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POLÍTICA

“Não vou deferir impeachment”, diz Maia sobre presidente Bolsonaro

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Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Agência Brasil

Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Nesta segunda-feira (1º), em dia de votação para decidir a nova presidência da Câmara e do Senado , Rodrigo Maia (DEM) declarou que não dará seguimento a nenhum pedido de impeachment contra o atual presidente Jair Bolsonaro. 

“Não vou deferir impeachment”, disse Maia. 

Acumulando mais de 60 pedidos , Maia encerra nesta segunda, seu mandado na presidência da Câmara, cargo que lhe daria o poder de analisar e dar seguimento ao pedido. 

No domingo (31),  em uma difícil reunião com filiados de seu partido DEM e da esquerda, Maia gesticulou que daria seguimento em alguns desses mais de 60 pedidos. A intimidação aconteceu pelo afastamento de integrantes do DEM da candidatura de Baleia Rossi (MDB) para se filiarem ao seu concorrente, Arthur Lira (PP-AL). 

Deputados e governistas do centrão se encontraram com Maia para convencer o atual chefia da Câmara a não aceitar coações. “Ele falou que não vai abrir (o processo de impeachment)”, afirmou Verri, ao sair do gabinete de Maia, nesta segunda-feira, 1º.

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Verri ainda ainda afirma que Rossi tem apoio do PT, mesmo com as dificuldades enfrenatadas para finalizar o registro. Por causa da pandemia da covid-19, pela primeira vez, os registros tiverfam que ser realizados por meio online, o que acabou gerando alguns atrasos e dificuldades. A Secretaria da Mesa-Geral ainda não informou sobre os blocos, apesar do prazo ter terminado 12h.

De acordo com informações de testemunhas, o presidente do DEM, ACM Neto, teria dito ao Maia que ele e os 16 deputados do partido iriam apoiar a candidatura de Lira, deixando Rossi apenas com o apoio de 15 deputados na sigla, decisão arriscada. 

Na manhã desta segunda, Lira chegou a incluir em sua agenda, um depoimento formal que confirma o apoio do DEM a sua candidatura. Entretanto, o encontro foi vetado por ACM Neto e a candidatura de parlamentar ainda conta com cerca de metade dos votos do partido. 

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Em suas redes sociais, Rossi anunicou o apoio do PT, MDB, PSB, PSDB, PDT, SD, PCdoB, Cidadania, PV e Rede.

* As informações foram apuras pelo Blog da Andréia Sadi e do Exame.

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POLÍTICA

Marco Aurélio manda Câmara votar abertura de processo contra Bolsonaro

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Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello
REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quinta-feira (4) que a Câmara dos Deputados vote a abertura da um processo contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Trata-se de uma queixa-crime por calúnia apresentada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Segundo o governador do Maranhão, Bolsonaro afirmou em uma entrevista que Dino teria negado pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para que a Polícia Militar maranhense garantisse a segurança presidencial durante visita ao estado, em 2020.

“A mentira pode ser usada deliberadamente no debate político? O Presidente da República, com suas elevadas atribuições, pode costumeiramente mentir?”, diz Dino no documento.

O Ministro Marco Aurélio encaminhou a queixa à Câmara. “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. § 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções: I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal”, diz a decisão.

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