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Economia

Novela do 13º salário dos servidores de Minas terá capítulo final na Assembleia

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Os deputados votam nesta quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o projeto de lei que pode definir o pagamento do 13º salário para mais de 600 mil servidores públicos do estado.

A partir das 10h, o plenário vai analisar em segundo turno o projeto de lei que permite a antecipação de recursos da exploração de nióbio dos próximos 12 anos.

O plano do governo de Minas é vender, em leilão na bolsa de valores, créditos do mineral para garantir o benefício do funcionalismo e acabar com o parcelamento dos salários, que dura há mais de três anos, pelo menos nos próximos seis meses.

Nesta terça-feira (3), o relator do projeto na Comissão de Minas e Energia, deputado João Vitor Xavier (Cidadania), apresentou seu texto substitutivo que será discutido no plenário.

A proposta, considerada pelos deputados “diferente” da que foi apresentada inicialmente pelo governo de Minas, foi aprovada ontem nas duas últimas comissões – de Minas e Energia e de Administração Pública – e ficou liberada para ser votada em plenário.

Fogo Amigo

Nesta terça-feira (3), o relator do projeto na Comissão de Minas e Energia, deputado João Vitor Xavier (Cidadania), apresentou seu texto substitutivo que será discutido no plenário.

A proposta, considerada pelos deputados “diferente” da que foi apresentada inicialmente pelo governo de Minas, foi aprovada ontem nas duas últimas comissões – de Minas e Energia e de Administração Pública – e ficou liberada para ser votada em plenário.

Nesta terça-feira (3), durante a sessão da Comissão de Minas e Energia, um questionamento sobre o projeto substitutivo feito pelo deputado Guilherme da Cunha (Novo), vice-líder do governo Romeu Zema (Novo) na Assembleia, gerou momentos de tensão e irritação dos deputados.

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O parlamentar afirmou que um artigo incluído no texto pode impedir a privatização da Codemig pelos próximos 12 anos. Ele foi rebatido imediatamente pelo líder do bloco governista, deputado Gustavo Valadares (PSDB), que disse que aquela posição não era do governo, mas um questionamento pessoal de Guilherme.

“Estou defendendo os valores e ideias que me trouxeram ao Parlamento, representando 24 mil mineiros que votaram em mim. O projeto possui avanços, mas traz uma trava à possibilidade da privatização da Codemig, que é absolutamente desnecessária”, reclamou Guilherme da Cunha.

A sessão foi suspensa por mais de meia hora e vários deputados reclamaram com o líder de governo, deputado Luiz Humberto (PSDB), sobre o “fogo amigo” do próprio vice-líder. “Isso é molecagem. É inadmissível”, afirmou João Vitor ao deixar a sala onde acontecia a reunião.

deputado Sargento Rodrigues (PTB) criticou a posição do parlamentar do Novo e afirmou que qualquer tipo de obstrução poderia atrapalhar a votação de um projeto que impactará a vida de milhares de famílias.

“Ele levantou uma questão de certo temor que o artigo estaria impedindo possível negociação da Codemig, o que não procede. Esse é um entendimento pessoal e não é orientação dos líderes de governo”, disse Rodrigues.

O relator do projeto também lamentou a posição de Guilherme da Cunha e afirmou que não aceitaria uma tentativa de transformar a operação em uma “black friday” de estatais mineiras.

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“Estava tudo acordado com o governo, com o secretário de governo, de Fazenda, de Planejamento, com todo mundo. Nós estamos protegendo o patrimônio público e não vamos aceitar dar de presente para quem vier comprar a Codemig no futuro, mais 49% além do que estão pagando. Ele quer uma verdadeira black friday: compre metade e leve a outra metade, ou seja, compre a Codemig e leve também a Codemge”, afirmou João Vitor.

O deputado do Novo apresentou uma emenda para suprimir o artigo, mas ela foi derrotada na comissão.

Segundo Guilherme da Cunha, uma nova emenda será apresentada nesta quarta-feira (4) durante as discussões no plenário. “O projeto tem problemas que necessitam de correção. Acredito que tenhamos a oportunidade de levar essa questão ao plenário e trabalhar não apenas com um colegiado de cinco, mas com a totalidade dos 77 deputados”, afirmou o vice-líder.

Por meio de nota, Cunha ressaltou os benefícios do projeto para encerrar um problema grave do estado, mas criticou a inclusão do artigo que, segundo ele, poderá ser um obstáculo para a privatização da Codemig.

“A manutenção do artigo que prejudica o importante diálogo sobre a privatização da Codemig fez com que eu votasse contrariamente ao parecer do relator, apesar de reconhecer os outros importantes avanços que ele trazia. Isso não significa que eu rejeitasse esses avanços, mas tão somente que desejava um novo parecer, que contivesse os avanços, mas não avançasse sobre o tema das privatizações.”

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Economia

Inflação dos aluguéis acumula taxa de 7,91% em 12 meses, diz FGV

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,57% na segunda prévia de janeiro deste ano. A taxa é inferior aos 2,06% observados em dezembro de 2019, segundo dados divulgados hoje (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado da segunda prévia de janeiro, o IGP-M acumula taxa inflação de 7,91% em 12 meses.

Segundo a FGV,  a queda da taxa de dezembro para janeiro foi puxada pelos preços no atacado e no varejo. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, recuou de 2,85% na segunda prévia de dezembro para 0,67% na segunda prévia de janeiro.

A inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,74% em dezembro para 0,45% em janeiro.

Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção teve taxa de inflação de 0,17% na segunda prévia de janeiro, taxa superior à registrada no mesmo período em dezembro, quando não houve variação de preços.

Edição: Valéria Aguiar

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