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“Não dá para derrubar o governo, mas perturba”, diz Mourão sobre caso Marielle

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Antonio Cruz/ Agência Brasil

Caso Marielle: Mourão chama de ‘muito fraco’ depoimento do porteiro de Bolsonaro

O presidente em exercício Hamilton Mourão (PRTB) disse nesta quarta-feira (30) que considera “muito fraco” o depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra , na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O condomínio é o local onde mora o principal suspeito de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes , o sargento aposentado da Polícia Militar Ronnie Lessa , e onde o presidente Jair Bolsonaro também morava.

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“A nossa visão é muito clara: um depoimento que eu considero muito fraco, de um porteiro que diz que um daqueles suspeitos da morte da Marielle foi lá no condomínio para falar com o outro, que mora lá, teria dado o número da casa do presidente, o porteiro teria ligado, disse que teria atendido o ‘senhor Jair’, mas o presidente estava aqui no Congresso”, declarou Mourão, ao ser questionado sobre a reportagem na chegada ao Palácio do Planalto.

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O presidente em exercício acrescentou que “não era o caso de ter feito o escândalo todo que foi feito” devido à fragilidade do depoimento. Mourão disse ainda que não acredita que trata-se de uma tentativa de derrubar o governo. “Não, não dá para derrubar o governo dessa forma, mas que perturba o bom andamento do serviço, como se diz na linguagem militar, perturba”, comentou.

Registros da portaria mostram que horas antes do assassinato, no dia 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, ex-policial militar Élcio Queiroz , entrou no condomínio dizendo que iria para a casa do então deputado federal Jair Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília naquele dia. O conteúdo dos registros de visitas do condomínio foram obtidos pelo ” Jornal Nacional “, que também deu detalhes de dois depoimentos do porteiro que estava na guarita do condomínio.

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Para o presidente em exercício, a  reação exaltada de Bolsonaro à reportagem foi justificada e “bastante calma até”.  “Toda pessoa que é atingida de forma desleal, e quando ele sabe muito bem que não tem nada a ver com o processo, a pessoa se sente triste, enraivecida, muitas vezes. Eu acho que o presidente reagiu com bastante calma até”, disse Mourão .

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Rosa Weber veta trechos de decreto de armas que entraria em vigor nesta terça

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Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por decisão monocrática nesta segunda-feira (12) trechos de quatro decretos de armas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As normas passariam a valer a partir desta terça-feira (13). Os decretos permitiam a flexibilização do porte, posse e compra de munição.

Entre as suspensões está a do trecho que aumentava de dois para seis o limite de armas de fogo que o cidadão comum pode adquirir. Isso seria permitido caso fossem preenchidos os requisitos necessários para obtenção do Certificado de Registro de Arma de Fogo.

No mesmo decreto, Bolsonaro também permitia que policiais, agentes prisionais, membros do Ministério Público e de tribunais comprassem duas armas de fogo de uso restrito, além das seis de uso permitido. Essa parte também foi suspensa por Rosa Weber.

Ainda foi vetado o trecho de outro decreto que ampliava, em grande escala, os limites para compras de armas e munição para caçadores, atiradores e colecionadores – conhecidos como CACs.

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Os decretos de Bolsonaro foram anunciados pelo governo no fim da noite de 12 de fevereiro, às vésperas do Carnaval. As mudanças não passaram pela análise do Congresso. Os textos fazem uma nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003.

Em sua decisão, Rosa Weber determinou que o tema seja enviado ao plenário do STF, que pode confirmar ou rejeitar o que a ministra decidiu de forma individual. A data de julgamento será definida pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux.

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