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Ômar Souki – Por que persistir?

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Ao pensarmos em persistência, em geral contemplamos algo relacionado a uma tarefa, empreendimento ou missão. Vamos persistir até conseguir. Raramente pensamos em persistência com relação à própria vida, isto é, não desistir de viver. Apesar de tudo—dos desafios familiares, das crises financeiras, das doenças incuráveis, das mudanças políticas, dos acidentes de percurso, dos desastres naturais—continuar a viver.  Mas muitos estão jogando a toalha. Esta é uma questão urgente: Por quê tantos estão desistindo da luta?

Oitocentas mil pessoas se mataram em 2017 no mundo. A projeção para 2019 é que esse número salte para 1 milhão! A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta. Só no Brasil foram 13 mil casos em 2017, sendo que 30 por cento não são notificados. O centro de valorização da vida (CVV) no Brasil irá fechar o ano de 2019 com cerca de 3 milhões de atendimentos de pessoas que entraram em depressão. Isso representa um aumento de 17 por cento com relação ao ano anterior.

A pessoa se vê em situação complicada e não consegue enxergar uma saída. Fica deprimida e se isola. Se não receber apoio, a ideia do suicídio se avoluma. A maioria das pessoas que se suicidam apresentam sintomas de depressão, que podem se originar devido a problemas financeiros, estresse social, crises familiares, perdas pessoais, abuso sexual, consumo de drogas, dor física (e ou emocional) e acontecimentos desastrosos (tais como guerras ou desastres naturais).

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Uma pesquisa realizada pela professora Jane Fruehwirth, da Universidade da Carolina do Norte, mostrou que um aumento na religiosidade de jovens diminui o risco de depressão. Observou que os efeitos da atividade religiosa são maiores para os indivíduos que apresentam os sintomas mais graves de depressão—os mais difíceis de tratar. Afirma que “há crescente corpo de evidências apoiando uma associação positiva entre religião e saúde mental”.

Para a psicóloga Judith Dipp, “a espiritualidade é uma dimensão estruturante da vida humana que precisa ser trabalhada desde a infância. A criança que cresce em sua dimensão espiritual, através de uma religião, de uma crença ou da fé em algo que a transcende, certamente terá uma vida mais repleta de sentido e mais consistente, o que pode lhe dar subsídios para enfrentar as crises de identidade e os vazios existenciais da adolescência”.  O padre Waldir Zanon Jr., de Curitiba, relata que já lidou com casos de jovens que superaram tendências suicidas pela fé: “Já atendi jovens que pensaram no suicídio… Com a experiência da fé, conseguiram realcançar o sentido da vida a partir da esperança de superar o problema pelo qual passavam”.

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Um vídeo recente mostra o caso de Annelise Schulz, engenheira de software, de Brasília DF, que pensou em suicidar-se por três vezes e foi salva pela mãe. Eram períodos em que estava deprimida, sentindo profunda angústia. Relata que—apesar de saber que se matar não era a coisa certa—não via outra saída para o mal que lhe acometia. Sentia dificuldade em externar sua dor para os outros. Diz que, felizmente, todas as três vezes conseguiu lutar contra aquele desejo de morte e pedir socorro à mãe que a acolheu e buscou ajuda médica.

Resultados de pesquisas e relatos de experiências mostram que, quando a pessoa encontra um sentido para a vida, ela consegue encarar os desafios do dia-a-dia. Esse sentido é muitas vezes encontrado no apoio de uma pessoa ou no aprofundamento espiritual. Portanto, a persistência neste campo de batalha chamado vida vai depender dos companheiros de viagem e de nossa conexão com Alguém que é maior que nós: o Criador!

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Ômar Souki: Onde encontrar motivação?

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O despertador toca e você se vira na cama com muito sono ainda para ser dormido. Será que posso ficar mais aqui? Eu adoraria, mas tenho que ir. Com enorme desânimo sai da cama se perguntando: onde encontrar motivação para a vida?

Sim, a natureza já está alegremente desperta. Apesar da chuva, os pássaros se motivaram para cantar a glória de um novo dia. Também as crianças já foram saltitantes rumo a escola. Será por que somente os adultos não acham ânimo em suas manhãs?

Uma das prováveis razões é porque deitamos tarde. Temos muito que fazer e nossos dias estão cada vez mais curtos. Não dá tempo para nada, todos reclamam. As tarefas se acumulam e é preciso usar parte da noite para dar conta dos compromissos assumidos. As cobranças se amontoam sobre nossas costas: é a família exigindo atenção, o chefe querendo mais produtividade, o curso de pós graduação pedindo a conclusão dos trabalhos, os livros que clamam para ser lidos, etc. Sonhamos com as férias de fim-de-ano, mas depois de um breve descanso, tudo volta ao normal, isto é, à mesma correria de sempre.

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É justamente esse fazer desenfreado que nos rouba as energias e detona com o nosso ânimo. Sim, o fazer é necessário, mas não é tudo. Precisamos parar com freqüência. Isso não nos foi ensinado nem na escola, nem em casa. É importante encontrar tempo para nós mesmos e para o Reino que existe em nós.

Mais do que nunca precisamos seguir o conselho de Jesus de Nazaré: “Busquem em primeiro lugar o Reino dos Céus e tudo o mais lhes virá por acréscimo”. Essa foi a sugestão que Ele deu aos seus apóstolos quando eles se encontravam assoberbados de tarefas. Eles não entenderam e lhe perguntaram onde é que ficava esse lugar. E o Divino Mestre esclareceu: “o Reino dos Céus se encontra dentro de vocês”.

Como entrar dentro de nós mesmos? O barulho em nossas cabeças é infernal. Os pensamentos se revezam. Frequentemente nos culpamos pelas coisas que não conseguimos fazer ou que fizemos pela metade. Vivemos na expectativa de sermos punidos. A vida transcorre entre as acusações e culpas do passado e o medo dos castigos que nos aguardam no futuro. Um lugar pouco visitado é o presente. Paramos pouco no agora. Mas é de fundamental importância para a nossa sanidade e para o aumento de nossa motivação.

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Buscar o presente é a nossa principal responsabilidade. Mesmo que os pensamentos o instiguem a viver ou no passado ou no futuro, respire fundo e busque se inserir no agora. Procure um lugar tranqüilo onde possa permanecer em quietude por, pelo menos quinze minutos. Faça isso pela manhã, antes de começar o dia, e à noite, antes de adormecer.  Em vez de sair correndo e fazendo as coisas sem preparação, pare. Reflita antes de cada tarefa e considere sua atividade como uma oração de louvor ao Criador. Faça tudo para a maior glória Daquele que tudo pode. Pois, acredite, Ele, somente Ele, poderá aumentar o seu ânimo, o seu entusiasmo, o seu otimismo e a sua fé para seguir em frente, apesar dos pesares.

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