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POLÍTICA

No auge da crise, Lava Jato descartou prisão para não tornar Lula “mártir vivo”

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Decisão que concedeu liberdade ao ex-presidente Lula foi um dos assuntos mais comentados de 2019.
Gibran Mendes / CUT Paraná

Decisão que concedeu liberdade ao ex-presidente Lula foi um dos assuntos mais comentados de 2019.

Os diálogos entre procuradores da Lava Jato e outras autoridades via aplicativo de mensagem tiveram o sigilo suspenso pelo ministro Ricardo Lewandowski , do Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa do ex-presidente Lula teve acesso ao material e descobriu que a força-tarefa comemorou o seu impedimento de assumir o Ministério da Casa Civil, em março de 2016, no governo Dilma e agiu com cautela ao pedir a sua prisão para que não fosse transformado em ” mártir vivo “.

“Caríssimos, acho que temos que ter um pouco de cuidado para não fazer um mártir. Ou pior, um mártir vivo, justificando o discurso do Lula de que se vê como preso político”, escreveu o procurador regional Antônio Carlos Welter no grupo “Dá-lhe, Gilmar!” (referência ao ministro do STF que vetou a nomeação de Lula).

“Ele [Lula] voltaria encarnando um ressuscitado após a semana santa. Pior cenário impossível. Sugiro, assim, que seguremos o andor. Até porque, se confirmada a liminar, qualquer providencia poderia ser encetada imediatamente”, escreveu o procurador. 

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Neste momento de 2016, apesar do fortalecimento da Lavo Jato, a operação começava a receber críticas, por isso a cautela do procurado ao prosseguir com pedidos de prisão contra o ex-presidente petista.

“Não dá para esquecer que, nesses dois dias, recebemos críticas que, até então, não tinham surgido, que passaram a vir de vozes mais temperadas, seja na nossa classe, no judiciário, ou ainda na imprensa”, escreveu.

“Pondero, assim, que seguremos o andor, sem parar de chacoalhar o santo. Ele é de barro, vai quebrar sozinho . Não podemos é dar cola para ela unir os pedaços”.

Seguindo a lógica de Welter, o coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, disse dias antes, em 14 de março, que um novo pedido de prisão contra o presidente Lula exigiria novos fatos para evitar ser taxado de perseguição.

“Em relação à prisão do Lula, somente se houver fato significativo, clássico e atual para um novo pedido. É minha posição”, escreveu.

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POLÍTICA

Lira promete teleconferência com governadores para discutir Orçamento

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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje (27) que deve realizar uma reunião virtual com os governadores brasileiros para discutir, entre outros temas, o Orçamento de 2021 da União. “Com o recrudescimento e nova onda da pandemia, quero chamar todos os governadores para contribuírem com sugestões na formulação do orçamento geral da União”, postou em seu Twitter. 

Lira disse que aceitará sugestões de líderes estaduais para contribuírem na redação do Orçamento. Ele espera reunir por teleconferência, devido ao agravamento da pandemia. “Pretendo fazer uma teleconferência com os governadores nesta semana, junto com a relatora e o presidente da CMO, para ouvir como o orçamento pode ajudar na superação da pandemia”.

O presidente da Câmara dos Deputados destacou ainda que outros temas também devem estar na pauta da reunião. “Também ouvirei os governadores sobre sugestões legislativas emergenciais para tramitarem em caráter de urgência que possam ser adotadas, respeitando o teto fiscal, com o objetivo de enfrentar os efeitos da covid-19”, escreveu o parlamentar.

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Na sexta-feira (26), sem consenso entre os partidos e para evitar uma derrota, o presidente da Câmara desistiu de votar no plenário a  PEC da Imunidade  e decidiu enviá-la para discussão em uma comissão especial a ser criada, que é o rito de praxe. A proposta de emenda à Constituição (PEC) cria novas regras para a imunidade parlamentar. Na prática, as mudanças vão dificultar a prisão de deputados e senadores em alguns casos.

“Coletivamente, nós não conseguimos nos entender hoje. E não será atropelando o regimento que o faremos. Determino a criação de uma comissão especial. Que os líderes façam a indicação dos seus membros até segunda-feira (1º), e essa comissão será instalada com o mesmo rigor da discussão de que temas importantes nesta casa mereçam ser tratados”, afirmou Lira.

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