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OMAD: versão extrema do jejum intermitente, dieta Uma Refeição por Dia pode oferecer riscos à saúde

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O jejum intermitente, que ganhou muitos adeptos nos últimos anos, agora tem uma versão em que as restrições são ainda maiores. Batizada de Uma Refeição por Dia (“One Meal a Day” ou OMAD), consiste em uma refeição ao dia, com apenas água ou algo com poucas calorias, como café, pelo restante do tempo (23 horas). Não há restrições ou especificações sobre o tipo de alimento que é ingerido.

O Exploding Topics, ferramenta que analisa tendências nas ferramentas de busca, observou um pico recente nas procuras pelo termo “OMAD”. Jack Dorsey, CEO do Twitter, segue um estilo de alimentação nesses moldes (22 horas de jejum) e chegou a tuitar a respeito (veja abaixo). O jejum intermitente, por sua vez, estipula 16 horas sem se alimentar em uma de suas formas mais comuns.

Mas uma dieta de 23 horas sem ingestão de calorias é arriscado para a saúde, afirmam profissionais da nutrição.

Para Elisabeth Chiari, diretora do Conselho Federal de Nutricionistas, os diferentes tipos de jejum intermitente preocupam nutricionistas por serem realizados por conta própria e sem acompanhamento.

“Neste tipo de dieta nós não conseguimos acompanhar parâmetros de massa muscular, massa gorda e dos exames de sangue para verificar dosagens de vitaminas e minerais. Assim, não sabemos se o emagrecimento apresentado ocorreu de forma saudável ou não”.

“Além de diminuir massa muscular, o que pode gerar quadros de fraqueza, e deficiências nutricionais de vitaminas e minerais. O que pode abalar o sistema imunológico. Essa pessoa pode desenvolver um efeito sanfona quando atingir seu peso ideal e voltar a se alimentar como antes da dieta”, afirma Chiari.

O efeito sanfona é quando a pessoa emagrece, mas depois de um período, que pode ser longo ou curto, volta a ganhar ou ultrapassar o peso que tinha. O que pode provocar diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e alteração do metabolismo.

A empreendedora Steffany Alves, 27 anos, começou a fazer o processo de jejum intermitente combinado com dieta líquida há cerca de 3 meses. No primeiro mês, ela fez um esquema de 23 horas sem comer alternando com um jejum que durava 18 horas.

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“No começo tive dores de cabeça, um pouco de moleza no corpo e tontura no período de adaptação do corpo”. Após o primeiro mês de jejum, ela começou a combinar o processo com uma caminhada.

Steffany começou a fazer o processo por conta própria após procurar um médico pedindo orientações. Ele sugeriu que a empreendedora fizesse uma cirurgia bariátrica. “Quando eu procurei um médico e ele sugeriu uma intervenção cirúrgica no meu corpo, entrei em pânico. Não era isso que eu queria. Queria perder peso de uma forma saudável sem ter que carregar uma cicatriz no corpo por isso”.

Mas Steffany iniciou a dieta sem acompanhamento, com base em vídeos e publicações de pessoas na internet que tinham perdido peso com o jejum intermitente. Perder peso ela conseguiu: foi de 106 kg para 84 kg e quer chegar aos 64 kg.

Atualmente o período em que ela fica sem comer dura entre 12h e 14h por dia. Faz só uma refeição de baixa caloria e toma água e sopa no restante do tempo permitido para alimentação.

“Mudei completamente minha rotina. Ainda cozinho para a minha família, mas não vou participar das refeições até atingir meu peso ideal. Tomo só uma água com gás quando estou com eles. Minha relação com a comida mudou, seleciono o que vou comer: o objetivo é só nutrir o meu corpo”.

Especialistas, no entanto, alertam que o organismo pode desenvolver futuramente por conta de restrições alimentares extremas.

“Nutricionistas não indicam dietas com mais de 3-4 horas sem se alimentar. Não é recomendável que um indivíduo fique tanto tempo em jejum. A gente precisa saber do estilo de vida de uma pessoa que queira fazer uma dieta para recomendar um plano de alimentação”, afirma Chiari, do Conselho Federal de Nutricionistas.

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Segundo Durval Ribas Filho, nutrólogo presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, uma única refeição por dia não é suficiente para repor todos os nutrientes que o corpo precisa. “Cada pessoa precisa fazer reposição de macros e micronutrientes diariamente, estamos falando necessariamente de proteínas. A pessoa que realiza uma única refeição no dia dificilmente consegue ingerir a quantidade necessária de proteína”.

Consequências

Apesar de conseguir perder peso, as pessoas que realizam jejum intermitente sem acompanhamento médico podem desenvolver uma série de problemas futuramente pela falta de nutrientes no organismo.

Segundo Ribas Filho, a pessoa pode perder vitamina D, cálcio, vitamina A e B₂. “Estudos recentes apontam que quando você fica mais de 3 ou 4 horas sem se alimentar o seu organismo entra numa rotina. Certamente a redução de peso que essa pessoa vai ter é de massa magra. Futuramente isso vai causar uma deficiência no sistema imunológico do indivíduo”.

“Esses tipos de dietas são sempre populares em indivíduos com idades entre 25 e 30 anos, em grande parte mulheres. Você realmente pode perder peso sem orientação médica, porém na faixa dos 40 anos essa pessoa irá desenvolver doenças justamente por conta da dieta com restrições alimentares”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Outro problema apontado pelos especialistas é o desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial e diabetes. Até cenários opostos podem ocorrer: obesidade ou magreza excessiva.

“Nós não conseguimos observar fisicamente que uma pessoa perdeu massa magra, o diagnóstico só é possível após uma bateria de exames. Um padrão que essa pessoa pode observar é a flacidez na pele. Quando se perde uma grande quantidade de massa muscular apesar de ter conseguido um emagrecimento algumas áreas do corpo ficam flácidas, como a barriga e a panturrilha”, afirma Chiari, do Conselho Federal de Nutricionistas.

Por: G1

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Capacitação para agentes de endemias em Carneirinho

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Na manhã de hoje (22), os Agentes de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde de Carneirinho participaram de uma capacitação de como usar como usar veneno pra matar as larvas em reservatórios e recipientes.

De acordo com o Diretor de Vigilância Sanitária e Epidemiologia, Fábio Souza Ribeiro (Fabio Caixeta), antes o produto utilizado era em pó e agora é em comprimido.

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