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CIÊNCIA E SAÚDE

MPs, Procon e polícias fiscalizam preços abusivos de álcool em gel e máscaras em Uberlândia; compra deve ser limitada

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Fiscalizações e ações de combate à prática de preços abusivos de álcool gel e de máscaras serão realizadas em estabelecimentos comerciais de Uberlândia, como supermercados e farmácias. A compra exagerada desses produtos pelos consumidores também deve ser freada.

As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira (18) e serão executadas pelos Ministérios Públicos Federal (MPF) e de Minas Gerais (MPMG), juntamente com o Procon municipal e as polícias Civil e Militar (PM).

Segundo o promotor de Justiça Fernando Martins, o MPMG recebeu diversas denúncias da prática abusiva em Uberlândia na venda de produtos, como o álcool gel. “Tivemos informações de que o produto estava sendo vendido com um aumento de até 150%. Então, vamos comparar os valores das notas fiscais que a fábrica vai nos fornecer com o preço praticado no local.”

O superintendente do Procon, Egmar Sousa Ferraz, informou que os fiscais do órgão já estavam fazendo levantamento dos preços desses produtos há cerca de 15 dias. E os valores registrados vão ajudar na fiscalização, deve que ser iniciada na próxima semana.

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Comportamento do consumidor

Os órgãos públicos também estão preocupados com o comportamento do consumidor em estocar álcool em gel e máscaras sem necessidade. Por isso, os MPs vão desenvolver uma recomendação para que seja feito um controle na venda desses produtos. A intenção é limitar as vendas por CPF, para que os compradores adquiram apenas o necessário e haja esses produtos para os profissionais de saúde.

Alternativa ao álcool em gel

O procurador da República em Uberlândia Cléber Eustáquio Neves disse que, ainda, já solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação para a fabricação e venda do álcool 70% líquido. Isso porque há uma grande preocupação com a falta do álcool em gel no mercado, o que pode acontecer nos próximos dias.

“A empresa informou que nos próximos 20 dias pode faltar álcool em gel na cidade, no estado e até no país porque estão faltando insumos, que são importados. Por isso solicitamos essa liberação para que a fábrica consiga produzir o álcool 70% líquido”, afirmou.

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TV Integração entrou em contato com a Anvisa para falar sobre o assunto e não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Por: G1

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CIÊNCIA E SAÚDE

No maior cemitério do Brasil, coveiros experimentam o peso do coronavírus

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Enquanto Oswaldo dos Santos assistia vários homens em trajes de proteção cavarem uma cova às pressas para seu filho de 36 anos, seu luto se misturava com o medo: E se ele tinha o coronavírus? E se todos eles tinham?

Santos morava com seu filho até domingo, quando ele foi repentinamente hospitalizado com graves problemas respiratórios. Como muitos que agora preenchem as covas do maior cemitério do Brasil, o filho morreu sem antes receber os resultados do teste para o coronavírus.

“Eu acho que ele tinha a doença”, disse Santos à Reuters em meio aos mais de 1,5 milhão de túmulos no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, onde novas fileiras de covas estão sendo preenchidas com os corpos dos infectados –sabidamente ou não– pelo vírus.

O enterro levou 10 minutos, de acordo com as novas orientações para limitar aglomerações e o contágio.

Os coveiros de Vila Formosa agora trabalham em ritmo cansativo depois que a carga diária de trabalho dobrou para quase 60 enterros por dia. Trabalhadores estão convencidos de que o coronavírus está matando em silêncio muito mais do que as estatísticas oficiais mostram.

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“Aquela fileira de covas era para durar três meses, mas só durou um”, disse um dos coveiros, apontando para uma seção coberta recentemente coberta. Cinco coveiros disseram à Reuters que o número de enterros inflou ao mesmo tempo em que aumentou o número de pessoas mortas antes de receberem os resultados de seus testes para o coronavírus. As causas não são imediatamente contadas nas estatísticas oficiais do Brasil, que na quinta-feira (2) registraram quase 300 mortos e 7.910 casos confirmados, de longe o maior número na América Latina.

“Os números dos jornais estão muito errados”, afirmou um coveiro. “O número real é duas vezes maior, talvez três.”

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reconheceu na quarta-feira (1º) que os casos de coronavírus são provavelmente subnotificados devido a atrasos nos testes.

O Serviço Funerário do município de São Paulo, responsável pelo cemitério da Vila Formosa, não respondeu a um pedido por comentários e não respondeu as perguntas sobre o número de enterros. Funcionários do cemitério pediram para não serem identificados por medo de represálias, mas mostraram atestados de óbitos que identificam alguns dos mortos como potenciais vítimas do coronavírus.

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Os corpos dos não diagnosticados com o vírus são tratados da mesma maneira que os com diagnósticos confirmados. Os corpos são embrulhados em plástico. Os coveiros utilizam equipamentos de proteção. Não há cerimônia formal.

A cremação é incomum no Brasil, um país dominado pelas tradições católicas. A cidade de São Paulo opera 22 cemitérios, mas apenas um crematório público.

Pequenos grupos se reuniam em torno do cemitério de Vila Formosa na quinta-feira, muitos deles se perguntando se seus entes queridos teriam morrido por conta do coronavírus e transmitido a doença a eles.

Em um determinado momento, seis enterros aconteciam ao mesmo tempo, todos ao longo de uma fileira mais curta de novas covas.

“Os grupos são um problema”, disse João Batista Gomes, um líder sindical no cemitério. “Por isso nosso sindicato está pedindo o cancelamento de todos os funerais.”

 

Por: CNN Brasil

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