conecte-se conosco

Esportes

Martínez admite propostas, mas sinaliza desejo de ficar no Praia: “Primeira opção”

Publicado

A dominicana Brayelin Martínez acenou com o desejo de permanecer no Praia Clube. Em entrevista ao jornalista Bruno Voloch, através de uma live no Instagram, na noite desta sexta-feira, a atacante, que é ponteira, mas atua também como oposta, fez elogios ao time de Uberlândia, indicando vontade de seguir em Minas Gerais.

No entanto, não será tão fácil. A jogadora, que tem contrato com o Praia, está valorizada e admitiu propostas para jogar em outras equipes. Ela, porém, disse que coloca o time mineiro como prioridade para a renovação do compromisso.

– Por mim ficaria no Praia, porque é muito bom lá, gostei muito, mas como falo sempre… as pessoas dizem: “fica no Praia, aceita”, mas tem que negociar. Mas gosto muito do Praia, seria minha primeira opção – disse.

Além da qualidade, Martínez se destaca pela versatilidade. Ponteira, a atleta jogou mais como oposta do que na posição original sob o comando do técnico Paulo Coco. Questionada por um internauta se ela se considera uma das melhores atacantes do mundo, Brayelin não titubeou na resposta.

Leia mais:  Atletas do Triângulo Mineiro ganham medalhas nos Jogos Escolares da Juventude em SC

“Claro, trabalho para isso. Preciso trabalhar mais, mas acho que sou muito boa”, afirmou.

Martínez está na República Dominicana, cumprindo o protocolo de distanciamento social por conta da pandemia do novo coronavírus. Em razão da Covid-19, a Superliga Feminina foi encerrada, com o Praia Clube na liderança.

Embora a CBV tenha confirmado a vaga do time no Sul-Americano, a dominicana reconhece a frustração pelo fim precoce da competição, antes dos playoffs.

– Foi muito ruim para mim, porque estava gostando muito. Nao joguei mais porque estava sentindo meu joelho, mas depois que soube que não ia ter mais liga, fiquei muito triste, porque estava feliz por jogar com as meninas. Sei que tudo ia ser mais forte, playoff, finais. Foi muito dificil para mim – concluiu.

Brayelin Martínez chegou ao Praia para jogar a primeira temporada no voleibol brasileiro. Uma das principais responsáveis pela classificação da seleção da República Dominicana para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a atleta de 23 anos foi uma das peças fundamentais do Praia Clube na boa campanha, puxando os números da equipe em termos ofensivos.

Leia mais:  Vadão, ex-técnico da seleção feminina, morre vítima de câncer

Por: Globo Esporte

Comentários Facebook
publicidade

Esportes

Vadão, ex-técnico da seleção feminina, morre vítima de câncer

Publicado

Morreu no início da tarde desta segunda-feira Oswaldo Alvarez, o Vadão, ex-técnico da seleção brasileira feminina de futebol e com passagens por São Paulo, Corinthians, Guarani, Ponte Preta, entre outros.

Aos 63 anos, ele lutava contra um câncer no fígado e estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde a semana retrasada. A assessoria de imprensa do hospital confirmou o falecimento à reportagem do GloboEsporte.com.

Vadão lutava contra a doença desde o início de 2020, quando passou por sessões de quimioterapia e chegou a apresentar evolução, mas o quadro se agravou recentemente. Ele deixa a esposa Ana, os filhos Adriano e Carolina e dois netos. O corpo será levado para Monte Azul Paulista, onde Vadão nasceu e será sepultado.

Histórico

Oswaldo Fumeiro Alvarez, o Vadão, tentou a sorte como jogador nos anos 70, atuando pelos times juvenis do Guarani e do Botafogo-SP. No profissional, passou por Paulista, Velo Clube e Capivariano.

Vadão, à esquerda, na época de jogador com a camisa do Guarani  — Foto: Arquivo pessoal

Vadão, à esquerda, na época de jogador com a camisa do Guarani — Foto: Arquivo pessoal

Mas foi à beira do campo, como treinador, que ele fez o seu nome, sempre com a história muito ligada ao futebol do interior paulista. A começar pelo primeiro grande trabalho.

Vadão ganhou destaque com o “Carrossel Caipira” no Mogi Mirim, onde ajudou a projetar Rivaldo, Leto e Válber também eram outros símbolos daquele time que se inspirava na Holanda de 1974, com o esquema 3-5-2.

Vadão sobre o `Carrossel caipira`: `Foi um marco na história do futebol brasileiro`

Mister Dérbi

Ele também está entre os principais técnicos do futebol de Campinas. Pelo Guarani, é o terceiro treinador que mais dirigiu o time na história. Foram 204 jogos em cinco passagens (1995, 1997-98, 2009-10, 2012 e 2017), com campanhas marcantes, como o acesso na Série B em 2009 e o vice-paulista de 2012 – quando foi eleito o melhor treinador do torneio.

Leia mais:  Limeira do Oeste garante participação na próxima fase do 2ª Copa São Francisco de Sales
Vadão é o terceiro técnico que mais dirigiu o Guarani  — Foto: Rafael Fernandes / GuaraniPress

Vadão é o terceiro técnico que mais dirigiu o Guarani — Foto: Rafael Fernandes / GuaraniPress

À frente da Ponte, Vadão teve quatro passagens (2001-2002, 2005, 2006 e 2014). No Brasileirão de 2005, chegou a levar a Macaca à liderança antes de aceitar uma proposta do Verdy Tokyo , do Japão. Foi a sua única experiência internacional.

Também em Campinas é conhecido como “Mister Dérbi” por nunca ter perdido um clássico da cidade, seja por Guarani ou Ponte Preta. A invencibilidade é de nove jogos, com cinco vitórias (quatro pelo Guarani e uma pela Ponte) e quatro empates (três pela Ponte e um pelo Guarani).

Vadão também teve passagens marcantes pela Ponte  — Foto: Raul Pereira / Globoesporte.com

Vadão também teve passagens marcantes pela Ponte — Foto: Raul Pereira / Globoesporte.com

Surgimento de Kaká

Ainda em São Paulo, ficou marcado por ter lançado o meia Kaká no profissional do São Paulo, no título do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Um ano antes, teve uma rápida passagem pelo Corinthians, de apenas 21 jogos durante a Copa João Havelange.

Vadão foi o responsável por lançar Kaká no São Paulo  — Foto: Arquivo pessoal / Oswaldo Alvarez

Vadão foi o responsável por lançar Kaká no São Paulo — Foto: Arquivo pessoal / Oswaldo Alvarez

Foram os dois times do “trio de ferro” que ele comandou. Portuguesa, São Caetano, Araçatuba, XV de Piracicaba, onde foi campeão da Série C do Brasileiro de 1995, e Matonense são as outras equipes paulistas no currículo do treinador.

Já em outros grandes centros, o primeiro grande trabalho de Vadão foi pelo Athletico-PR, onde conquistou o Torneio Seletivo para a Libertadores em 1999 e o Campeonato Paranaense de 2000, além de ter iniciado a montagem do grupo que seria campeão brasileiro no ano seguinte. Trabalhou outras duas vezes no Furacão, em 2003 e entre 2006 e 2007, quando foi semifinalista da Copa Sul-Americana.

Leia mais:  Sob risco de ausências, Cruzeiro se reapresenta sem grupo formado e com missão: acertar folha salarial
Em 2001, revelação Kaká comanda São Paulo na conquista do Torneio Rio-São Paulo

Em 2001, revelação Kaká comanda São Paulo na conquista do Torneio Rio-São Paulo

Ele também deixou sua marca no Vitória, onde subiu para a Série A em 2007, e Criciúma, onde foi campeão catarinense em 2013. Já por Bahia, Goiás e Sport teve passagens mais curtas e discretas.

Vadão foi campeão catarinense pelo Criciúma  — Foto: João Lucas Cardoso

Vadão foi campeão catarinense pelo Criciúma — Foto: João Lucas Cardoso

Seleção brasileira

A história na seleção brasileira feminina começou em abril de 2014, quando estava na Ponte e recebeu o convite da CBF. Em dois anos e sete meses durante o primeiro comando, colecionou conquistas: Copa América 2014, Torneio Internacional de Futebol Feminino 2014, Campeonato Internacional de Futebol Feminino de 2015, Jogos Pan-Americano de 2015, além do quarto lugar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Neste ano, ele foi escolhido pela FIFA o sexto melhor treinador do mundo de um time feminino.

Vadão ao lado de Marta em treino da seleção feminina  — Foto: Reuters

Vadão ao lado de Marta em treino da seleção feminina — Foto: Reuters

Já o segundo trabalho na seleção feminina começou em setembro de 2017. Desta vez, ficou um ano e 11 meses, sendo campeão do Torneio Internacional de Futebol Feminino (China), em 2017, e da Copa América, em 2018.

O último torneio pela seleção foi a Copa do Mundo de 2019, com a eliminação nas oitavas de final para a França. Um mês depois do Mundial, foi demitido pela CBF e estava à espera de uma nova oportunidade para voltar ao mercado.

Por: GloboEsporte

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana