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Ministério Público de SP denuncia Cury por importunação sexual contra Isa Penna

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Deputado estadual Fernando Cury teve a suspensão de seu mandato ampliada para 180 dias
Divulgação/Alesp

Deputado estadual Fernando Cury teve a suspensão de seu mandato ampliada para 180 dias

O Ministério Público de São Paulo denunciou o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) por importunação sexual contra a também deputada Isa Penna (PSOL). Cury foi filmado abraçando por trás e apalpando o seio da colega, sem consentimento, durante a votação do orçamento estadual no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O episódio ocorreu na madrugada de 17 de dezembro do ano passado.

A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral Mario Luiz Sarrubbo em 20 de março. Segundo ele, a conduta de Cury “revelou absoluto descaso para com a parlamentar vítima, sua condição de mulher, além de atingir a própria imagem da Casa Legislativa e de seus respeitáveis integrantes”. Ele descreveu o crime como “concretamente grave”.

“O deputado Fernando Cury agiu com clara intenção de satisfazer sua lascívia, praticando atos que transcenderam o mero carinho ou gentileza, até porque não tinha nenhuma amizade, proximidade ou intimidade com a vítima, violendo assim, também, o seu dever funcional de exercer o mandato com dignidade”, escreveu Sarrubbo.

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A informação foi revelada pela Rádio Bandeirantes e confirmada pelo GLOBO . O Código Penal descreve o crime de importunação sexual como “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou de terceiro”. Estipula a pena de um a cinco anos de reclusão, “se o ato não constitui crime mais grave”.

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou por unanimidade, em 17 de março, um pedido feito pela defesa de Cury para que a investigação pelo Ministério Público fosse suspensa, sob alegação de que ela não fora ouvida antes do início do inquérito. Segundo entendimento da Justiça, no entanto, como se trata de um procedimento de investigação e não do processo criminal em si, o MP tem liberdade para escolher que testemunhas escuta.

Procurado, o advogado de Fernando Cury, Roberto Delmanto Júnior, afirmou que o deputado vai se defender e demonstrar que “jamais cometeu crime de importunação sexual contra Isa Penna”.

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Para as advogadas de Isa Penna, Mariana Serrano e Danyelle Galvão, “é importante destacar a sensibilidade e agilidade do Ministério Público ao encaminhar a denúncia de forma adequada, sem incorrer na revitimização da deputada”.

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Afastamento do mandato

Por unanimidade, o plenário da Alesp aprovou, na última quinta-feira, a suspensão do mandato de Cury por 180 dias . Ele ficará sem salário durante o período e seu gabinete, sem verba. O presidente Carlão Pignatari (PSDB) deve convocar o suplente de Cury, padre Afonso Lobato (PV). O novo parlamentar poderá contratar seu próprio gabinete.

Aliados de Isa Penna brigavam pela cassação de Cury, mas não conseguiram construir consenso em torno da máxima punição no plenário. Mesmo assim, as lideranças da Casa aceitaram alterar a proposta feita pelo Conselho de Ética: um afastamento de 119 dias.

Fernando Cury foi denunciado ao Conselho de Ética ainda em dezembro. No colegiado, ele se defendeu, negou ter tido a intenção de assediar Isa Penna e descreveu a abordagem como um “rápido e superficial abraço”.

O deputado também sofre um processo de expulsão dentro de seu partido, o Cidadania, pela mesma razão.

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“Vou tomar por último, tem muita gente apavorada”, diz Bolsonaro sobre vacina

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Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Na sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não pretende tomar a vacina da Covid-19 agora. Em conversa com apoiadores que o esperavam em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente justificou que a decisão é pelo fato de ter “muita gente apavorada” esperando pela vacina.

“O que acontece, tem muita gente apavorada aí aguardando a vacina, então deixa as pessoas tomarem na minha frente. Vou tomar por último. Eu acho que essa é uma atitude louvável. Porque tem gente que não sai de casa, está apavorado dentro de casa”, disse Bolsonaro. O presidente chegou a se queixar que a imprensa teria criticado a sua decisão de se vacinar por último. “Em vez da imprensa me elogiar, me critica”, afirmou.

Bolsonaro está apto a receber a vacina no Distrito Federal desde o dia 3 de abril. Antes, ele explicava que não ia se vacinar porque já teria contraído o vírus em julho do ano passado.

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa da quinta-feira (15), 25.460.098 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 12,02% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 8.558.567 pessoas (4,04% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

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