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POLÍTICA

Ministério Público denuncia ex-governador da Paraíba por organização criminosa

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Ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho arrow-options
Junior Fernandes/Secom-PB

Ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho

O Ministério Público da Paraíba apresentou denúncia à Justiça contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e outras 34 pessoas sob acusação da formação de uma organização criminosa para lesar os cofres estaduais. Na peça, os promotores solicitam ainda o pagamento de R$ 134 milhões a título de ressarcimento aos cofres públicos.

A acusação faz parte da Operação Calvário, deflagrada em dezembro e que chegou a prender preventivamente o ex-governador, mas ele foi solto após obter uma decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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De acordo com o MP, a liderança do esquema criminoso foi exercida por Ricardo Coutinho, que consistia na “captura do poder político e aferição de vantagens financeiras indevidas, mola para o enriquecimento ilícito de diversos agentes (públicos e privados), pela instrumentalização de crimes (fraudes licitatórias, falsidades, peculatos, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros), especialmente de índole patrimonial”.

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Segundo o MP, o esquema desviou recursos em contratos nas áreas da saúde e educação do Estado e também se estendeu para prefeituras da Paraíba. “Uma corrupção entendida como sistêmica que, com uma voracidade jamais vista, sequestrou o Poder Executivo do Estado da Paraíba, penetrou no Legislativo e, fazendo escola, conseguiu fazer morada, com a expansão deliberada de seu ‘modelo de negócio’, em diversas Prefeituras desta unidade federativa (relembre o que se disse sobre o projeto de pulverização dos contratos de gestão pactuada, na área da saúde)”, diz a denúncia.

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O esquema veio à tona com a delação de Daniel Gomes, dirigente de uma instituição na área da saúde, que revelou os pagamentos sistemáticos de propina. Ele chegou a gravar conversas com Ricardo Coutinho nas quais acertam supostos pagamentos.

A defesa de Ricardo Coutinho foi procurada para comentar, mas ainda não respondeu.

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POLÍTICA

Desistência de Datena acirra corrida no PSDB por vice de Covas

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Covas
Andre Bueno / Camara de São Paulo

Operação da PF mira fraude em contratos emergenciais da gestão Covas


A desistência do apresentador de televisão José Luiz Datena de participar da disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2020 representou o início de uma corrida para definir o nome do vice na chapa do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), conforme revelado em reportagem da Folha de S.Paulo. 


Datena era avaliado como um nome de convergência entre aliados dos tucanos, já que é filiado ao MDB . Sem o apresentador no pleito, três nomes são os mais cotados para ocupar a vaga de vice e angariar apoio entre aqueles que iriam com Datena, são eles Mara Gabrilli (PSDB), Marta Suplicy (Solidariedade) e Coronel Salles (PSD). 

Mara Gabrilli aparece como uma boa opção por integrar o mesmo partido de Covas e dessa forma não afasta eventuais aliados em um segundo turno, outra vantagem de Mara é o seu capital político conquistado em 2018 ao se eleger senadora com 6,5 milhões de votos com um forte apelo entre as mulheres e os deficientes fisícos, grupos que defende em suas pautas. 

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A senadora perde pontos na hora de ser escolhida como vice pois transita em um espectro muito próximo de Covas , mais ao centro e com apelo entre camadas da centro-esquerda e da centro-direita. Marta Suplicy é pré-candidata pelo Solidariedade, mas é cotada pelos tucanos por causa do seu potencial eleitoral nas periferias . Os CEUs (Centros de Educação Unificados) idealizados e construídos durante a sua gestão como prefeita pela PT são um forte ativo político entre as camadas mais pobres da cidade.

Outro nome que agrada a cúpula tucana é a do ex-comandante da Polícia Militar de São Paulo Marcello Vieira Salles, que atualmente é pré-candidato a vereador pelo PSD. O partido de Salles representa um problema, pois tem cadidatura própria representada por Andrea Matarazo. Celson Russomano (Republicanos), também pré-candidato, chegou a ser cogitado por alas do tucanato, mas foi descartado por causa do seu vínculo com a igreja Universal do Reino de Deus e o alinhamento com o bolsonarismo

O PSDB tem um mês para decidir o vice, pois tem reunião marcada para o dia 12 de setembro. Covas aparece em primeiro nas pesquisas, mas já teve a candidatura fragilizada no início do ano por conta do anuncio do tratamento de câncer.

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