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MP investiga empréstimo feito a Flávio Bolsonaro na compra de mansão de R$ 6 mi

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Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios) abriu um processo para investigar a concessão de um empréstimo de um banco público para a compra da mansão do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) avaliada em R$ 6 milhões em Brasília, realizada em janeiro deste ano. As informações são da Folha de S. Paulo .

O Banco de Brasília  (BRB), que é ligado ao governo do Distrito Federal, financiou R$ 3,1 milhões e o caso será investigado pela Prodep (Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social) com o intuito de saber se o empréstimo foi feito fora dos padrões do banco para qualquer pessoa. A assessoria do filho do presidente foi procurada pela Folha , mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

Segundo a publicação, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conseguiu uma taxa reduzida, de 3,65%, e precisou fazer a portabilidade de salário para o BRB e contratar produtos, como cheque especial e cartão de crédito. Após o acréscimo de encargos, a taxa efetiva é de 3,7%. E, no caso dele desistir dos produtos financeiros oferecidos pelo banco na metade do contrato, precisará pagar a “taxa de balcão”, que é de 4,75%.

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A Folha teve acesso ao contrato de compra e venda e, segundo o jornal, a prestação assumida pelo parlamentar e por sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, foi de R$ 18.744,16 por mês, comprometendo 50% da renda do casal. Juntos eles têm renda líquida de R$ 36.957,68, conforme o documento. Flávio declarou ganhar R$ 28.307,68 e sua mulher, R$ 8.650.

Os valores somados, no entanto, não são suficientes para a contratação de um financiamento no BRB nessas condições. O simulador do site da instituição mostra que eles deveriam ganhar ao menos R$ 46.401,25. O prazo é financiamento é de 360 meses, ou seja, 30 anos. A mansão de Flávio é o 20º imóvel que ele adquire em um intervalo de 16 anos.

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Ainda de acordo com a publicação, o procedimento foi aberto no MPDFT no dia 18 de março, após o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) entrar com uma representação na ouvidoria do órgão.

Na denúncia contra o Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas”, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) alegou que as operações de compra e venda de dois imóveis foram usadas para lavagem de dinheiro.


O que disse o banco

Por meio de nota, o BRB afirmou que as taxas de juros de seus produtos “estão disponíveis a todos os seus clientes, conforme análise de risco de crédito”.

“O financiamento mencionado pela reportagem diz respeito a uma operação de crédito tradicional do BRB, cujas condições são disponibilizadas a todos os seus clientes. Conforme já divulgado pela imprensa, 87% dos clientes que contrataram operação semelhante tiveram acesso a taxas inferiores à praticada”, disse.

A instituição ainda disse que a concessão de qualquer operação de crédito “segue padrões e normas bancárias e se fundamenta em documentos e informações fornecidos pelos clientes e/ou em informações de mercado disponíveis sobre os clientes”. “Todas as operações de crédito imobiliário no banco são submetidas a avaliação e consideram renda individual ou composição de renda, seguindo práticas do mercado bancário brasileiro”, escreveu.

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Após ser alvo de representação, Kajuru desafia Flávio no Conselho de Ética

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou áudio de conversa com Bolsonaro

Após ser representado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética nesta segunda-feira (12), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) disse que desafia o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um escrutínio do colegiado. Flávio é investigado no inquérito das “rachadinhas”, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Kajuru disse que riu ao saber da representação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética . O filho do presidente alegou que o colega de Senado teve uma “conduta imoral” ao gravar Bolsonaro sem consentimento e divulgar o áudio em que ele falava sobre a criação da CPI da pandemia .

“Eu ri, eu ri, o que posso fazer? Nessa hora, você tem que rir. Para mim, foi motivo de dar risada logo ele, entre 81 senadores, o que me representa no Conselho de Ética é quem exatamente deveria estar no Conselho de Ética? Porque eu nunca fui acusado de crime. Nenhuma esfera da Justiça nunca me denunciou por nada, nem na minha vida jornalística, nem na minha vida política. A Polícia Federal nunca foi na minha casa às 6h30 da manhã, eu nunca fui manchete negativa do Jornal Nacional. Eu fiz um convite a ele: Já que ele me quer no conselho de ética, eu também faço o mesmo convite: vamos juntos, vamos ver se você tem coragem de ir lá e explicar uma denúncia grave contra você”, disse Kajuru.

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O senador reafirmou que está tranquilo sobre a apuração do Conselho de Ética e colocou a quebra do sigilo telefônico à disposição.

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“Ele (Bolsonaro) não só sabia (que estava sendo gravado) como respondeu pra mim: ‘Kajuru, não tenho nada a esconder’, quando comuniquei a ele que ia para o ar às 12h40. Pode abrir o sigilo telefônico dos dois. Vamos ver quem está falando a verdade. Estou tranquilíssimo, consciência limpa, fiz a minha missão e a cumpri de forma completamente honesta e indiscutível e insofismável”, disse.

Kajuru minimizou o fato de o Cidadania convidá-lo a deixar o partido. O senador disse que partiu dele a sinalização que abandonaria da legenda por divergir da cúpula. Kajuru disse que é independente e negocia sua ida para o Podemos.

“Eu os avisei hoje cedo. Há três meses estou acertando com o senador Álvaro Dias para ir para o Podemos. Eu só continuei no Cidadania por respeito por admiração ao Alessandro (Vieira, senador), a Eliziane (Gama, senadora) e ao carinho do Roberto Freire, mas eu não sou obrigado a concordar com tudo o que o Roberto Freire quer. Quando eu vi que tinha gente do partido contra a CPI (que inclui Estados e municípios) eu me decepcionei, acabou o casamento. Com o acontecimento de hoje, eu me antecipei: podem me expulsar, fazer o que quiser, eu não estou nem aí. Quero ir para o Podemos”, disse Kajuru. “Eu fiquei feliz. Foi a melhor notícia da minha vida hoje foi essa. Estou livre para ir para o partido que eu quero”, completou.

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