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Nova marca: PDT adiciona verde e amarelo à tradicional rosa do partido

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Colorida. A logomarca do PDT, símbolo do brizolismo (à esq.), ao lado da nova rosa
Reprodução – 26.07.2022

Colorida. A logomarca do PDT, símbolo do brizolismo (à esq.), ao lado da nova rosa

A rosa do PDT já não é mais a mesma. Símbolo do “brizolismo”, assim como o lenço vermelho-maragato que o ex-governador do Rio Leonel Brizola, fundador do partido, usava, a flor foi repaginada pelo marqueteiro João Santana para a eleição deste ano e ganhou as cores verde e amarela, que juntam ao azul e ao vermelho das pétalas.

A mudança buscou uma referência à Bandeira do Brasil e foi pensada para compor o material de campanha do pré-candidato da legenda ao Planalto, Ciro Gomes. Ele usa as cores da bandeira nas letras que estampam seu nome.

A repaginada na rosa do PDT — usada também na bandeira da sigla — é, segundo o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, uma resposta ao uso político das cores da Bandeira brasileira pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores:

“A nova rosa será usada em peças de campanha para não deixarmos Bolsonaro roubar símbolos nacionais, como a Bandeira do Brasil.”

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Para a líder do PDT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, neta do ex-governador, a mudança valoriza a rosa da Internacional Socialista:

“Incluir o verde e o amarelo na logo do PDT é importante nesse momento de usurpação da Bandeira do Brasil, para que novamente os brasileiros se apropriem das cores nacionais, que são de toda a nação. Elas não são do Bolsonaro e de seus seguidores.”

Mas a alteração da rosa original não agradou a todos. Presidente da Associação Cultural Leonel Brizola, o ex-vereador Leonel Brizola Neto disse que o novo símbolo comprova a guinada do PDT para a direita.

“Na campanha para a prefeitura do Rio em 2020 o PDT tinham substituído a rosa pelo símbolo da polícia (a candidata foi a deputada e ex-delegada Martha Rocha). É a demonstração que Ciro Gomes levou o PDT para a direta”, disse Neto, que concorrerá a uma vaga de deputado federal pelo PT.

O desenvolvimento da nova identidade visual para o PDT começou ainda no ano passado. A rosa foi apresentada em outubro e passou a ser usada no site da sigla. Mas sua popularização entre os filiados da sigla começou na pré-campanha. Um link foi disponibilizado pelo partido para que eles pudessem “baixar” a rosa.

O símbolo que une o punho e a rosa é uma representação do socialismo no mundo. Foi criada pelo francês Didier Motchane, que morreu em 2017. Segundo o PDT, a legenda usa a rosa em sua identidade visual desde 1979, quando foi fundada por Brizola. O ex-governador, enquanto esteve no exílio, chegou a ser presidente da Internacional Socialista em Portugal.

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Fonte: IG Política

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Sanders pede que EUA rompam com o Brasil se eleição for desrespeitada

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O senador americano Bernie Sanders
Reprodução/Twitter

O senador americano Bernie Sanders

Bernie Sanders, senador democrata pelo estado de Vermont, anunciou na quinta-feira que apresentará uma moção no Senado dos EUA em defesa da democracia e do respeito ao processo eleitoral brasileiro, assim que os parlamentares voltarem do recesso, ainda este mês. Em julho, Sanders se encontrou com 19 representantes de organizações da sociedade civil brasileira, no Capitólio, em Washington, em viagem organizada pelo WBO (Washington Brazil Office).

A moção de Sanders pede que o governo americano rompa as relações com o governo brasileiro caso o presidente Jair Bolsonaro cumpra as ameaças que tem feito publicamente de não respeitar o resultado das urnas na eleição presidencial.

“Seria inaceitável para os EUA reconhecer e trabalhar com um governo que, na verdade, tenha perdido as eleições. Isso seria um desastre para o povo brasileiro e mandaria uma mensagem desastrosa ao mundo todo sobre a força da democracia”, disse o senador ao site Politico.

Esse tipo de moção não tem força de lei, mas tem a capacidade de influenciar a tomada de decisões do governo. Na prática, o gabinete de Sanders vai se empenhar para recolher o máximo de assinaturas possíveis em apoio à moção, que normalmente é acolhida por aclamação.

Na ocasião do encontro, em 26 de julho, Sanders declarou:

“O que eu ouvi (da comitiva), infelizmente, soa muito familiar para mim, por causa dos esforços de (Donald) Trump e de seus amigos para minar a democracia americana. Não estou surpreso que Bolsonaro esteja tentando fazer o mesmo no Brasil. Esperamos muito que o resultado das eleições [brasileiras] seja reconhecido e respeitado, e que a democracia prevaleça, de fato, no Brasil.”

Além de Sanders, a comitiva brasileira visitou, no Capitólio, os deputados Jamie Raskin (Maryland, membro da comissão que investiga o 6/1), Hank Johnson (Geórgia), Mark Takano (Califórnia) e Sheila Cherfilus McCormick (Flórida), além dos assessores dos senadores Patrick Leahy (Vermont, presidente do Senado) e Ben Cardin (Maryland). O intuito foi informá-los sobre a situação no Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro tem atacado a Justiça e colocado sob suspeição o sistema eleitoral e o resultado das urnas.

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Fonte: IG Política

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