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POLÍTICA

Oposição cita Marielle durante julgamento de Daniel Silveira; saiba por quê

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Deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) homenageou a ex-vereadora do Rio assassinada em 2018
Reprodução TV Câmara

Deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) homenageou a ex-vereadora do Rio assassinada em 2018

Durante a sessão na Câmara nesta sexta-feira (19) que decidiu por manter Daniel Silveira (PSL-RJ) preso , deputados fizeram referência à ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em 2018.

Entre as inúmeras polêmicas protagonizadas por Silveira durante sua breve carreira política, uma que reverbera até hoje ocorreu em outubro de 2018, durante o período eleitoral.

Acompanhado de Wilson Witzel , governador afastado do Rio, e do deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ), Daniel Silveira rasgou uma placa que homenageava Marielle durante comício.

Ivan Valente , vice-líder do PSOL na Câmara, citou a ex-vereadora ao informar o voto favorável à manutenção da prisão. 

Confira:

Talíria Petrone , líder do partido, vestiu uma camiseta com os dizeres “Quem mandou matar Marielle?”.

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Durante discurso no plenário, a deputada relembrou o vandalismo feito pelo parlamentar do PSL, e o criticou:

“Não é erro, não é equívoco. É parte da política de extermínio que os bolsonaristas defendem. O extermínio de direitos, da vida, da liberdade e da democracia. O que o senhor Daniel chama de equívoco é a política que matou Marielle Franco. É a política que extermina os jovens negros nas favelas e periferias brasileiras. Infelizmente, não é um discurso isolado”.

“Na calada da noite, eu repito, a Polícia Federal foi até a minha casa, como se buscassem um terrorista”, disse Daniel Silveira durante discurso de defesa, ao criticar a prisão em flagrante, e afirmou que sua mãe e suas filhas assistiram à detenção.

O deputado Fábio Trad (PSD-MS), todavia, rebateu a fala, e o questionou se ele pensou na família de Marielle Franco quando quebrou a placa que a homenageava:

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“O deputado, apelando para o tom emocional, muito provavelmente numa estratégia para sensibilizar os colegas, fala sobre a sua família. Mas aí eu lhe pergunto: será que o deputado pensou na família da Marielle Franco, quando ele quebra a placa? Será que o deputado pensou na família do cidadão Fachin, não do ministro, mas do cidadão que é pai, esposo? O deputado não pensou.” 

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POLÍTICA

Advogados tentam suspender decisão que afastou Flordelis do cargo de deputada

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Defesa tenta evitar a perda do mandato de deputada federal
Reprodução/Câmara dos Deputados

Defesa tenta evitar a perda do mandato de deputada federal



A defesa de Flordelis dos Santos de Souza entrou com recurso na 2aª Câmara Criminal do Rio, na tarde dessa terça-feira, contra decisão que determinou o afastamento da pastora do cargo de deputada federal . Os advogados solicitaram, ainda, que a determinação de afastamento seja suspensa até o julgamento do recurso. Flordelis é ré, acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Os advogados Anderson Rollemberg e Maurício Mayr entraram com um Recurso Especial, endereçado do Superior Tribunal de Justiça, no qual argumentam que a atribuição para afastar Flordelis do cargo deveria ser da Câmara dos Deputados, e não do Poder Judiciário. Eles ainda frisam que a parlamentar já responde a um processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina da câmara, que pode culminar com a perda de seu mandato.

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A petição foi apresentada à 2ª Câmara Criminal, que decidirá se o recurso satisfaz as condições necessárias para ser encaminhado ao STJ . Em seguida, o julgamento do mérito caberá ao tribunal superior.

A defesa também entrou, nessa terça-feira, com um Recurso Extraordinário que também deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. Esse recurso, no entanto, só será julgado após a decisão do STJ e caso o tribunal negue o pedido feito pelos advogados.

No último dia 23, os desembargadores da 2ª Camara Criminal do Rio decidiram afastar Flordelis de qualquer função pública, incluindo o cargo de deputada federal. O pedido foi feito pelo Ministério Público estadual do Rio, sob argumentação de que a parlamentar poderia interferir em seu julgamento no processo criminal na qual é acusada de ser mandante da morte do marido.

O desembargadores decidiram pelo afastamento até que Flordelis seja julgada no processo criminal respondido por ela na 3ª Vara Criminal de Niterói. O afastamento não poderá durar mais de um ano. Os magistrados ainda determinaram que a decisão seja submetida ao plenário da Câmara dos Deputados para que os parlamentares decidam se mantém a suspensão das funções públicas.

No dia seguinte ao julgamento, a Justiça do Rio notificou a Câmara dos Deputados sobre a decisão de afastamento, mas ainda não há previsão para que seja julgada a manutenção do afastamento de Flordelis .

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