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Ômar Souki: Limão em limonada

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“Me dê a pior região para trabalhar. Aquela que nenhum vendedor quer”, disse Bill Porter ao gerente de vendas. Era um pedido inusitado, mas fazia sentido. Porter tinha acabado de ser rejeitado para o emprego de vendedor. A justificativa do gerente foi de que Bill jamais poderia ter sucesso, pois era aleijado. De fato, ele tinha limitações físicas. Sua boca se contorcia quando falava. O braço direito não se movimentava e, devido a um defeito na perna, tinha dificuldade para andar. Como poderia ser vendedor? Mais ainda, estava pedindo para atuar em um subúrbio indesejado.

O gerente reconsiderou a decisão. Já que ninguém queria, não custava oferecer para Porter essa oportunidade. A empresa não teria nada a perder. O filme Door to door  (Porta a porta), baseado em história verídica, conta o caso de um vendedor aleijado que consegue vencer a adversidade: fez do limão uma limonada. Não foi fácil, mas duas palavras empurravam Porter. Faziam com que ele jamais parasse de bater de porta em porta:

paciência e persistência.

A primeira pessoa que abriu a porta pensou que Bill trabalhava para uma instituição de caridade, disse que não ia contribuir e bateu a porta em sua cara. As rejeições se sucederam. Uma mulher escutou a apresentação com aparente piedade, enquanto alisava seu gatinho de estimação. Esperou Bill falar tudo que sabia sobre seus produtos de limpeza. Mas quando ele pensou que já tinha fechado a venda, ela se levantou, pegou sua bolsa, tirou algum dinheiro e disse: “Eu não vou comprar, mas desejo ajudar você, tome este dinheiro”.

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Bill ficou indignado, pois isso era comum, apesar dele andar sempre bem vestido. Devido à sua dificuldade de expressão e às suas limitações físicas, as pessoas achavam que ele estava mendigando. Depois de andar muito—e caminhar não era fácil devido ao aleijão na perna—Porter  estava prestes a desistir. Sentou-se em um banco de jardim, tirou da maleta um sanduíche preparado pela mãe e emocionou-se. De um lado estava escrito, com ketchup: paciência. Do outro: persistência. Duas simples palavras que fizeram uma enorme diferença. Adquiriu ânimo novo.

Em vez de desistir, andou mais 16 quilômetros, oferecendo seus produtos aqui e ali, até que, finalmente, fez sua primeira venda. De fato, a cliente precisou ter incrível paciência, pois Porter não conseguia nem mesmo preencher o pedido. Pediu a ela que o fizesse e ela colaborou, pois tinha gostado do jeito dele, de sua boa vontade, de sua dedicação. Assim, então, começou uma carreira que culminou com o prêmio de melhor vendedor do ano. Ao receber o galardão, Bill disse que o oferecia a seus pais já falecidos. Do pai, que era também vendedor, tinha herdado o gosto pela venda e, com a mãe tinha, realmente, aprendido a vender. Ela havia incutido nele as duas palavras que o empurraram rumo à vitória—à conquista do impossível:

paciência e persistência. 

Posso repetir essas palavras mais e mais vezes e nunca será demais, pois elas resumem o que precisamos para atingir o sucesso, não só em vendas, mas em qualquer campo de atuação. Não conheço nenhuma pessoa vitoriosa que não tenha—durante o tempo de vacas magras—pautado suas atitudes e ações pela constância e pela serenidade de espírito.

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Paciência é dar a Deus o tempo de que Ele precisa para realizar o impossível. Quando largamos o trapézio da segurança e—como um artista de circo—nos lançamos rumo ao  que ainda não chegou, precisamos ter fé. Além de confiar é preciso saber esperar—às vezes muito—até que aquele outro trapézio chegue. O vazio, o tempo que permanecemos no vácuo que separa o conhecido do desconhecido, pode nos levar ao desespero. Mas é preciso esperar confiantemente e manter-se em movimento.

Persistência é a qualidade de continuar firme frente ao infortúnio, frente às montanhas de empecilhos que parecem brotar de toda parte. “Mesmo que a adversidade bata à minha porta, a decisão de abri-la é minha”, dizia Beethoven. No fim da vida, mesmo tendo ficado surdo não se dobrou frente às severas chicotadas do destino. Perseverou–continuou com tenacidade suprema escrevendo página após página da mais divina música que jorrava sem cessar de seu iluminado coração.

Tanto Porter quanto Beethoven, cada um com a sua arte, nos ensinam que por pior, por mais duros, que sejam os golpes da adversidade, jamais devemos esmorecer. Enfim, quando você estiver para desanimar—quando achar que a caminhada se faz impossível, lembre-se daquelas duas palavras mágicas, capazes de fazer do mais azedo dos limões, uma deliciosa limonada:

paciência e persistência!

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Aprendendo inglês: por onde começar?

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O inglês é a língua mais ensinada e a mais usada no mundo dos negócios. Idioma oficial de dez países, a língua inglesa é falada por 450 milhões de pessoas como língua principal e por 750 milhões como língua estrangeira.

Por isso, sempre é tempo de estudar ou voltar a estudar a língua inglesa. Quanto mais tarde deixamos para aprender um segundo idioma, mais difícil poderá ser. Por vezes, as questões psicológicas e emocionais falam mais alto. Os adultos criam um bloqueio que os impede de participar integralmente da aula; têm vergonha de errar, se preocupam demais em buscar um sentido lógico no idioma e em comparar a nova língua com o português. Essa sequência de situações faz com que o processo de aprendizagem, na maioria das vezes, se apresente de forma mais demorada em relação, por exemplo, a crianças e adolescentes.

O primeiro passo, além da motivação e vontade de realmente querer aprender um segundo idioma, é quebrar paradigmas. O adulto acredita que ele não aprende depois de mais velho, o que não é verdade. Entretanto, é preciso fazer mudanças no método tradicional para que o cérebro dos adultos possa se adaptar à nova língua mais naturalmente. Isso envolve mudanças nos livros didáticos, preparação de aulas mais dinâmicas e personalizadas, além de professores mais bem preparados para atender às especificidades desse público.

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Apesar de hoje no Brasil apenas 5% da população se comunicar em inglês e, desses, apenas 1% ser realmente fluente, é consenso a importância de se falar uma segunda língua. Profissionalmente, os salários são mais atrativos. Saber se comunicar em um segundo idioma pode, ainda, abrir portas para vagas de emprego em outros países ou mesmo garantir a oportunidade de aprimorar a carreira com cursos de especialização fora do Brasil. A importância do inglês para a carreira também está relacionada aos estudos. Com a internet, é possível ter acesso a conteúdo de diversas partes do mundo, o que permite aprofundar o conhecimento em determinada área utilizando como fontes pesquisas, livros, cursos e palestras em outros idiomas. Para além do lado profissional, conhecer uma nova língua exige que sua mente seja ágil e exercite muitas habilidades cognitivas. Por isso, a memória sai ganhando, e o que quer que a pessoa aprenda enquanto explora novos idiomas é melhor retido em seu cérebro. Do ponto de vista social, as pessoas se tornam mais comunicativas, melhores ouvintes, mais confiantes e criativas. A conclusão é fácil: aprender um novo idioma é importante em todos os sentidos, e o inglês é a língua que prevalece na comunidade científica, no cinema, no turismo etc.  Fica aqui o convite para começar ou voltar a ter contato com esse idioma indispensável no seu dia a dia.

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Por: Vanessa Faria Firmino Garcia

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