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Tecnologia

Novo Peugeot 208 vem ao Brasil com motor 1.6 antigo, mas terá versão elétrica

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Após alguns meses de atraso causado pela pandemia do coronavírus, a nova geração do Peugeot 208 enfim está prestes a chegar ao Brasil para tentar uma vaga entre os líderes Chevrolet Onix e Hyundai HB20.

Apostando em um visual chamativo e muita tecnologia, um detalhe poderá desestabilizar o modelo: ele estreará por aqui com motor antigo e sem turbo. Por outro lado, a versão elétrica está confirmada. Os preços ainda não foram revelados.

Era início de fevereiro quando a Peugeot levou um restrito grupo de jornalistas (do qual o G1 fez parte) para conhecer e dirigir o modelo em primeira mão, na Argentina. Na época, o coronavírus ainda não havia chegado oficialmente ao Brasil e, tampouco, era considerado uma pandemia.

Peugeot 208 brasileiro virá da Argentina — Foto: Divulgação/Peugeot

Peugeot 208 brasileiro virá da Argentina — Foto: Divulgação/Peugeot

O lançamento, até então programado para maio, precisou ser adiado por tempo indeterminado por causa do avanço da Covid-19 pelo mundo e, principalmente, pelos dois países envolvidos na operação.

Agora, chegou a hora de retomar os planos e remarcar a estreia do modelo, o que deve acontecer em setembro. A data ainda não foi oficializada pela marca, que depende de mais um fator: o 208 deixará de ser nacional e passará a ser importado de El Palomar, na Argentina.

O que só quem andou no novo 208 sabe:

  • Está mais tecnológico do que nunca: quadro de instrumentos 3D, faróis full LED e frenagem automática se destacam;
  • Acabamento está acima da média, com partes macias no painel e bancos de Alcantara;
  • Visual moderno e marcante promete atrair muitos olhares;
  • Ficou mais confortável e silencioso em relação ao antigo;
  • Desempenho do motor 1.6 é satisfatório, mas fica devendo um turbo.

Antes x Depois

Antes e depois da dianteira do Peugeot 208 — Foto: Divulgação / Arte: G1

Antes e depois da traseira do Peugeot 208 — Foto: Divulgação / Arte: G1

Motor 1.6 é antigo, mas o elétrico vem

Para quem esperou pelo motor 1.2 turbo na nova geração do 208, a decepção será grande. Por aqui, ao menos na estreia, ele será equipado somente com motor 1.6 aspirado e câmbio automático. Para compensar, em seguida o mercado brasileiro receberá a opção elétrica.

Se trata do motor flex de até 118 cavalos de potência e 16,1 kgfm de torque, e da transmissão de 6 marchas, fornecida pela Aisin e com possibilidade de trocas manuais.

Lanternas do 208 são iluminadas por lâmpadas convencionais — Foto: Divulgação/Peugeot

Lanternas do 208 são iluminadas por lâmpadas convencionais — Foto: Divulgação/Peugeot

Para caber no cofre do 208, que só utiliza motores menores (como o esperado 1.2 turbo) na Europa, o 1.6 teve elementos internos como coletores e virabrequim reposicionados. Isso permitiu a redução nas dimensões e no peso (em 8,5 kg) do propulsor.

A Peugeot justificou dizendo que precisou fazer uma escolha entre investir no motor turbo ou no elétrico, e que escolheu o segundo.

Na Europa, o e-208 tem um motor de 136 cv de potência e 26,5 kgfm de torque, e vai de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos. Por aqui, ele chegará na versão GT para ganhar uma “aura” esportiva, mas ainda não há respostas se o modelo fará sua estreia junto da configuração a combustão.

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Já é possível cravar, porém, que o 208 será o único hatch compacto com uma versão elétrica no Brasil.

Peugeot 208 e-GT, que chegará ao Brasil na sequência do modelo a combustão — Foto: Divulgação/Peugeot

Peugeot 208 e-GT, que chegará ao Brasil na sequência do modelo a combustão — Foto: Divulgação/Peugeot

Painel 3D é destaque tecnológico

Ainda sem revelar os detalhes de cada uma das versões e seus respectivos preços, a marca colocou à prova tudo o que o modelo oferecerá em sua configuração mais cara durante a visita em Buenos Aires. Apesar de serem unidades pré-série, os principais detalhes estavam lá.

Entre os equipamentos estão faróis full LED, luzes diurnas (também em LED), detector de fadiga, frenagem automática de emergência, alerta e correção de permanência em faixa, 6 airbags, assistente de farol alto e reconhecimento de sinais de trânsito.

Estes são os únicos botões físicos no painel do 208; o restante está abrigado na central multimídia — Foto: Guilherme Fontana/G1

Estes são os únicos botões físicos no painel do 208; o restante está abrigado na central multimídia — Foto: Guilherme Fontana/G1

Há também central multimídia com Android Auto e Apple Carplay, carregador sem fio para smartphone, teto panorâmico de vidro e chave presencial com abertura e travamento das portas por distância – basta se afastar do veículo com a chave e ele é trancado automaticamente.

O inédito quadro de instrumentos digital com mostradores 3D pode até parecer apenas uma jogada de marketing. Entretanto, ele é diferente de tudo o que há no mercado em termos de efeito visual. O que não muda é sua posição: acima do volante, e não entre ele.

Na prática, o chamado i-Cockpit 3D é uma das experiências visuais mais interessantes dos últimos tempos. É uma pena que fotos e vídeos não consigam reproduzir o efeito.

Quadro de instrumentos 3D projeta informações em dois níveis de profundidade — Foto: Divulgação/Peugeot

Quadro de instrumentos 3D projeta informações em dois níveis de profundidade — Foto: Divulgação/Peugeot

As imagens são reproduzidas e projetadas com uma tecnologia holográfica, produzindo um efeito tridimensional. Assim, algumas informações tidas como mais importantes podem ser exibidas à frente das outras, com maior destaque.

Acabamento acima da média

Os principais argumentos de vendas para o 208 certamente serão, além da tecnologia, o visual e o acabamento. Por fora, o modelo é idêntico ao europeu, com linhas impactantes. Por dentro, os materiais são dignos de segmentos superiores.

Barra de LEDs diurnos estará sempre presente, mesmo com os faróis mais simples, como a unidade da foto — Foto: Divulgação/Peugeot

Barra de LEDs diurnos estará sempre presente, mesmo com os faróis mais simples, como a unidade da foto — Foto: Divulgação/Peugeot

Na dianteira, os faróis têm apêndices com LEDs (com função de luz diurna) que descem pelo para-choque, a grade tem uma trama metálica, com efeito tridimensional, e o nome “208” vem estampado logo após o capô.

A traseira tem volumes que dão aspecto de robustez ao hatch. As lanternas, iluminadas por lâmpadas convencionais, são ligadas por uma faixa preta com o nome da marca.

De lado, o 208 revela um belo perfil, com para-lamas marcados por vincos. Porém, as rodas de 16 polegadas (tamanho máximo para as versões a combustão) ficam desproporcionais. A versão elétrica deverá resolver a questão com modelos de 17 polegadas.

Painel do 208 tem acabamento premium. Na imagem, uma unidade europeia com câmbio manual, que não virá ao Brasil — Foto: Divulgação/Peugeot

Painel do 208 tem acabamento premium. Na imagem, uma unidade europeia com câmbio manual, que não virá ao Brasil — Foto: Divulgação/Peugeot

Por dentro, o painel recebe uma boa quantidade de materiais com toque macio ou emborrachado – especialmente na faixa central, com estampa de fibra de carbono.

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Há também diversos detalhes em aço escovado, como nos comandos abaixo das saídas de ar, copiados do SUV 3008. Todos os visores e comados são voltados para o motorista, e o volante, de dimensões reduzidas, formato ovalado e bom acabamento, dá uma sensação de mais esportividade ao dirigir.

Por último, mas não menos importante, estão os bancos. Além de confortáveis e macios, a versão topo de linha recebe o revestimento de Alcantara, até então visto apenas em modelos esportivos premium.

Em uma rápida parada no test drive, uma foto do banco de Alcantara do 208 — Foto: Guilherme Fontana/G1

Em uma rápida parada no test drive, uma foto do banco de Alcantara do 208 — Foto: Guilherme Fontana/G1

As dimensões e o peso do modelo “tropicalizado” não foram divulgadas até a publicação desta matéria. O modelo europeu tem 4 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,43 m de altura e 2,54 m de entre-eixos.

Como anda?

Batizada de “Missão Puma”, a rodagem feita por ruas e estradas da região de Buenos Aires teve caráter de missão secreta, com paradas rápidas em pontos estratégicos, além de carros pré-série com vidros escuros. Afinal, nem os próprios argentinos conhecem o novo 208 por completo.

O longo percurso de mais de 200 km incluiu diversos tipos de terreno, entre asfaltos (quase) perfeitos, vias esburacadas, terra, cascalho e paralelepípedos.

Primeiro contato com o novo 208 em Buenos Aires, Argentina — Foto: Divulgação/Peugeot

Primeiro contato com o novo 208 em Buenos Aires, Argentina — Foto: Divulgação/Peugeot

Apesar do motor antigo, o 208 recebe uma estrutura totalmente nova e alinhada com a Europa. A plataforma modular CMP permitiu a redução de até 23 kg no peso do veículo em relação com a antiga geração.

Em conjunto com os ajustes exclusivos para os mercados argentino e brasileiro, como suspensão mais alta, além de molas, amortecedores e caixa de direção com calibrações específicas, o Peugeot lembra pouco o antigo.

Tudo para mostrar que o modelo deixou no passado a suspensão de cursos pequenos e acertos duros, dando lugar a um conjunto mais confortável, macio, de maior absorção das imperfeições do solo e mais silencioso.

Peugeot 208 na Basílica de Nossa Senhora de Luján, a 80 km do bairro Recoleta, ponto de partida para o teste — Foto: Divulgação/Peugeot

Peugeot 208 na Basílica de Nossa Senhora de Luján, a 80 km do bairro Recoleta, ponto de partida para o teste — Foto: Divulgação/Peugeot

Isso não quer dizer, porém, que sua dinâmica piorou em altas velocidades, pelo contrário. Apesar de sentir os efeitos de ventos laterais em estradas mais abertas, o 208 passa segurança na direção. Em velocidades acima de 100 km/h o modelo não dá a sensação de “flutuar” e se mantém firme na pista.

O porém fica, novamente, para o motor 1.6. Apesar de ainda ser eficiente e cumprir sua função em trajetos urbanos, ele mostra dificuldade em situações de maior velocidade, como em retomadas e ultrapassagens.

O hatch só não sente mais aperto nas acelerações graças às já ditas reduções de peso da estrutura e do próprio motor. O ajuste do câmbio também busca dar mais agilidade, sem a incessante vontade de manter giros baixos do atual. De qualquer forma, uma unidade turbo daria mais fôlego.

Peugeot 208 só terá motor 1.6 com câmbio automático no Brasil — Foto: Divulgação/Peugeot

Peugeot 208 só terá motor 1.6 com câmbio automático no Brasil — Foto: Divulgação/Peugeot

 

Por: G1

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Tecnologia

Facebook lança recurso Reels do Instagram em mais de 50 países para brigar com o TikTok

Publicado

O Facebook lançou o recurso Reels do Instagram nos Estados Unidos e em mais de 50 outros países nesta quarta-feira (5), para competir com o aplicativo TikTok.

O lançamento mais amplo do aplicativo, que já estava disponível no Brasil, ocorre dias depois que a Microsoft disse que estava em negociações para adquirir as operações do TikTok nos EUA da chinesa ByteDance.

A ByteDance concordou em negociar partes do TikTok, disseram fontes, sob pressão da Casa Branca, que ameaçou proibi-lo e outros aplicativos de propriedade chinesa por questões de segurança de dados.

O lançamento do Reels intensifica a disputa entre o Facebook e o TikTok, com as empresas se vendo como ameaça. Ambas planejam atrair mais adolescentes norte-americanos, muitos dos quais se juntaram ao TikTok nos últimos dois anos.

Além do Brasil, o Reels foi testado na França, Alemanha e Índia, que era o maior mercado do TikTok até o governo indiano o proibir no mês passado, após um choque de fronteira com a China. O Facebook também testou um aplicativo independente chamado Lasso, que não ganhou muita força.

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Como funciona o Reels

É possível visualizar e utilizar áudios criados por outras pessoas no Reels. — Foto: Divulgação/Instagram

É possível visualizar e utilizar áudios criados por outras pessoas no Reels. — Foto: Divulgação/Instagram

Semelhante ao TikTok, os usuários do Reels podem gravar curtos vídeos verticais em dispositivos móveis e adicionar efeitos especiais e trilhas sonoras extraídas de uma biblioteca de músicas.

Essas semelhanças levaram o presidente-executivo da TikTok, Kevin Mayer, a chamar Reels de “produto que imita” seu aplicativo e que poderia se apoiar na enorme base de usuários existente do Instagram depois que “o Lasso falhou rapidamente”.

Vishal Shah, vice-presidente de produtos do Instagram, reconheceu as semelhanças em uma videoconferência com repórteres na terça-feira e disse que “a inspiração para produtos vem de todos os lugares”, incluindo as equipes do Facebook e “o ecossistema de maneira mais ampla”.

O Instagram ainda não planeja oferecer publicidade ou outras formas de os usuários ganharem dinheiro com o Reels, embora tenha recrutado jovens influenciadores digitais como a dançarina Merrick Hanna e o músico Tiagz – que foi recentemente contratado pela Sony/ATV depois de alcançar à fama através dos memes do TikTok – para testar o produto antes do lançamento.

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A empresa pagou aos criadores os custos de produção, disse Shah.

Por: G1

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