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CIÊNCIA E SAÚDE

OMS vê potencial para que EUA se tornem novo epicentro de coronavírus

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (24) que está vendo “aceleração muito grande” em número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que representa potencial para o país se tornar o novo epicentro da epidemia, informou a agência Reuters.

Questionada sobre essa possibilidade, a porta-voz da OMS, Margaret Harris, disse aos repórteres: “Estamos vendo aceleração muito grande nos casos dos EUA. Então há potencial.”

Nesta segunda-feira (23), o diretor-geral da OMS alertou para o crescimento da pandemia no mundo.

“A pandemia está acelerando”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus”

Para comparar a velocidade que a pandemia ganhou nos últimos dias, a OMS informou que o número de casos de Covid-19 atingiu a marca de 100 mil em 67 dias – mas levou apenas 11 dias para dobrar e atingir 200 mil casos e outros quatro dias para chegar a 300 mil casos.

Por G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

‘Antes do vírus, o que preocupa é a fome’, diz líder indígena de Minas Gerais sobre pandemia

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“Somos um povo de costumes coletivos. Estamos fazendo todo esforço possível para que o primeiro caso não chegue. Se chegar, será um extermínio”, disse a doutora em antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e líder indígena, Célia Xakriabá.

Ela cobra políticas públicas destinadas às aldeias no combate à pandemia do novo coronavírus. Principalmente recursos para a sobrevivência dos povos.

“Antes do vírus, o que preocupa é a fome. Os povos que vivem no estado têm relação com a vida urbana. Com o comércio fechado e aldeias isoladas, muita gente está tendo problemas com alimentação”, disse Célia.

As plantações não são suficientes para abastecer toda a aldeia, segundo ela. Há cerca de 11 mil xacriabás em Minas Gerais. Grande parte do território fica na cidade de São João das Missões, no norte do estado.

Alerta dado aos índios Xakriabá sobre o novo coronavírus — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoalAlerta dado aos índios Xakriabá sobre o novo coronavírus — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

Alerta dado aos índios Xakriabá sobre o novo coronavírus — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

“É um desafio para aqueles que querem acessar mercadoria. Foi proibido a entrega de produtos na aldeia”, disse ela.

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A pandemia também afetou hábitos do povo Xakriabá.

“Quando venho aqui, a primeira coisa é ir na casa das minhas tias mais velhas. É difícil para os anciões entenderem este afastamento”, contou Célia que se divide entre a aldeia e a Belo Horizonte onde está concluindo o doutorado.

Célia Xakriabá é uma das lideranças indígenas em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoalCélia Xakriabá é uma das lideranças indígenas em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

Célia Xakriabá é uma das lideranças indígenas em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá/Arquivo pessoal

De acordo com ela, a costume que os índios sempre visitem a casa de seus vizinhos. Mas isso teve mudar por causa do novo coronavírus. “Meu avô de 80 anos mora com a gente. Ele caminha todo dia. Ia na casa dos outros e agora conversamos com ele. É um desafio não poder se movimentar”, disse.

Apenas equipes de saúde são permitidas dentro da aldeia. “Essa doença pode se alastrar muito rapidamente”, disse Célia.

O balanço divulgado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Minas Gerais/Espírito Santo (DSEI-MG/ES) nesta quarta-feira (1º) apontou um caso suspeito de covid-19 em uma das aldeias da região. Ainda não há informações sobre o local ou tribo atingida. No Amazonas, um caso em indígena de 20 anos foi confirmado.

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“Precisamos de uma política pública destinada aos povos indígenas. Compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), insumos, vacinação contra gripe. É urgente”, disse Célia.

Um plano emergencial tramita no Congresso Nacional, em Brasília. Ele determina medidas específicas de vigilância sanitária e epidemiológica para prevenção do contágio e da disseminação do novo coronavírus. Ainda prazo para que ele entre em votação.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que mantém diálogo com as lideranças indígenas e orientações de isolamento social estão sendo feitas. O órgão disse ainda que “efetuou o pagamento emergencial de 75% do custeio da Resolução SES-MG nº 6.894/2020 no valor de R$ 1. 154.395,18 para ações de enfrentamento à epidemia”.

“Por conta da nossa situação de vulnerabilidade, da invisibilidade e cegueira social, essa pandemia pode significar o nosso extermínio”, disse Célia.

Por: G1

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