilizados entre os profissionais de saúde e segurança para garantir a segurança e proteção deles, além do retorno ao trabalho mais rápido em caso de suspeitas que antes exigiam isolamento.

Testes em casos leves

Ainda durante coletiva o Ministério da Saúde anunciou que está elaborando um novo protocolo que vai definir a testagem dos casos mais leves em postos volantes.

“A ideia é utilizar a estratégia para cidades com mais de 500 mil habitantes e pode ser uma ferramenta para conter surtos”, disse o MS.

“O Brasil deve ser um dos países que terá o maior número de casos, porque nós vamos testar muita gente. E a nossa letalidade vai ficar mais próxima do real. (…) Como a OMS orientou que nós devemos testar, assim estamos fazendo. Trabalhando duramente, apesar de termos considerado que poderíamos estar trabalhando com uma estratégia um pouco menos intensa”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Por: G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

Estação Espacial faz manobra para evitar colisão com restos de foguete

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A Estação Espacial Internacional (ISS) teve que fazer uma manobra nesta terça-feira (22) para evitar uma colisão com restos de um antigo foguete japonês, a terceira manobra deste tipo em 2020, informou a Nasa, que pediu mais recursos para monitorar o número crescente de objetos na órbita da Terra.

Os escombros teriam passado a 1,39 km da estação, segundo a Nasa, e a órbita da ISS foi elevada como medida de precaução. Uma cápsula de carga russa (Progress) atracada à ISS impulsionou a estação para cima acionando seus propulsores, durante dois minutos e meio, em operação monitorada pelas salas de controle russa e americana.

Segundo o astrônomo Jonathan McDowell, o objeto no caminho da ISS eram restos de um foguete japonês lançado em 2018 e que se desintegrou em 77 partes em fevereiro de 2019.

Os tripulantes da estação, dois russos e um americano, tiveram que permanecer temporariamente na parte russa da ISS, para poderem realizar uma evacuação urgente na cápsula Soyuz se fosse necessário.

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A ISS se desloca a 27.500 km/h, velocidade em que mesmo um pequeno objeto pode danificar gravemente ou até mesmo destruir um painel solar ou outro componente da estação.

A manobra realizada é periódica e deveria se tornar mais frequente, devido à contaminação crescente do entorno da Terra por restos de foguetes e satélites lançados por seis décadas e por milhares de fragmentos gerados por colisões acidentais ou deliberadas, como o envio, por exemplo, de mísseis antissatélite pela Índia, em 2019, e China, em 2007.

A estação teve que evitar restos deste tipo 25 vezes entre 1999 e 2018, segundo a Nasa.

“A ISS manobrou três vezes em 2020 para evitar escombros. Nas últimas duas semanas, houve três conjunções potenciais de alto risco. Os escombros estão piorando!”, tuitou o chefe da Nasa, Jim Bridenstine.

O administrador pediu US$ 15 milhões ao Congresso para que o Escritório de Comércio Espacial, um serviço civil, cuide da vigilância dos objetos espaciais e coordene as advertências às operadoras de satélites privados em caso de risco de colisão. Até o momento, uma unidade militar é responsável pela vigilância espacial.

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Por: G1.

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