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“Não somos casados”, diz Bolsonaro ao comentar novos áudios de Queiroz

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Jair e Flávio Bolsonaro com ex-assessor, Fabrício Queiroz

O presidente Jair Bolsonaro repercutiu os áudios de Fabrício Queiroz divulgados neste domingo (27) por O GLOBO e o jornal Folha de S. Paulo . Nas gravações, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro afirma que o presidente falou com ele sobre exoneração de funcionária fantasma.

“Quem falou isso foi o Queiroz , alguém sabe a data (da demissão da funcionária fantasma)? Muitas pessoas foram demitidas. Não é fantasma. Esse pessoal quer pegar fantasma e rachadinha. Eu nunca neguei que encontrei um bom soldado de infantaria”, afirmou Bolsonaro. 

“Nunca neguei minha amizade por ele. Depois do que aconteceu, eu me afastei, senão seria acusado de obstruir a Justiça. Não somos casados. Uma deputada disse ontem que quando assumiu o cargo teve 28 cargos. O MP não vai fazer nada? Quero saber quem é o amigo do Queiroz. É amigo da onça é pouco prevê”, completou. 

Bolsonaro também criticou a imprensa e disse que vai cobrar supostas dívidas que empresas do setor. “Essa é uma questão com a mídia é cordial, mas não tem dinheiro para vocês. Algumas estão devendo e vamos cobrar. Os órgãos de imprensa cobram para ver se vão conseguir algo”, disse.

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A crise do PSL, partido de Bolsonaro, também foi comentada pelo presidente. O chefe do Executivo destacou que “todo mundo” acredita no Brasil, apesar das dificuldades. “Há a esquerda toda contra nós, o PSL. A gente sabia que seria difícil. Está sendo um pouco mais. Mas todo mundo está acreditando na gente, fazendo acordo”, disse.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de a deputada Joice Hasselmann ser candidata pelo PSL, o presidente reagiu: “Boa sorte para ela. Eu acho que a Joice se elegeria sem estar do meu lado. Quando se expõe de forma explícita, atrapalha. Interferirei o mínimo possível nas eleições municipais”, afirma.

Bolsonaro classificou de imaturidade a crise no partido e a reação de Joice Hasselmann. “Com mulher é diferente. Com homem a gente vai e fala um palavrão. Mas quem erra é que tem que ir atrás”, disse.

O presidente afirmou que a questão do partido é grave e que um advogado dele está estudando a situação. “O ideal agora seria ser xifópago, seria separar. Nunca solta de paraquedas sem um extra. Essa possibilidade sempre vai existir. O ideal é um novo partido. Não teria dificuldade em criar”, afirmou.

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Nesta segunda-feira, o presidente chega a Riad, na Arábia Saudita, e deve fechar acordos na área militar.”Temos algo a levar sim no bolso. Sempre há interesse em questões militares. Todas as hipóteses estão na mesa. Eles estão confiando na gente”, disse.

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Queiroga deve ser o primeiro ouvido pela CPI da Covid, diz senador

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Senador Humberto Costa (PT-PE)
Agência Brasil

Senador Humberto Costa (PT-PE)

Humberto Costa (PT-PE), um dos senadores indicados para compor a CPI da Covid, disse em entrevista à CNN Brasil que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve ser o primeiro convidado a prestar esclarecimentos sobre as ações do governo federal durante a pandemia. 

Segundo o senador da oposição, a escolha pelo atual titular da Saúde se dá pelo motivo de que a CPI, em um primeiro momento, deve buscar respostas sobre as medidas de combate à Covid-19 que devem ser adotadas imediatamente.

“Acho que o primeiro convidado deve ser o próprio ministro da Saúde, para que ele possa nos dizer o que o governo pretende fazer daqui para frente para o controle da pandemia, como eles estão enfrentando e procurando resolver os problemas emergenciais, como a escassez de vacinas, como a crise de abastecimento de medicamentos para procedimentos complexos como as entubações. A CPI tem que exercer o papel de investigar, mas também exercer o papel para que o governo cumpra a sua missão, e nós vamos cobrar”, afirmou o senador, que foi ministro da Saúde por pouco mais de dois anos durante o primeiro mandato do governo Lula.

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O senador disse que a CPI deve começar o “mais urgente possível” e que a agilidade para o início dos trabalhos deveria ser um interesse também do governo federal, já que a investigação pode se alongar até próximo das eleições de 2022.

“Defendo que a CPI comece de imediato, temos que apresentar a proposta de um funcionamento misto, ouvir pessoas, fazer reuniões onde tenhamos um debate mais conceitual, ouvindo cientistas e professores, pode ser feito de forma remota. As audiências onde vamos escutar testemunhas e debater quebra de sigilos ou acesso a documentos sigilosos, essa podemos fazer de modo presencial ou semi presencial, um pouco mais para frente, dentro de 1 mês e meio, quando melhorar a situação da pandemia”, afirmou Costa. 

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